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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 102

A segunda-feira começa com uma pilha de e-mails não lidos, três reuniões marcadas e a sensação constante de que estou andando sobre uma mina terrestre.

Não durmo direito desde sexta-feira. Desde que Owen confirmou o que eu já suspeitava: Blair não vai facilitar nada.

Desde que ele me contou sobre Ryan Mitchell e o maldito seguro de vida, me fazendo perceber que, enquanto eu travo uma guerra contra Blair, Ivy continua completamente no escuro, sem saber que o próprio padrasto transformou o irmão em um investimento.

Balanço a cabeça, tentando me concentrar no contrato aberto à minha frente. Mas as palavras parecem borradas e nada entra.

Quando finalmente consigo me concentrar, a porta se abre sem aviso. Levanto o olhar, pronto para dispensar quem quer que seja… mas as palavras morrem na minha garganta.

Diana Sinclair.

Minha mãe.

— Mãe — digo, me levantando automaticamente. — Não sabia que viria.

— Óbvio que não sabia — ela responde, fechando a porta e entrando na sala. — Se soubesse, teria inventado uma desculpa para não me ver, não é?

Não tento negar.

Ela se senta na cadeira em frente à minha mesa sem pedir permissão, cruza as pernas e me encara com aquele mesmo olhar que, quando eu era criança, me fazia engolir qualquer argumento.

Mas eu não sou mais criança.

— O que está fazendo aqui? — pergunto, voltando a me sentar.

— Blair me ligou — diz, sem rodeios. — E me contou sobre o divórcio.

Claro que contou.

Respiro fundo, me recostando na cadeira enquanto me preparo mentalmente para a tempestade que virá.

— E?

— E eu tive que vir até aqui para perguntar se você perdeu o juízo de vez — ela rebate, se inclinando para frente. — Divórcio, Lucas? Sério?

— Sim. Sério. Muito sério.

— Por que você quer jogar fora cinco anos de casamento? — Ela pergunta, claramente irritada. — Quer destruir a imagem da nossa família por causa de… o quê? Capricho? Um momento de fraqueza?

— Não é um capricho — respondo, mantendo a voz firme. — E não é um momento de fraqueza.

— Então, o que é? — Ela rebate, impaciente. — Porque, do meu ponto de vista, você está colocando tudo em risco com esse divórcio. Sua reputação, a reputação da empresa, o bem-estar do Oliver, a…

— O bem-estar do Oliver? — corto, incrédulo. — A senhora realmente acha que ele estava bem vivendo naquela mansão com a Blair?

— A Blair é a mãe dele.

— A Blair mal olha para o próprio filho! — exclamo, sem me importar com o tom de voz. — Ela vive viajando, passa semanas longe. Não sabe o que ele gosta, não sabe nem as alergias dele. Não sabe nada. E você quer falar de bem-estar?

— Então contrate mais babás — ela responde, como se fosse a solução mais óbvia do mundo. — Contrate quem for preciso. Mas não destrua seu casamento por um surto sem sentido.

Minha mãe balança a cabeça lentamente, como se estivesse diante de algo que não reconhece mais. De algo que não consegue controlar mais.

— Você está cometendo um erro, Lucas.

— Não, mãe — digo, voltando a me sentar, exausto. — O erro foi aceitar aquele casamento desde o começo. O erro foi deixar vocês decidirem minha vida por mim.

— Nós fizemos o que era melhor para você.

— Não — corrijo, firme. — Vocês fizeram o que era melhor para a imagem da família. Para os negócios. Nunca para mim.

Ela se levanta, com o rosto tenso e os olhos duros.

— Se você continuar com isso, vai se arrepender.

— Eu já me arrependo — respondo, sem piscar. — Mas não por pedir o divórcio. Me arrependo de não ter feito isso antes.

Ela me encara por mais alguns segundos, como se estivesse tentando encontrar o filho que ela sempre conseguiu controlar. Mas não encontra.

Então se vira e caminha até a porta.

— Essa garota vai destruir você — diz, voltando a me encarar. — Vai acabar com tudo o que fizemos por você.

— Isso não vai acontecer — respondo devagar. — Porque, ao contrário de vocês, ela não me vê como um retorno, me vê como um homem. E eu não vou abrir mão disso. Não importa o quanto vocês tentem.

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