Nota Pública de Heitor Montenegro – Divulgada nas redes sociais e imprensa nacional
“Nos últimos meses, minha vida pessoal foi arrastada para o centro de uma tempestade midiática. Silenciei. Observei. Sofri.
Errei.
Errei como homem, como marido, como ser humano em frangalhos diante do fim de um casamento que foi, por muitos anos, meu refúgio e minha fortaleza.
Amo Isadora. Sempre amei. E talvez amar demais tenha me cegado. O ciúme, o medo, o desespero de perdê-la para outro homem… me tomaram como uma febre. Não justifico. Apenas encaro minha verdade.
Diante dos fatos, decidi assinar os documentos de divórcio e encerrar esse ciclo com a dignidade que nos resta. Faço isso por mim. Pela minha saúde mental. E por respeito ao que vivemos.
Reconheço que minhas atitudes foram impulsivas. Que agi com raiva. Mas também peço que o público, a justiça e a imprensa me enxerguem como um homem em reconstrução.
Não sou um vilão. Sou um homem em queda livre tentando encontrar o chão.
A Isadora, desejo paz.
Ao público, peço compaixão.
Aos meus erros… encaro de frente. Porque só quem cai sabe a força que precisa pra se levantar.”
— Heitor Montenegro
***
POV Isadora Ferraz
Estava no sofá, enrolada numa manta fina, o notebook no colo e a cabeça pesada demais para qualquer pensamento. Até que meu celular vibrou.
Notificação.
"Heitor Montenegro divulga nota pública sobre o divórcio."
Meus dedos congelaram. Cliquei.
As palavras se desenrolaram na tela como farpas enfiando na pele. Li cada linha com o coração aos socos. Aquela pose de coitado... aquela encenação barata… “Sou um homem em queda livre tentando encontrar o chão.” Tive vontade de rir. Mas saiu um soluço. A raiva veio devagar, queimando por dentro. Um calor que subiu pelo pescoço até queimar os olhos.
“Errei. Amei demais.” Não, Heitor. Você não errou por amar. Você destruiu por controlar. Você manipulou, gritou, me apagou aos poucos como se fosse dono da minha alma. E agora quer bancar o mártir?
Bati o notebook com força. Me levantei no mesmo segundo. Andei pelo apartamento, tentando respirar, tentando não quebrar nada. Mas dentro de mim… eu já estava quebrada demais pra fingir calma.
Peguei o celular e disquei.
— Olivia… você viu?
— Sim. — a voz dela veio carregada de nojo. — Ele é bom nisso. Em escrever cenas, em montar narrativas. Uma verdadeira novela mexicana de um homem em crise existencial.
— E as pessoas…? — engoli seco. — Estão acreditando?
— Metade o chama de corajoso. A outra metade quer cuspir na cara dele. Estamos mexendo com fogo, Isa. Mas você não está mais sozinha.
Condordei e desliguei e joguei o celular no sofá. Ele disse que me desejava paz… Mas me desejava em ruínas.
— O divórcio finalmente vai sair. — Dante entrou no apartamento com aquele sorriso que costumava me acalmar. Hoje, ele só me irritou.
Ele largou as chaves na bancada, se aproximou empolgado, tentando me beijar. Virei o rosto.
— Isa? — ele franziu a testa. — O que foi?
— Nada. — menti, andando até a janela. A vista da cidade me sufocava.
Ele veio atrás.
— O que você está sentindo?
Me virei devagar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: 7 anos de casamento, um ultimato: “Filho ou divórcio!”