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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 129

Acordo com a luz do sol invadindo o quarto. Viro para o lado e encontro a cama vazia. Lucas já levantou.

Me espreguiço, sentindo os músculos relaxarem, e me levanto devagar. Pego o roupão pendurado na cadeira e caminho até a janela, onde consigo ver todo o quintal.

A piscina coberta reflete o brilho da manhã, e o gramado parece ainda mais verde sob o sol.

Cinco dias morando aqui, e ainda não me acostumei com essa vista tão diferente do apartamento cercado por prédios.

Saio do quarto e desço as escadas, decidida a tomar café antes de me arrumar e ir visitar o Liam.

Quando entro, encontro a Sra. Hargrove cuidando do fogão, enquanto Lucas está sentado à bancada com Oliver ao lado, tomando café da manhã.

— Bom dia — digo, sorrindo.

— Bom dia, Ivy! — Oliver exclama, com a boca cheia.

— Bom dia, dorminhoca — Lucas provoca, se levantando e segurando minha cintura. — Dormiu bem?

— Melhor do que nos últimos meses — admito, apoiando a cabeça no ombro dele.

— Srta. Collins — a Sra. Hargrove chama, simpática. — Vai querer café? Fiz panquecas.

— Café, por favor — respondo, sentando ao lado de Oliver. — As panquecas dele já parecem suficientes para alimentar a casa inteira.

Oliver ri e pega mais uma.

— A Sra. Hargrove faz as melhores panquecas do mundo inteiro! — exclama, lambendo o canto da boca.

Lucas volta para o banco, pega o tablet e desliza o dedo pela tela.

— Você vai comigo hoje? — pergunto, levando a xícara aos lábios. — Porque se estiver ocupado, posso pedir um…

— Vou com você — responde, deixando o tablet de lado. — Vocês são minhas prioridades e não há nenhum compromisso que me impeça de ir contigo.

Sorrio, sentindo meu coração quentinho, e volto a tomar o café.

Pouco depois, Oliver termina de comer e olha para o quintal.

— Papai, posso ir brincar lá fora?

— Pode. Mas fica longe da piscina sem adulto, combinado?

— Combinado! — ele grita, já correndo em direção à porta dos fundos.

Balanço a cabeça, rindo, e termino meu café.

— Vou dar uma volta pela casa — aviso, levantando. — Ainda tem alguns cantos que não explorei direito.

— Quer companhia? — Lucas pergunta.

— Não precisa. Fica aí aproveitando sua leitura matinal — respondo, beijando sua bochecha antes de sair.

Caminho pelos corredores, observando cada detalhe. A casa é enorme e, de algum jeito, consegue ser acolhedora.

Subo as escadas até o segundo andar e paro diante do quarto que será do Liam. Empurro a porta devagar e entro.

O cômodo ainda está praticamente vazio, apenas a cama no centro e duas mesas de cabeceira. Mesmo assim, já consigo imaginar tudo.

Paredes em azul claro, prateleiras cheias de livros e brinquedos, edredons macios, algumas pelúcias espalhadas pela cama…

— Esse é o quarto do Liam?

A voz de Oliver me faz sobressaltar.

Viro e o encontro parado na porta, mãos escondidas atrás das costas, me observando em silêncio.

— É — respondo, sorrindo. — O que achou?

Ele entra devagar, percorrendo os olhos pelo espaço.

Desço as escadas e encontro Lucas na sala, sentado no sofá, com o tablet apoiado na coxa.

— Está tudo bem? — pergunta ao me ver, levantando o olhar.

— Sim — respondo rápido demais, sentando ao lado dele. — Por quê?

— Você parece preocupada — comenta, arqueando a sobrancelha.

— Estou ótima — digo, forçando um sorriso. — Só estava pensando no que ainda precisamos comprar para o quarto dos meninos.

Lucas me observa por alguns segundos, como se avaliasse a resposta, mas decide não insistir.

— Amanhã à noite tem um evento beneficente — comenta, mudando de assunto. — Um leilão de arte em prol de uma fundação que atende crianças carentes.

— E você vai?

— Preciso. A Sinclair Corp é uma das patrocinadoras. — Ele suspira. — Por mais que eu deteste esse tipo de evento, faltar seria… mal visto. E eu quero que você vá comigo.

— Lucas… não sei se é uma boa ideia — admito, escolhendo as palavras com cuidado. — Vai ter gente lá que me odeia. Que ainda acha que destruí sua família e…

— E daí? — ele interrompe, firme. — Eu já deixei claro que você não destruiu nada. E vou estar ao seu lado o tempo todo.

— Mas…

— Nada de “mas”. — Acaricia meu braço com o polegar. — Você é minha mulher. Minha família. E quero que todos saibam disso.

Meu rosto esquenta, e ele ri baixo antes de me beijar.

— Então? Vai comigo?

Respiro fundo, reunindo coragem. Não adianta fugir. Lucas é uma figura pública e, se vou dividir a vida com ele, preciso estar ao lado dele. Em tudo.

— Tudo bem — murmuro, por fim. — Eu vou.

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