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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 138

— Que bom que há movimentos para mudança. Eu... ainda estou tentando assimilar a minha perda. Mas acho que a dor só não é pior porque... ainda há um bebê.

— Sim... tente pensar no bebê que ainda está aí. E vai precisar muito de você.

— Aayush?

— Fale... — embora eu tivesse louco para tocá-la e tentar amenizar a sua dor, não o fiz. Eu tinha amor à minha vida. Não queria ser o alvo constante de Enzo Asheton.

— Me diga uma coisa legal da Índia. Algo que me deixe feliz e que faça eu esquecer um pouco esse dia horrível que estou vivendo.

Eu sorri e decidi explicar algo que era o mais comum no meu país, e que provavelmente ela sabia.

— Na Índia as vacas não são apenas animais de fazenda, elas são consideradas sagradas e circulam livremente por cidades grandes e pequenas, avenidas movimentadas e estradas, sendo respeitadas pelos motoristas e pedestres.

— Por que ela é considerada sagrada?

— Principalmente por razões religiosas e culturais do hinduísmo. Elas são vistas como um símbolo de vida, fertilidade e uma figura materna. É associada a deuses como Krishna. Elas são protegidas contra o abate na maior parte do país.

— Isso quer dizer... que você não come carne bovina?

— Não como. — confirmei.

— Também não mais comer carne bovina a partir de hoje. Você é incrível, Aayush e eu vou respeitar as vacas por você.

Ergui uma sobrancelha, contendo uma risada:

— Você... não precisa fazer isso por mim. É questão cultural do meu país e eu sei que isso não acontece nos outros lugares.

Enzo certamente estaria pensando que Maria Fernanda estava envolvido no doping de Davi porque aconteceu exatamente a mesma coisa na noite em que ele foi dopado: falha no sistema.

Era complicada a situação. Porque eu me colocava no lugar de Enzo e sabia o quanto ele devia estar dividido entre o amor e a dúvida. E Maria Fernanda... bem, para ela seria bem difícil provar que não tinha nada a ver com tudo aquilo e que só era uma mulher comum, que acidentalmente engravidou e se apaixonou pelo pai do filho.

Ela devia estar muito confusa. E se sentindo sem apoio, afinal, não tinha outra mulher com quem pudesse conversar. A vida de Maçãzinha era rodeada de homens, fosse na sua casa, fosse na mansão Asheton.

Sentei-me na cama dela e peguei o meu celular. Eu conhecia a pessoa que a faria se sentir melhor. E lhe daria conselhos sobre como manter um Asheton na linha. A mulher que também sofreu a perda de um filho. E acompanhei pessoalmente toda a sua dor. Mas superou, assim como eu sabia que Maria Fernanda também superaria.

— Aayush? — ela atendeu.

— Senhora Caliana, acho que preciso de você aqui.

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