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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 111

“Ivy Collins”

Cinco dias. É quanto tempo se passou desde que saí do apartamento de Lucas.

Cinco dias que parecem cinco meses.

Acordo no sofá da Tiffany, com o pescoço doendo e o corpo reclamando da posição desconfortável.

A luz do sol invade a sala, e eu sei que deveria me levantar, tomar banho, comer alguma coisa. Mas não consigo.

Porque, toda vez que fecho os olhos, vejo Oliver chorando, enquanto Lucas me encarava com aquela dor silenciosa.

Talvez, a decisão de me afastar tenha sido necessária. Mas a cada dia que passa… me sinto cada vez mais vazia.

— Bom dia, dorminhoca — Tiffany aparece na sala, já arrumada para o trabalho, com uma xícara de café na mão. — Como está se sentindo hoje?

— O mesmo de sempre — murmuro, me sentando e passando a mão pelo rosto. — Péssima.

Ela suspira, senta ao meu lado e me entrega a xícara.

— Ivy, você precisa sair dessa. Não pode ficar trancada aqui para sempre.

— Eu sei — respondo, olhando para o café. — Mas… toda vez que penso em sair, lembro do que aconteceu da última vez. Os paparazzi, as perguntas, os olhares…

— Eu entendo — ela diz, colocando a mão no meu ombro. — Mas isso não pode virar sua vida. Você não pode deixar que eles te prendam aqui.

Assinto, mesmo sabendo que ela está certa. Mas saber disso não torna mais fácil.

Tiffany levanta, pegando a bolsa.

— Preciso ir para o trabalho. Mas, quando eu voltar, você vai sair desse sofá, entendeu?

— Tá — murmuro, forçando um sorriso.

Ela me beija na testa e sai, deixando o apartamento em silêncio novamente.

Fico sentada no sofá por mais alguns minutos antes de finalmente me levantar e ir até a cozinha.

Preparo uma torrada que mal consigo comer, tomo banho sem pressa, e volto para o sofá.

É patético, eu sei. Mas não tenho energia para mais nada.

Pego meu celular e minha garganta aperta quando vejo uma foto que Lucas me mandou ontem à noite. O desenho de Oliver pintou: um foguete colorido com três pessoas dentro. Ele, o pai e eu.

Meus olhos se enchem de lágrimas, exatamente como têm sido esses últimos dias. A saudade aperta e eu me deito no sofá, abraçando os joelhos.

Porque, por mais que a gente continue se falando, seja por ligação ou por chamada de vídeo, estar longe deles, longe das risadas do Oliver, dos beijos do Lucas… dói.

Como pode uma decisão sensata doer tanto?

⋆ ˚。⋆୨୧˚

Após passar o dia no sofá, quando a porta se abre à noite, me sento rapidamente e endireito a postura, ou Tiffany começará a falar, com razão.

Mas ela entra bufando, jogando a bolsa no sofá com mais força do que o necessário.

— Péssimo dia? — pergunto, curiosa.

— Horrível — ela resmunga, tirando os sapatos e se jogando ao meu lado. — E não sou só eu. A empresa inteira está um caos.

111. Possível Reconciliação 1

111. Possível Reconciliação 2

111. Possível Reconciliação 3

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