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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 101

“Ivy Collins”

Sentada ao lado de Oliver no tapete da sala, tento prestar atenção no parágrafo do livro pela terceira vez, mas não consigo.

Meus olhos insistem em desviar para Lucas, que continua sentado à mesa de jantar, com os ombros tensos, uma das mãos na testa e o olhar fixo no notebook há horas.

Desde que voltamos de Catskills, há dois dias, ele mal parou. Reuniões, ligações, papéis espalhados na mesa. Ele age como se o mundo dependesse de toda essa concentração.

Sei que uma parte disso tudo se deve ao que Blair está aprontando, mas isso não torna a situação menos preocupante.

Suspiro, fecho o livro e me levanto. Preciso fazê-lo parar, nem que seja por cinco minutos.

Me aproximo de Lucas devagar, paro atrás dele e apoio as mãos nos ombros. Ele se assusta, mas relaxa no mesmo instante.

— Oi — murmuro, começando a massagear os músculos tensos.

— Oi — ele responde, sem tirar os olhos da tela.

Aperto um pouco mais, sentindo os nós se desfazendo aos poucos.

— Você sabe que pode parar um pouco, né? — pergunto, deslizando os dedos nos braços dele. — O mundo não vai acabar se você fizer uma pausa de algumas horas.

— Você não conhece meu mundo.

— Conheço você, meu amor. E sei que você está se matando de trabalhar desde que voltamos.

Lucas suspira, finalmente fechando o notebook. Depois, vira a cadeira e pega minha mão, me puxando para que eu me sente em seu colo.

— Estou tentando colocar tudo em ordem — explica, passando os dedos pela minha pele. — Deixei muita coisa acumular enquanto estávamos fora.

— E vai conseguir resolver tudo hoje?

— Não.

— Então para, pelo menos por hoje — digo, me inclinando para beijá-lo. — Você está exausto.

Lucas me observa por alguns segundos, como se estivesse medindo se realmente pode se dar esse luxo.

— Tem razão — admite, se levantando. — Vamos sair para jantar. Eu, você e o Oliver.

— Ótima ideia — respondo, sorrindo. — Vou arrumar o pequeno.

Ele assente, me puxando para mais perto antes que eu possa me afastar.

— Obrigado por tentar me salvar de mim mesmo — sussurra, beijando minha testa.

— Sempre.

⋆ ˚。⋆୨୧˚

Quando paramos em frente ao restaurante italiano em Midtown, preciso de um segundo para olhar ao redor.

Não por ele ser extravagante, mas por ser bem diferente dos lugares onde eu costumava comer em Ohio.

Será que vou saber me comportar corretamente?

Meu coração acelera e Lucas percebe, claro.

— Confie em mim — ele diz, abrindo a porta do carro.

Respiro fundo e saio. Oliver agarra minha mão e praticamente me puxa para dentro. Logo somos levados até uma mesa no canto, mas não tão escondida quanto eu gostaria.

Lucas puxa a cadeira para mim, depois ajuda Oliver a se sentar e finalmente se acomoda.

— Posso pedir lasanha? — Oliver pergunta, olhando para o pai.

— É sim. Mas quem é a garota com ele? — Outra voz pergunta.

— Não sei. Nunca a vi antes.

— Achei que ele era casado.

— É. Com aquela loira… como é o nome mesmo?

Aperto o guardanapo no meu colo, tentando ignorar, e Lucas aperta minha mão.

— Ivy — chama, baixo. — Olha para mim.

Levanto os olhos e olho para ele, que está me encarando, sério.

— Não importa o que eles pensam — diz, firme. — Não importa o que eles dizem. A única coisa que importa está nesta mesa. Você, eu e o Oliver. O resto? Foda-se.

Assinto, querendo acreditar nele.

Mas enquanto sinto mais um olhar fixo em mim, me pergunto se estou realmente pronta para isso.

Para ser vista. Para ser julgada. Para ser parte do mundo dele.

A comida chega, e Oliver comemora ao ver o prato de lasanha de frango. Lucas ri, puxando a conversa dos dinossauros novamente, tentando deixar o clima menos tenso como se estivéssemos em qualquer outro lugar.

Como se não houvesse ninguém nos observando.

E, aos poucos, eu relaxo, me concentrando no pequeno à minha frente, na maneira como tudo parece tão simples para uma criança de quatro anos.

Tento me lembrar que isso, que nós três juntos, vale a pena.

Mesmo que o resto do mundo esteja assistindo.

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