Entrar Via

A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 122

— Sim. Só uma muda de roupa. Não vou me demorar por lá.

— Organizarei a nossa partida.

— Não. Você fica.

Aayush me olhou, confuso.

— Será responsável pela segurança e bem-estar de Davi e Maçãzinha enquanto eu não estiver aqui. Eu não os deixaria sozinhos em hipótese alguma. E você é a única pessoa em quem confio para cuidar deles.

Aayush me olhou demoradamente, como se hesitasse por algum motivo.

— Você... tem algo para me falar, Aayush?

— Não.

— Shirley ficará. Por hora, cancele a demissão dela.

— Senhor, eu gostaria de lhe falar algo.

— Pois não.

— Sobre a mãe de Shirley e a doença dela...

— O que tem?

— Eu... talvez tenha que investigar um pouco mais sobre isso. Pode ter... algum engano.

— Investigar mais? Você disse que a mãe dela realmente está doente. Sei que ainda temos que verificar a questão da tatuagem de Shirley, mas isso é complexo demais. E bem pessoal. Talvez nunca saibamos de fato o porque da maçã que ela tem tatuada na bunda. Por hora, saber que a babá anzol não mentiu, me basta. Ela tenta me seduzir, mas já estou acostumado. E sou imune a ela. Ou melhor, desde que conheci Maçãzinha me tornei imune a qualquer mulher e isso me irrita profundamente.

— Eu... entendo, senhor. Entendo... perfeitamente.

— Organize tudo, Aayush. Quanto mais rápido eu partir, mais cedo volto.

Aayush se foi e antes de partir, passei no quarto de Maçãzinha. Bati na porta. Ela não atendeu. Tentei abrir, mas estava trancada.

— Maria Fernanda? — chamei.

— Não quero falar com você, Enzo. — ela respondeu com a voz abafada do outro lado da parede.

— Eu... precisarei viajar logo mais.

— E eu não tenho nada a ver com isso. Meu papel nessa casa é só observar e receber por isso.

— Logo Davi parará de fazer birra e voltará para você.

Ela não disse nada. O silêncio de Maçãzinha me dava palpitações e medo.

— Maria Fernanda... você está me ouvindo? — bati na porta — está tudo bem com você aí dentro?

— Melhor impossível. Tenha uma boa viagem, senhor Asheton. Talvez não me encontre quando voltar.

Meu coração acelerou. Tentei abrir a porta botando o peso do meu corpo, mas não consegui fazê-la sequer mover-se um centímetro.

— Como assim? — deitei a cabeça na porta, atordoado e nervoso — está pensando em... atentar contra própria vida por minha causa?

— Você tem mesmo um ego gigantesco, não é mesmo?

— Do tamanho do meu pau. — ri, percebendo que ela estava na porta, porque a voz soava mais clara e menos abafada.

Sim, eu a amava. E por mais que tentasse fingir para mim mesmo que não era aquele o sentimento que eu tinha por ela, não conseguia. Eu poderia mentir para todo mundo, menos para mim.

— Maçãzinha... você está aí?

— Não. — a voz dela estava na altura da minha e aquilo me deixava ainda mais afetado física e emocionalmente.

Ela também estava sentada, porém do outro lado da porta.

— Me prometa que não irá tentar se matar de saudade de mim enquanto eu estiver fora. — pedi.

— Prepotente... arrogante... você não vale isso tudo.

— Então promete.

— Eu não vou me matar enquanto você estiver fora, senhor Asheton. Pode ficar tranquilo.

Sorri, aliviado.

— Mas não garanto que estarei aqui quando voltar, porque eu posso ter ido embora.

Levantei comecei a jogar meu corpo contra a porta, tentando arrombá-la. Shirley surgiu no corredor e me olhou com cara de pavor.

Parei imediatamente. Eu estava sendo ridículo. Fingi que nada tinha acontecido e andei na direção dela.

— Davi está sob sua responsabilidade. — falei.

— Senhor Asheton... eu tenho uma coisa para lhe contar. E... é bem importante. No início fiquei em dúvida se deveria ou não contar. Mas agora... tenho certeza de que não posso guardar isso sozinha.

— O que é?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO