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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 121

“Ivy Collins”

Minhas mãos não param de tremer.

Entrelaço os dedos no colo, tentando acalmar os nervos, mas é inútil. Meu coração está disparado desde que acordei hoje de manhã.

Não acredito que vou ver o Liam.

— Ivy — Lucas me chama, tirando uma mão do volante para segurar a minha. — Respira.

— Estou respirando — murmuro, mesmo sabendo que minha respiração está claramente irregular.

Ele sorri de canto, sem tirar os olhos da estrada.

Estamos a caminho de Filadélfia. Finalmente.

Os últimos três dias foram uma tortura silenciosa.

Tentei me manter ocupada. Brinquei com Oliver, arrumei a casa, assisti a filmes… mas nada tirava a ansiedade do peito.

Todas as noites, eu me deitava e ficava imaginando como seria o reencontro. Se Liam vai me reconhecer. Se estará bem. Se cresceu muito nesses meses.

— Você está tremendo — Lucas diz, apertando minha mão. — Vai dar tudo certo, meu amor. Você vai ver seu irmão, e ele vai ficar tão feliz.

Assinto, tentando acreditar nisso.

— Oliver ficou direitinho com a Sophia? — pergunto, mudando de assunto porque não aguento mais pensar nisso.

— Depois que ela prometeu levá-lo ao cinema, com pipoca e chocolate, ele nem se lembrou de mim.

— Ele vai adorar.

— Vai — ele concorda, sorrindo. — E, quando voltarmos, vamos contar para ele sobre o coleguinha novo.

Sorrio, sentindo o coração aquecer.

Liam vai voltar e encontrar uma família de verdade. Comigo, Lucas e Oliver.

Alguns minutos depois, chegamos ao escritório do serviço social da Filadélfia.

Owen já está esperando na frente do prédio, encostado no carro, mexendo no celular.

Quando nos vê, guarda o aparelho e sorri.

— Pontual como sempre — diz, quando saímos do carro.

— Não podíamos nos atrasar hoje — Lucas responde, apertando a mão do amigo.

— Como está se sentindo, Ivy? — Owen pergunta, voltando-se para mim.

— Nervosa — admito, mordendo o lábio. — Muito nervosa.

— É normal. Mas vai correr tudo bem. Prometo.

Entramos no prédio, e Owen nos leva até uma sala no segundo andar, onde uma mulher de uns quarenta anos nos espera.

— Srta. Collins? — Ela pergunta, levantando-se quando entramos.

— Sim — respondo, apertando sua mão.

— Meu nome é Rebecca Lancaster. Sou a assistente social responsável pelo caso do Liam — ela explica, sorrindo. — Por favor, sentem-se.

Nos acomodamos nas cadeiras à frente da mesa, e Rebecca abre uma pasta.

— Antes de irmos até a casa, preciso atualizá-los sobre a situação — ela começa. — Liam está sob custódia do estado desde que foi encontrado sozinho no apartamento. Ele passou por avaliação médica e psicológica e, fisicamente, está bem.

— E emocionalmente? — pergunto, sem esconder a ansiedade.

— Ele está… processando — responde, hesitante. — É uma criança resiliente, mas houve trauma. Ficar sozinho por três dias, sem saber onde o pai estava… isso deixou marcas.

Fecho os olhos, sentindo a culpa apertar meu peito.

— Mas ele está sendo bem cuidado pela família Foster — continua, em tom mais suave. — Eles já acolheram diversas crianças ao longo dos anos e têm um histórico excelente. Liam está seguro e amparado.

— É um prazer conhecê-los — diz, olhando especialmente para mim. — Liam fala muito de você.

Minha garganta aperta.

— Onde… ele está? — consigo perguntar.

— No quintal — responde, apontando para os fundos da casa. — Estava ansioso, então meu marido o levou para brincar um pouco.

Sigo a Sra. Foster pela sala, com Lucas e Owen logo atrás.

Quando chegamos à porta que dá para o quintal, ela para e se vira para mim.

— Ele está bem, querida — diz, com um sorriso suave. — Mas vá devagar, está bem?

Assinto, respirando fundo, enquanto ela abre a porta.

Quando meus olhos encontram o balanço, meu coração erra uma batida.

Meu Liam.

Meu irmãozinho balança as pernas no ar, enquanto um senhor de cabelos grisalhos o empurra de leve.

Como se sentisse minha presença, ele olha na minha direção… e para. Os olhos se arregalam e a boca se abre.

— Ivy? — Ele sussurra, pulando do balanço.

Meu coração explode, e é impossível não chorar. Liam corre na minha direção, e eu me abaixo, abrindo os braços.

Ele se j**a em mim com tanta força que quase caímos para trás.

Meu irmão parece mais alto, mais pesado nos meus braços. E isso me faz perceber o quanto eu perdi.

— Ivy! — soluça, agarrando meu pescoço. — Você veio! Você veio mesmo!

— Eu vim, meu amor — sussurro, apertando-o com força. — Eu vim. E nunca mais vou deixar você.

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