Entrar Via

A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 169

POZ ENZO

Eu preferi pensar que era uma ilusão de ótica. Porque Maçãzinha, em estado perfeito de lucidez, jamais ficaria nua na sacada da minha casa, deixando que todos a vissem como veio ao mundo.

Corri e ao abrir a porta, ela rebateu e senti o estrondo na minha testa. Fiquei um pouco tonto e cambaleei até a escada. Minha pressa era tanta que minhas pernas falharam e rolei três degraus abaixo. Caí de mal jeito, por cima do pé e senti uma dor aguda no tornozelo.

Puta que pariu! Arrastei meu corpo até o quarto, imaginando que, à essas alturas, Maçãzinha já estava se masturbando para o jardineiro.

Quando abri a porta do quarto, ela seguia na sacada, completamente nua, olhando para o nada. Abri a boca para falar, mas minha respiração estava tão acelerada e eu cansado a ponto de não conseguir emitir palavras.

Senti o suor escorrer pelas minhas têmporas. Maçãzinha virou-se na minha direção:

— Onde você estava, marido?

— Ponha a porra da sua roupa. Agora! — era para sair um grito, mas não deu certo.

Imaginei que meu tornozelo havia quebrado, pois doía demais.

Maria Fernanda me olhou por um tempo, suspirou e sorriu:

— Ok, vou botar a minha roupa. Isso porque sou uma esposa muito obediente.

Maçãzinha pegou o vestido do chão e procurou algo no bolso, de onde retirou uma calcinha. Era a porra da calcinha de Shirley, que eu tinha deixado propositalmente na cama aquela manhã.

— Não vista essa porra! — gritei.

— Por que não? — ela fez beicinho, provocante — eu achei que você gostava de calcinhas assim, seu filho da puta.

— Maçãzinha, não! — implorei enquanto ela deslizava a calcinha lentamente pelas pernas.

— Traidor, infiel, nojento, doente! — ela disse, num tom de voz calmo.

Me aproximei dela, sentindo meu tornozelo implorar por atenção:

— Se você quer fazer uma competição de quem trair mais, eu irei vencer, Enzo Asheton.

— Maçãzinha... — parei porque eu nem sabia o que dizer.

Só de pensar nela com outro homem eu já tinha taquicardia, princípio de infarto, dor de cabeça... e no tornozelo.

— Vou foder com todos os homens que trabalham nessa casa... começando por Aayush.

— Aayush? — meneei a cabeça, atordoado — Você está tendo um caso com Aayush? Está apaixonada por ele?

— Calma, querido! — ela sorriu, falando lentamente — Aayush será o primeiro porque ele é o mais bonito. Ouvi dizer que indianos são bons de cama. Depois eu vou dar para o seu jardineiro...

— Ok, eu falo a verdade — respirei fundo — eu comprei a calcinha da Shirley.

— Você o que?

— Eu comprei a calcinha dela... para te fazer ciúme.

Maçãzinha retirou a calcinha que já chegava na altura dos joelhos e jogou na minha direção. Dei um passo rápido para o lado, evitando que aquela coisa me atingisse.

— Eu não acredito que você fez isso!

— Eu só queria saber... se você ainda sentia algo por mim. — fui sincero.

— E eu sinto. Raiva e pena.

— Pena?

— Por você ser sequelado. E achar que eu ainda gosto de você.

Sorri:

— “Ainda”? Se você usou o “ainda” é porque um dia gostou.

— Não.

— Mas eu gosto de você. E por isso comprei a calcinha dela.

— Jura que essa é a sua forma de demonstrar que gosta de mim?

— Desculpa se meu jeito de dizer que gosto de você não lhe agrada.

— Por que não a calcinha de Pietra? Por que tinha que ser a da Shirley?

— Acho que não seria nada sexy você encontrar uma calcinha da Pietra na cama.

— Poderia ter comprado uma nova, seu idiota. Agora eu toquei nessa coisa contaminada. Posso ter sido envenenada, já que Shirley é uma cobra peçonhenta.

Sentei na cama. Meu tornozelo doía para caralho.

— Por favor... ponha a roupa. — pedi.

— Implore.

— Eu imploro.

Pus a mão na sua testa, mas não estava febril. Ajustei a temperatura do ambiente para 25 graus.

Maria Fernanda estava sentada com as pernas dobradas, descansando o queixo sobre os joelhos.

Esperei que a banheira enchesse completamente e retirei minha própria roupa, entrando para ficar junto dela. A porra do meu tornozelo doía, parecendo que não pararia até que eu tomasse um analgésico. Mas Maçãzinha precisava mais de mim do que o meu tornozelo.

— Não... — ela me olhou — não quero que me toque.

— Vou tocar, mas prometo que não da forma como você está pensando.

— Não...

— Vou te fazer uma massagem e lavar os seus cabelos, ok? Juro que não passará disso. Você está muito tensa.

Ela mordeu o lábio e ficou me olhando por um tempo. Depois disse:

— Eu não confio em você.

— Eu já não me importo. Você pode me dopar, pode tentar me matar... ainda assim eu vou te perdoar, mil vezes se for necessário. Porque você é muito importante para mim. E... não vivo sem você.

Eu disse mesmo tudo aquilo? Não, eu não devo ter dito. Certamente era coisa da minha cabeça.

Maria Fernanda abaixou a cabeça e disse, num tom de voz baixo:

— Eu jamais faria algum mal a você.

Ela já tinha dito aquilo várias vezes. E eu sempre estava tão nervoso e desconfiado que nunca parei para ouvi-la de fato. Escorreguei e fui para trás dela, trazendo-a para junto de mim.

A abracei e beijei seus ombros. Ela não esboçou nenhuma reação. E eu nem queria que ela esboçasse. Eu só queria... que Maçãzinha ficasse bem e parasse de chorar. E foda-se que todo mundo a viu pelada. Eu mandaria arrancar os olhos de cada um que atreveu a olhar para ela.

Quando percebi que ela relaxou, comecei a massagear seus ombros. Eu não sabia porra nenhuma sobre massagem. Mas as poucas vezes que vi, parecia ser daquela forma.

— Se sente melhor? — perguntei, afastando seus cabelos e beijando a sua nuca.

— O bebê... parece estar sugando todas as minhas energias.

A apertei com força contra mim:

— Vamos ver com a médica se está tudo bem.

Ela não disse nada.

— E se eu te der um cortador de grama — sussurrei em seu ouvido — Você ficaria mais feliz?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO