Quando Lucas estaciona em frente à empresa, franzo a testa.
— Por que estamos aqui? — pergunto, confusa.
— Preciso resolver algumas coisas rápidas — ele responde, desligando o carro. — E buscar o Oliver. Sophia precisou vir à empresa depois do cinema.
— Entendi.
Lucas sai e contorna o carro, abrindo a porta para mim. Quando desço, ele pega minha mão, entrelaçando nossos dedos.
— Lucas — sussurro, olhando ao redor. — As pessoas vão olhar.
— E daí? — ele responde, com calma, me puxando para a entrada. — Não tenho mais nada a esconder. Nem motivo para isso.
Meu coração acelera enquanto caminhamos juntos pelo saguão. Alguns funcionários nos observam, curiosos, mas Lucas não solta minha mão. Pelo contrário, aperta ainda mais forte.
Quando entramos no elevador, ele aperta o botão do último andar e me puxa para perto, passando o braço pela minha cintura.
O elevador para no último andar, e Lucas me guia pelo corredor até a sala de Sophia. Oliver está sentado no chão, cercado de dinossauros, enquanto ela está à mesa.
— Ivy! — Oliver grita, largando os brinquedos e correndo até mim.
— Oi, astronauta — digo, me abaixando para abraçá-lo. — Como foi o cinema?
— Foi muito legal! — ele exclama, empolgado. — A gente viu um filme de robôs gigantes! E a titia comprou uma pipoca gigante para mim!
— Que ele comeu sozinho — Sophia diz, levantando da cadeira e vindo até nós.
— Mentira, titia. Você comeu metade!
— Garotinho fofoqueiro — ela responde, rindo.
Lucas se aproxima e beija a bochecha da irmã.
— Obrigado por cuidar dele hoje.
— É sempre divertido cuidar dele.
— Preciso resolver uma coisa rápida — ele diz, olhando para mim. — Já volto.
Assinto, e ele beija minha testa antes de sair.
Sophia volta para a mesa, e eu me sento na poltrona em frente, observando Oliver voltar para os dinossauros.
— E então? — Sophia pergunta, me encarando. — Como foi a visita?
— Foi… intensa — respondo, suspirando. — Ele está bem. Cresceu bastante. Mas foi difícil ter que deixá-lo lá.
— Imagino — ela diz, com um sorriso fraco. — Mas logo ele vai estar com vocês. E vai ser incrível.
Forço um sorriso. Não quero chorar de novo.
Ficamos em silêncio por alguns segundos, até que o celular dela apita baixo.
Ela pega o aparelho, desbloqueia a tela e um sorriso quase tímido surge em seu rosto.
— Essa mensagem deve ser… especial — comento, curiosa. — Nunca te vi sorrir assim.
— É o Daniel — admite, guardando o celular, com o rosto corado. — Ele me convidou para jantar.
— Que legal — digo, realmente feliz. — Vocês combinam.
— Mesmo?
— Sim. Embora eu achasse que tinha algo entre você e o Owen.
Ela levanta as sobrancelhas, surpresa, e então solta uma risada.
— Eu e o Owen? Céus, não.
— Sério? — pergunto, confusa. — Vocês parecem tão próximos…
— Somos próximos — ela concorda, ainda rindo. — Mas não desse jeito. A gente até já trocou uns beijos há alguns anos, mas… sabe quando a química simplesmente não rola?
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