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7 anos de casamento, um ultimato: “Filho ou divórcio!” romance Capítulo 59

POV Dante Harrison

O apartamento estava em silêncio. Só o som dos nossos passos, da respiração contida, das intenções escondidas debaixo da pele. Isadora entrou devagar, os olhos vasculhando tudo, como se procurasse por armadilhas ou por uma saída.

Mas não havia mais saídas. Nem para ela. Nem para mim. Fechei a porta atrás dela, sem pressa. Sem violência. Só... certeza. Ela parou no centro da sala, os braços cruzados, e aquele vestido verde se moldando ao corpo como se tivesse sido desenhado por um escultor apaixonado. Ombros à mostra. A curva da coluna. A tensão contida nos olhos.

Fiquei ali, observando. Lendo o corpo dela como se fosse um livro sagrado. Eu sabia onde estavam as vírgulas, aquelas pausas feitas de dor e os pontos finais que ela fingia que nunca escreveu.

Dei dois passos. Depois mais um. Fiquei atrás dela, perto o suficiente pra sentir o calor que o perfume não escondia. Camomila. E algo mais... novo. Um cheiro que eu ainda não sabia nomear.

— Se você quiser parar… agora é a hora. — minha voz saiu mais baixa do que eu esperava.

Ela virou o rosto, o queixo erguido com a dignidade de uma rainha ferida.

— Eu estou cansada de fugir, Dante.

Me aproximei. Devagar. Como se ela fosse feita de vidro fino. Mas no fundo eu sabia: não era vidro. Era lava. Era aço dobrado pelo fogo. E eu queria me queimar inteiro. Toquei sua cintura. Ela não recuou. Meu polegar deslizou pela pele nua, sentindo o arrepio responder antes mesmo da mente dela permitir.

Ela virou de frente. Os olhos nos meus. E aí... a respiração dela falhou.

E então, eu beijei.

Não como um homem beija uma mulher. Mas como um homem beija a própria redenção.

A boca dela era quente. Urgente. E doce. Mas não aquele doce leve, era um doce denso, que grudava na alma. As mãos dela vieram pro meu peito, depois pescoço, depois cabelo, puxando, apertando, guiando. Eu a peguei no colo. Ela riu, um riso trêmulo, e eu quis guardar aquele som pra sempre. Levei para o quarto. A cada passo, meu coração batia como um tambor de guerra.

Deitei ela na cama como quem deita um segredo antigo. Ela se ergueu nos cotovelos, o cabelo bagunçado caindo sobre os ombros, o olhar ainda em dúvida.

— Você tem certeza? — ela sussurrou.

— Eu tenho você. — respondi.

E aí, o mundo acabou. E recomeçou nos nossos corpos.

As mãos dela vieram pro meu peito, subiram para o pescoço, depois pro cabelo. Me puxavam, me chamavam, me exigiam. E eu obedeci. Peguei-a no colo. Ela riu, um riso pequeno, trêmulo, lindo e eu quis guardar aquele som dentro de mim.

Levei para o quarto. A cada passo, o corpo dela contra o meu, as pernas entrelaçadas na minha cintura. Meu coração batia forte, mas não era medo. Era destino. Deitei ela na cama com a reverência de quem toca o sagrado. Ela se apoiou nos cotovelos, o cabelo despencando sobre os ombros, os olhos ainda vacilando entre o querer e o receio.

— Tem certeza? — sussurrou.

— Eu tenho você. — respondi. E isso bastava.

Me inclinei sobre ela. As mãos correram pelo vestido, sentindo onde ele terminava e onde começava a pele. Desci com os dedos e com a boca. Lento. Cuidadoso. Louco por ela. O tecido foi cedendo. O som do zíper era como um estalo de libertação. A pele dela era quente, viva, cheia de história. Fui beijando cada parte. Cada curva. Como se minha boca pudesse prometer cura.

Ela fechou os olhos, a respiração pesada. Gemeu meu nome. Raspado. Tenso. Como se nunca tivesse dito daquele jeito antes. As mãos dela agarraram meus ombros. As unhas cravaram. E eu quis mais. Quis as marcas. Quis o rastro dela em mim. O vestido caiu. Ela se arqueou. A pele arrepiada. O corpo inteiro pedindo. E eu obedeci.

Beijei a barriga. Os quadris. A parte interna da coxa. Sentindo o cheiro da entrega dela, quente e molhado. Quando minha boca encontrou o centro do prazer dela, ela perdeu o fôlego. Segurou meus cabelos com força. Reclamou meu nome. E eu beijei ali como quem reza, com devoção, com fome, com entrega.

Ela tremia. Inteira. Até que veio. Um gemido contido, sufocado contra a palma da própria mão. Subi, cobrindo o corpo dela com o meu. Olhos nos olhos. Respirações entrecortadas.

— Agora sou eu — ela sussurrou. E me virou.

Montou em mim com a firmeza de quem quer provar que também sabe dominar. Rebolou devagar, olhando nos meus olhos. As mãos dela em meu peito. Meu quadril subindo para encontrar o dela.

Eu entrei nela de novo. Com força. Com desejo. Com o coração disparando.

E então fomos só instinto. Mãos. Dentes. Beijos urgentes. Suor. Pele contra pele. Ela dizendo meu nome entre gemidos. Eu dizendo “vem” como quem implora por mil vidas naquela. Até que veio. Como um terremoto mudo. Um ápice que parou o tempo. Ficamos ali. Entrelaçados. O corpo dela sobre o meu, o suor escorrendo entre nossos peitos, o coração disparado.

Toquei o rosto dela. Ela encostou a cabeça no meu peito, os olhos se fechando devagar.

— Isso foi… — começou.

Capítulo 59 — Ela era poesia. Eu, o leitor faminto. 1

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