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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 175

— Minha mãe era legal comigo, mas não tinha tempo para nada. Não tive... amor da minha família.

— E o seu pai?

— Ausente. Totalmente ausente.

— Como era a relação dos seus pais?

— Mal se falavam. Ele fazia tudo para não vir para casa e cruzar comigo e mamãe.

— Você fala no tempo passado. Isso significa que ele morreu?

— Graças a Deus.

Ela estreitou os olhos:

— Você... se sentiu feliz com a morte do seu pai?

— Eu nem senti tanto pelo fato de ele deixado boa parte da herança para o meu irmão, filho que teve com outra mulher. Eu lamento mais por não ter podido matá-lo com as minhas próprias mãos.

— Você... sentiu desejo de matar o seu pai?

— Sim, desejei matá-lo com uma Derringer.

— Derringer? — ela arqueou uma sobrancelha.

Suspirei, orgulhosa de mim mesma. Se era para vestir o personagem, que usasse a família toda!

— Uma arma. — expliquei.

— Você tem uma arma, senhora Asheton?

— Aqui não. Mas eu devo ter em casa.

— “Deve ter”? — ela se ajeitou na cadeira, parecendo desconfortável.

— Ando muito esquecida por conta da gravidez. — confessei. — Mas mafiosos tem armas.

— Mafiosos? O que a sua relação com armas tem a ver com a máfia? — pigarreou.

— Na verdade, eu tenho quase certeza de que o meu marido é mafioso. Ninguém é tão rico do nada! — Dei minha real opinião.

— A senhora já teve vontade de atentar contra sua própria vida?

— Não. Quer dizer, certeza, certeza eu não tenho. — Como eu teria certeza se eu não estava dentro da cabeça do Enzo?

— Só o coração e a alma.

— Ele já... te bateu? — ela pareceu desconfortável com a pergunta.

— Só com o pau dele. O pau... que ele tem no meio das pernas. — tentei deixar claro que não era um pau de madeira. Afinal, Enzo nunca me agrediu fisicamente.

A doutora pigarreou:

— A senhora se sente bem? Já foi a um psiquiatra ou psicólogo outras vezes?

— Não. Essa é a primeira vez. E como estou grávida e me sentindo muito sensível, decidi desabafar com alguém. Como na minha casa só tem homens, optei por me confessar com uma profissional. Achei melhor que ir à igreja e falar tudo isso para um padre, já que ele não pode dar receita de medicamentos.

A doutora pareceu um pouco desconfortável. Eu também me sentia daquele jeito quanto a Enzo, então a entendia. Ele realmente era bem esquisito. Mas era hora de botarmos as caixinhas dele no lugar.

— Senhora Asheton, quando foi que começou a ter esses pensamentos com relação a...

— Posso voltar para o meu passado e minha relação com meus pais? Eu acredito que isso seja a chave de tudo, doutora.

Ela ficou em silêncio alguns segundos e disse:

— Sim, conte-me, senhora Asheton.

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