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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 137

— Como você está? — perguntei, gentil, porque sabia que era aquilo que ela precisava naquele momento, se sentir tranquila e apoiada.

— Perdi um dos bebês. Mas estou bem.

— Você disse... um dos bebês? Eram... dois?

Ela respirou fundo e disse:

— Sim, eram dois. Gêmeos. E... eu ainda nem tive tempo para chorar a morte do meu filho ou ter o período de luto. Porque o paranoico de Enzo não deixa.

— Se eu puder fazer alguma coisa...

Ela olhou para Michael, que era acolhido por alguns colegas e suspirou:

— Acho que a residência de Michael nesse hospital já era. E eu me sinto culpada.

— Se você acha que o que houve foi injusto... pode intervir a favor dele com o senhor Enzo.

Ela riu, com escárnio:

— Acha mesmo que Enzo me ouviria? Ele é totalmente louco.

— Se existe uma pessoa que o senhor Enzo ouve nessa vida, é você. Por mais que ele finja que não, cada coisa que fala a ele o faz refletir.

William se juntou a nós e disse:

— Falei com o outro médico. Ele disse que é para esperar que em breve assinará a sua alta hospitalar.

— Mas o Michael disse que... eu tinha que ficar mais tempo aqui.

— Eu já nem sei mais se confio no Michael — Will olhou na direção do garoto zumbi — quem garante que ele não está fazendo isso para mantê-la por perto?

— Ele seria muito filho da puta. — Maçãzinha disse, com o olhar perdido.

— E desde quando ele não foi? Enzo é um idiota. Mas duvido que Michael não o tenha provocado.

Bem, conhecendo Enzo como eu conhecia, acho que só o fato de Michael existir já era uma afronta a ele.

— Eu acho... que o senhor Enzo não deixará... a senhora... partir... da casa dele. — tive que ser honesto, para ela não ser pega de surpresa.

— O que é isso, agora? Cárcere privado? — Will me encarou — A minha irmã não é propriedade dele.

Bem, eu que não iria contar a verdade!

— O senhor Enzo... mandou que eu me responsabilizasse pela construção de um elevador na mansão para que você não tenha mais que acessar as escadas. E cogitou até mesmo... comprar uma casa nova caso a obra não seja feita há tempo.

Maria Fernanda me encarou:

— Por que ele faria isso? Nem Davi quer me ver mais. Eu não sou mais a babá. Eu não sou... nada.

— Ele não tem direitos sobre a minha irmã. Obsessão não gera contrato de exclusividade ou posse. — Will se manifestou.

O médico chamou Will, que se levantou e foi até ele. Maria Fernanda deitou a cabeça no meu ombro e disse:

— Estou tão... cansada. E com medo.

— Enzo vai te proteger de tudo. Eu tenho certeza.

— Minha mente está bagunçada... e... sinto um aperto no peito pela perda do meu filho.

— Eu imagino.

— Aayush, você pode me falar sobre o aborto espontâneo na Índia? Como as mulheres lidam com isso lá?

— Em algumas comunidades a mulher que sofre aborto espontâneo é considerada culpada pelo ocorrido, sendo rotulada de infértil ou estéril, o que acaba gerando vergonha e isolamento.

Ela ficou em silêncio, pensativa.

— Eu não estou dizendo que você é culpada.

— Eu sei, Aayush. Só fico pensando... o quanto dever ser triste a mulher sofrer um aborto e ainda ser considerada culpada.

— Não é um assunto muito discutido no meu país, sendo considerado um tabu. A sociedade indiana valoriza muito a fertilidade feminina. E por esse motivo a perda, na maioria das vezes, é considerada uma falha na função da mulher. Mas... eu não penso dessa forma. E muito disso tem mudado por lá.

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