— Bem... — tentei puxar conversa, mas não saiu. Tive medo da minha voz falhar.
O silêncio foi quase mortal.
— Eu... não sabia que você vinha para essa ala. A dos empregados, no caso. — tentei quebrar o silêncio que me sufocava.
— Eu não venho. Quer dizer, nunca vim.
— E está aqui por...
— Eu... não beijei a Shirley.
Senti meu coração acelerar ainda mais. E me escorei no batente da porta, tentando não cair.
— Isso... quer dizer que ela... está bem?
— Você se importa?
— Não. — fui sincera — eu acho que ela pode ter... fingido aquele desmaio.
— Por qual motivo ela faria isso?
— Para chamar a atenção do senhor.
— Senhor?
— Ah... esqueci que agora é... Enzo. — só não sabia por quanto tempo.
Novamente aquele silêncio horrível.
— Enzo... o que você está fazendo aqui?
— Na verdade, eu queria te desejar boa-noite.
Muito fofo. Mas vai me comer quando? Ainda bem que só pensei, mas não falei. Porra, eu estava ficando uma babá pervertida. Para quem achava que todas as minhas concorrentes estavam ali só por conta do pai do Davi, eu me saía mil vezes pior que elas. Porque eu era ambiciosa. Queria os dois para mim. O pai e o filho. Para sempre.
Minha respiração acelerou. E eu sabia que tinha que dar um fim naquilo e dizer que estava grata, mas que era hora de ele ir embora.
Eu o beijei. Eu tomei a iniciativa do beijo. Eu estava completamente nua, mas tudo que queria era um beijo... daqueles que só ele sabia dar. Nossas línguas pareciam já estar íntimas, se movendo num mesmo ritmo.
As mãos dele passeavam pelo meu corpo e eu não pensei em mais nada... só naquilo... em nós.
Comecei a desabotoar a camisa dele. Mas Enzo, sem muita paciência, retirou-a pela cabeça. Jogou no chão e voltou ao beijo, enquanto baixava a calça.
Ele levantou-me. Minhas pernas se firmaram em seus quadris. E assim Enzo me penetrou. Foi rápido, não teve preliminares. Nem um oral antes. Mas talvez teria depois. Ao menos eu tinha esperança. Eu gostava daquilo. De gozar com na língua dele.
Enzo me estocava sem cessar o beijo. Eu nunca transei com alguém antes de conhecê-lo. Mas não era tão inocente. Já tinha visto muitos paus na minha longa vida de internet. Óbvio que os históricos eram apagados, ou achariam que eu era uma depravada. A questão é... o pau dele ereto era grande... muito grande.
Eu nunca comentei sobre isso com ele, porque aposto que Enzo diria aquilo de “não se preocupe, vai caber”. Eu sabia que cabia. Todo mundo fazia caber. E me parece que minha boceta tinha a profundidade exata para o tamanho do pau dele.
Eu devorava filmes de romance dos anos 80. Isso porque sempre os achei mais fofos. E realmente românticos. E não, eu nunca sonhei em viver um conto de fadas. A minha tatuagem de maçã nem tinha nada a ver com a Branca de Neve. Eu queria amor. Eu queria demonstrações de afeto.
Eu queria ser a Júlia Roberts em “Uma linda mulher”. Eu queria ser a Andie Walsh, de “A garota de rosa choque”. Eu queria ser Samanta Baker, de “Gatinhas e Gatões”. Eu queria ser Amanda Jones, de “Alguém muito especial”. Mas o que eu mais queria era que Enzo fosse o meu Ronald Miller, de “Namorada de aluguel”, o meu filme favorito. Mas infelizmente ele não era o tipo de homem que chegaria numa máquina de cortar grama. Ele nem sabia o que era uma máquina de cortar grama.
Então, o melhor era enfiar o romance e os meus sonhos impossíveis numa caixinha, em algum lugar bem escondidinho dentro de mim. E me remeter aos filmes mais eróticos, como “A lagoa azul”. Sim, ele foi o meu primeiro filme erótico, porque foi ali que eu conheci um pinto. Pinto porque era pequeno demais para ser um pau.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO
Porque não desbloqueiam mais capítulos?...
Excelente leitura...