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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 119

Quando o sol começa a se pôr, o apartamento está lotado.

Owen chegou primeiro, após inventar essa comemoração de última hora. Poucos minutos depois, Sophia e Tiffany apareceram juntas, direto do trabalho, reclamando do trânsito.

O interfone toca assim que termino de arrumar a mesa, e Lucas vai até a porta de serviço receber o jantar.

O restaurante escolhido pela maioria foi um dos melhores italianos de Manhattan. Do tipo em que você precisa reservar com semanas de antecedência.

Mas, claro, quando você é Lucas Sinclair, basta uma ligação.

Ele volta carregando sacolas com um cheiro tão bom que meu estômago ronca imediatamente.

— Precisa de ajuda, amor? — pergunto, me aproximando.

— Não, já peguei tudo — ele responde, colocando as sacolas na bancada. — Mas pode avisar o pessoal que já chegou.

Assinto e vou para a sala, onde Tiffany está sentada no sofá ao lado de Sophia, conversando animadamente sobre maquiagem.

Owen está encostado na parede, mexendo no celular. Oliver está no chão, mostrando seus dinossauros para alguém que acabou de chegar.

Daniel, o médico que cuidou de mim naquela noite horrível na boate.

Ele está agachado ao lado de Oliver, sorrindo enquanto o pequeno explica, empolgado, a diferença entre um T-Rex e um Alossauro.

— Pessoal, o jantar chegou.

— Finalmente! — Sophia exclama, se levantando. — Estou morrendo de fome.

— Você sempre está morrendo de fome — Owen provoca, guardando o celular no bolso.

Tiffany ri da cena, levantando também, enquanto Daniel se aproxima de mim, sorrindo.

— Oi, Ivy. Como você está?

— Muito melhor do que naquele dia — respondo, sincera. — Obrigada por vir.

— Claro. Lucas me ligou falando da comemoração, e eu não ia perder — ele diz, ajustando os óculos. — Além do mais, queria conhecer melhor a mulher que levou Lucas Sinclair à beira da loucura.

— Eu não levei ninguém à loucura — respondo, sentindo meu rosto esquentar. — Ele já veio assim de fábrica.

Ele balança a cabeça, rindo, e caminhamos juntos até a mesa.

Em poucos minutos, estamos todos sentados, com a mesa cheia de massas, risotos, lasanhas… o cheiro de manjericão e queijo derretido toma conta do apartamento.

— Meu Deus — Tiffany murmura, arregalando os olhos. — Isso é real?

— É lasanha de cordeiro com molho de tomate artesanal — Lucas explica, colocando o prato no centro da mesa. — E aqui temos risoto de cogumelos trufados, gnocchi ao molho pesto e…

— Se eu morrer agora, morro feliz — Sophia interrompe, passando a língua nos lábios.

Todos riem. Lucas termina de organizar tudo enquanto sirvo vinho para os adultos e suco para Oliver.

— Um brinde — Owen diz, levantando a taça. — Ao Lucas, que finalmente se livrou da megera.

— Owen! — Sophia o repreende, batendo no braço dele.

— O quê? É verdade — ele se defende, rindo.

— Um brinde ao Lucas — Tiffany corrige, levantando a taça também. — Que conseguiu a guarda do Oliver e agora pode viver em paz.

— E à Ivy — Lucas acrescenta, me encarando. — Que aguentou tudo isso ao meu lado.

Meu coração aquece, e sorrio para ele.

Oliver levanta o copo de suco, nos olhando com seriedade.

— Eu também quero fazer brinde!

É essa a vida que eu quero. Jantares simples, risadas, pessoas que amamos por perto.

Depois que todos terminam de comer e se espalham pela sala, Owen se afasta e faz um gesto para mim e para Lucas.

Trocamos um olhar confuso, mas nos levantamos e vamos até ele.

Owen nos leva até a varanda, longe dos outros.

— Algo errado? — Lucas pergunta, franzindo a testa.

— Guardei o melhor para o final — Owen responde, sorrindo. — Falei com a assistente social responsável pelo caso do Liam hoje de manhã. E… ela autorizou a visita.

— Sério? — sussurro, sentindo as lágrimas queimarem meus olhos.

Ele confirma com a cabeça, sorrindo um pouco mais, e minha respiração falha.

— Você pode visitá-lo na próxima semana. Segunda-feira, mais especificamente.

As lágrimas começam a escorrer antes que eu consiga impedir. Cubro a boca com as mãos.

Lucas me puxa para um abraço imediato, e eu desmorono contra ele.

— Eu vou ver meu irmão — murmuro, entre soluços.

— Vai — Lucas sussurra, beijando minha testa. — E logo ele vai estar em casa. Com a gente.

Owen sorri, satisfeito, dá um tapinha no ombro de Lucas e volta para a sala.

Fico nos braços de Lucas por mais alguns segundos, tentando me acalmar.

Em três dias, vou ver o Liam.

Finalmente.

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