Entrar Via

A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 113

“Ivy Collins”

Encaro a notícia na tela do celular, sentindo o estômago revirar.

Blair foi ao apartamento. Três vezes.

Eu sabia da primeira, porque Lucas deixou claro que só permitiu a visita porque precisava coletar evidências de como ela realmente é.

Mas a segunda? E a terceira?

Ele não mencionou nada.

— Ivy? — Tiffany me chama, preocupada. — Você vai ligar para ele?

— Não sei — murmuro, apertando o celular com força. — Não sei o que dizer.

— Que tal começar com “por que diabos você não me contou que a Blair está visitando você três vezes por semana?” — ela sugere, levantando a sobrancelha.

— Tem uma explicação lógica — sussurro, sentindo as lágrimas queimarem. — O Lucas não faria isso. Ele prometeu que daria um jeito. Mas… por que ele não me falou sobre isso?

Tiffany fica em silêncio, sem saber o que responder. E, sinceramente, nem precisa. Porque a resposta está bem na minha frente.

“Fontes próximas sugerem possível reconciliação.”

De repente, a pressão foi tanta que ele simplesmente… desistiu. Percebeu que eu não valho todo esse problema.

Não. Ele não faria isso comigo.

Ou faria?

Respiro fundo, tentando me acalmar e afastar esses pensamentos. Mas, antes que eu consiga raciocinar direito, a campainha toca.

Tiffany e eu nos olhamos, confusas.

— Você pediu alguma coisa? — pergunto.

— Não — ela responde, se levantando e indo até a porta.

Quando ela abre, meu coração para.

Lucas.

Ele está parado com Oliver no colo. Os dois usam bonés e óculos escuros, claramente tentando se disfarçar.

— Oi — Lucas diz, com a voz rouca, me encarando por cima dos óculos.

— Ivy! — Oliver grita, empolgado, se jogando dos braços do pai direto nos meus.

Pego o pequeno no ar instintivamente, e ele me abraça com tanta força que quase me tira o ar.

— Oi, astronauta — sussurro, apertando-o contra mim, sentindo as lágrimas voltarem. — Senti tanta falta de você.

— Eu também senti sua falta — ele murmura contra o meu pescoço, me apertando com força. — Todos os dias.

Fecho os olhos, respirando o cheirinho dele, sem me importar em segurar o choro.

Quando finalmente levanto o olhar, Lucas continua parado à porta, me observando.

E, por mais que meu coração queira correr até ele, minha cabeça me mantém no lugar.

“Terceira visita, Ivy. Ele não te contou.”

— Vocês… vão continuar no corredor? — Tiffany pergunta, quebrando o silêncio.

Lucas entra rápido, fechando a porta, enquanto coloco Oliver no chão.

Assim que ele tira os óculos e o boné, vejo as olheiras fundas e o rosto cansado. Ele parece exausto.

— Oliver — Tiffany chama, estendendo a mão. — Que tal me ajudar a preparar um lanche para todos? Seu pai e a Ivy precisam conversar.

— Mas eu quero ficar com a Ivy — ele reclama, segurando minha mão.

— Não — ele responde, firme, balançando a cabeça. — Não! Porra, Ivy, claro que não!

— Então, por que você não me contou? — insisto, sentindo as lágrimas escorrerem. — Por que tive que descobrir assim?

— Porque a primeira visita não saiu como o esperado — ele murmura, segurando meu rosto com as duas mãos e limpando minhas lágrimas. — E eu não queria te preocupar até conseguir tudo o que precisava.

— E conseguiu?

Ele abre a boca para responder, hesita por um segundo.

Depois, me puxa pela cintura e une nossos lábios em um beijo desesperado, como se também tivesse esperado dias demais por isso.

E, mesmo com a cabeça em caos, meu corpo reage. Me agarro a ele, aproveitando a segurança que só ele sabe me dar.

Quando nos separamos, estamos ofegantes.

— Eu te amo, minha atrevida — sussurra, encostando a testa na minha. — E nunca, em hipótese alguma, consideraria voltar para aquela farsa. Entendeu?

Assinto, ainda sem fôlego.

— Prometo que vou te explicar tudo — ele continua, acariciando meu rosto. — Mas agora… tem algo mais importante que preciso te contar.

— Mais importante?

Ele respira fundo, segurando minhas mãos com força.

— Encontramos o Ryan, Ivy.

O chão desaparece sob meus pés. Meu coração dispara, e as lágrimas voltam com força.

— E o Liam? Onde ele está? Ele está bem? Posso vê-lo?

— Calma. Respira fundo, meu amor — pede, me puxando para um abraço. — Vamos conversar sobre tudo. Mas acho... melhor você se sentar.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO