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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 105

“Lucas Sinclair”

O apartamento nunca pareceu tão necessário quanto agora.

Oliver vai direto para o sofá, ainda assustado. Ivy praticamente corre até a cozinha para preparar um chocolate quente para ele.

E eu… paro no meio da sala, tentando não explodir.

Puxo o celular do bolso e encontro um verdadeiro caos.

Dezessete ligações perdidas. Vinte e três mensagens não lidas. A maioria é de jornalistas, provavelmente querendo declarações.

Ignoro tudo e ligo para Owen, que atende no primeiro toque.

— Finalmente! — diz, sem cumprimentos. — Viu as fotos? Elas estão em todo lugar!

— Eu sei — respondo, apertando a ponte do nariz. — Preciso que você venha aqui. Agora.

— Já estou a caminho. E já liguei para a Natasha também.

Natasha Kim, minha assessora de imprensa. A mulher que passa a vida controlando o que a mídia diz sobre mim e sobre a empresa.

Hoje, ela vai ter trabalho.

Guardo o celular e olho para Oliver, que está agarrado a uma almofada. Caminho até ele, me abaixo à altura dos olhos dele e coloco a mão em seu pequeno ombro.

— Filho — chamo, com a voz mais suave que consigo. — Está tudo bem.

— Quem eram aquelas pessoas, papai? — ele pergunta, ainda confuso e assustado.

— Eram… fotógrafos — respondo, escolhendo as palavras com cuidado. — Pessoas que tiram fotos de outras pessoas.

— Mas eles não pareciam bonzinhos como aqueles dos jantares — ele franze a testa. — Aqueles me fazem rir.

— Porque aqueles eram diferentes — explico, passando a mão pelos cabelos dele. — Nos eventos, eles tiram fotos legais, todo mundo sabe que eles vão estar lá. Esses de hoje… são chatos.

— Eles gritaram com a gente — ele murmura, apertando a almofada com mais força. — E eu fiquei com medo.

— Eu sei — respondo, respirando fundo para conter a raiva que cresce no peito. — Mas isso não vai acontecer de novo, tá bom? Vou garantir que não aconteça mais.

Ele assente devagar, como se ainda tentasse entender.

Ivy volta da cozinha com uma caneca de chocolate quente e se senta ao lado de Oliver, entregando a bebida a ele.

— Aqui, astronauta. Vai ajudar você a se acalmar.

Ele pega a caneca, mas não bebe. Apenas a segura, observando o líquido fumegante.

Ivy me lança um olhar, e a culpa estampada nos olhos dela é impossível de ignorar.

Levanto, caminho até a janela e encaro a cidade lá fora.

Silêncio. Um silêncio pesado, sufocante, em que ninguém sabe exatamente o que dizer.

Fecho os olhos, apoiando a testa no vidro frio.

Eu não queria isso. Não queria que Ivy fosse exposta desse jeito.

— Não é isso que eu quis dizer — rebato, segurando os ombros dela. — Você não é um problema, Ivy. Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. E é justamente por isso que vou fazer o impossível para proteger você.

Ela me encara por alguns segundos, como se estivesse tentando acreditar nas minhas palavras. Então, a campainha toca, nos interrompendo.

Me afasto e vou até a porta, enquanto Ivy volta a se sentar ao lado de Oliver.

Owen está ao lado de Natasha Kim.

Ela tem quarenta e poucos anos, cabelos pretos perfeitamente lisos presos em um rabo de cavalo baixo e uma expressão que já vi inúmeras vezes: a de alguém prestes a apagar um incêndio.

— Sr. Sinclair — ela cumprimenta, entrando direto na sala e largando a bolsa no sofá. — Temos muito o que conversar.

— Sei muito bem disso — respondo.

Ela então olha para Oliver no sofá e baixa a voz.

— Podemos conversar em outro lugar?

— Pode ir — Ivy responde rápido. — A gente fica aqui.

Respiro fundo e levo Owen e Natasha até o escritório. Assim que fecho a porta, Natasha se vira para mim e levanta uma sobrancelha.

— Por que você não me deixou ciente do divórcio? E do relacionamento com a sua… babá? — pergunta, cruzando os braços. — A situação está, no mínimo, complicada.

— Complicada? — repito, soltando uma risada seca. — Natasha, eles praticamente nos encurralaram na frente de uma loja. Assustaram meu filho. Fizeram perguntas invasivas para a Ivy. Isso não é complicado. É inaceitável.

— Eu sei, eu sei — ela diz, erguendo as mãos em rendição. — Mas agora não é hora de ficar indignado. É hora de controlar o estrago.

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