Aayush deu um sorrisinho e suspirou:
— O aloo fry é um prato comum na Índia. Come-se batatas fritas e elas são extremamente populares, tanto em redes de fast-food quanto na culinária de rua. A batata é um ingrediente básico e muito consumido no meu país.
— Definitivamente, quero me mudar para a Índia.
Ele sorriu:
— A senhor jamais estaria tão segura quanto aqui.
— Aayush, uma curiosidade. Empresta-se dinheiro a juros na Índia?
Segurança! Algo que eu já não sabia se realmente tinha desde a ligação do Papai Noel.
Aayush me encarou e demorou um tempo para responder:
— Sim, empresta-se dinheiro a juros na Índia, mas a atividade é estritamente regulamentada pelas leis estaduais e pelo Banco Central da Índia. A agiotagem não autorizada, com taxas abusivas e métodos de cobrança intimidados é ilegal. É ilegal aqui também. A senhora sabe disso, não é mesmo?
— Se a agiotagem não é autorizada, significa que existe... sem autorização.
— Existe.
— E... o que acontece se alguém, por algum motivo, não pagar a dívida?
— Os juros são altos e os meios de coerção bem violentos.
— Nossa... pobres dos devedores na Índia.
— Não é muito diferente aqui. E... acontece em todos os lugares do mundo.
A porta se abriu como se uma ventania tivesse começado do nada.
— Maria! Maria! — Davi gritou, sorrindo enquanto corria na minha direção.
Retribuí o abraço:
— Oi, meu amor. Como foi a aula hoje?
— Podemos assistir um filme juntos?
— Podemos sim.
Aayush saiu, porque sabia que, assim como Enzo, Davi também gostava de exclusividade. Definitivamente, eu temia o meu bebê ter o sangue Asheton circulando nas veias.
Davi deu um pulo para a cama e agarrou-se a mim. Ele começou a querer assistir repetidamente o mesmo filme. E Jardim Secreto passou a ser o nosso companheiro nas horas vagas.
Senti as unhas cortadinhas arranhando levemente o meu braço. O olhei, deitado no meu ombro, e ri:
— O que significa isso, meu menino?
— Estou coçando antes de você sentir a coceira. — sorriu, fazendo aquela tentativa frustrada de piscar um olhinho.
— Eu já te disse o quanto você é incrível?
Ele passou a mão na minha barriga:
— Maria, você ainda vai me amar quando o seu bebê nascer?
Contive a lágrima que ameaçou escorrer pelo meu olho:
— Eu era a mais velha quando Will nasceu. E eu também tive medo que a minha mãe amasse mais ele do que eu. Mas sabe o que aconteceu?
— O quê?
Lembrei que a médica tinha dito que o sol moderado fazia bem para o bebê. Retirei o vestido, porque se não fosse daquela forma o bebê não pegaria sol.
O sutiã estava sendo uma barreira contra meus peitos que imploravam para serem libertos. Eu lembrava de ter lido algo a respeito de ser bom as aréolas pegarem sol, para ajudar na amamentação e prevenção de ingurgitamento. Retirei o sutiã também.
Enzo estacionou a Ferrari na entrada da casa e desceu rapidamente, me encarando, os olhos estreitos:
— Maçãzinha... que porra você está fazendo?
— Ó Romeu, Romeu! Por que és tu, Romeu? Renega teu pai e recusa teu nome. Ou, se não quiseres, jura-me apenas teu amor e eu deixarei de ser uma Lorenz.
Ele abriu a boca, mas as palavras pareceram falhar. Sorri e fiz menção de tirar a calcinha.
— Não! — ele gritou.
— Agora é a sua vez — recitei — diga: “Minha alma é que me chama pelo nome. Que doce som de prata faz a língua dos amantes à noite, tal qual música langorosa que ouvido atento escuta?” — retirei a calcinha e joguei para ele.
Ronald Miller bateu o cortador de grama na árvore. E Romeu pegou a minha calcinha e saiu feito um avião ultrassônico da Asheton Armaments.
Elevei minha barriguinha para pegar um sol e acenei para o Ronald Miller enquanto ele descia do cortador de grama e saía correndo.
— Volte aqui, Ronald Miller! — gritei. — eu ainda nem dei uma volta no seu cortador de grama.
NOTA DA AUTORA:
QUEM QUER MARATONA???
EU ESTOU PREPARADA PARA MARATONAR NA SEXTA À NOITE.
QUEM ESTIVER DISPOSTA A LER, SOLTA O VERBO E COMENTA MUUUUITO.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO
Porque não desbloqueiam mais capítulos?...
Excelente leitura...