Nasci numa família de muitos pintos e paus. Mas meu pai, acho que era assexuado. E Will... bem, Will odiava ter um pau. Nunca ninguém me deu dicas sobre sexo. Tudo que eu sabia vi na TV. Mas jamais imaginei que na prática aquela coisa fosse tão... incrível.
Eu poderia passar 24 horas por dia com Enzo dentro de mim. E ainda assim não enjoaria.
Se eu tinha que perguntar se ele iria usar preservativo? Claro que sim. Mas eu já estava grávida dele. Então... que diferença fazia?
Quando Enzo soltou meus lábios, perguntou, ofegante, enquanto me fodia com força contra a parede:
— Me diga que não transou com ninguém... depois de mim.
— Não transei com ninguém depois de você.
— Estou falando sério.
— Eu sei... — gemi, agarrada ao corpo dele — Você não brinca. E já deixou isso claro. Mas está brincando agora...
— Estou? — mordeu o lóbulo da minha orelha.
— Você brinca comigo. E... eu...
— Você gosta de ser o meu brinquedinho?
Eu deveria achar aquilo a coisa mais ridícula do mundo. E eu achei. Mas eu estava quase gozando. Então não era hora de mandá-lo embora. Ao menos não antes de eu chegar ao orgasmo.
Óbvio que depois que Enzo usasse e abusasse do brinquedinho, iria para a puta que pariu.
— Eu não gosto de ser o seu brinquedinho. — ofeguei — mas não sou o tipo de mulher que cria... expectativas.
— Se isso te deixa mais tranquila... saiba que você é o meu brinquedo favorito.
— Ah, estou bem mais tranquila de ouvir isso! — ironizei, furiosa.
— Isso... é uma galhofa?
— Que porra é isso?
Precisávamos discutir o dicionário durante o sexo? Enzo era estranho pra caralho. Ainda assim eu gostava. Era exatamente por ele ser daquele jeito que eu o amava. Porque ele era um Kinder Ovo... cada dia uma surpresa diferente.
Aquele homem virou a minha vida de cabeça para baixo. E descobri que viver de cabeça para baixo era muito melhor do que de cabeça para erguida.
— Não importa... a única coisa que importa é que ninguém mais te tocou depois de mim...
— Não... ninguém me tocou. — confirmei, trilhando beijos em seu pescoço cheiroso.
— E o garoto que te deu um chupão?
Parei com os beijos e o olhei:
— Goza para mim, Maçãzinha... chamando pelo meu nome — sussurrou no meu ouvido.
Ouvi-lo me chamar de Maçãzinha foi o auge do meu prazer. E não, não era pela voz de Enzo dizendo aquilo. Como eu disse, sempre amei romances. E aquele apelido era a coisa mais fofa do mundo. Eu não sabia como surgiu. Mas amei desde o primeiro momento que ele falou, naquela cabine do banheiro da boate.
Gozamos juntos. Nossos corpos tinham uma sincronia perfeita. A peça do brinquedinho dele se encaixava certinho em mim.
Ficamos ali, sem dizermos nada, com nossos corações batendo num mesmo ritmo, o peso do corpo dele sobre o meu... um peso que eu queria carregar para o resto da minha vida.
— No que você está pensando? — ele perguntou, com a cabeça ainda afundada no meu pescoço.
— Estou pensando em como você se encaixa perfeitamente dentro de mim.
— Eu quero gozar de novo... agora na sua bunda... exatamente na tatuagem...
— Fetiche?
— Acho que é mais do que isso.
— Eu deixo.
Eu tinha que dar um basta naquilo. Mas... não consegui. Para que deixar para amanhã os orgasmos que eu poderia ter hoje?
— Depois que começar, por favor, não pare. Eu ouvi dizer que maçãs são excelentes para comer no café da manhã.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO
Porque não desbloqueiam mais capítulos?...
Excelente leitura...