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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 128

“Lucas Sinclair”

O celular vibra na minha mão, exibindo um número desconhecido.

Franzo a testa e recuso a chamada. Segundos depois, a tela volta a acender.

— Você devia atender — Ivy diz, apreensiva. — Pode ser importante.

Suspiro, concordo com a cabeça e deslizo o dedo pela tela.

— Alô?

— Lucas — a voz de Sophia surge do outro lado. — Sou eu.

— Sophia? — repito, confuso. — Por que está ligando de um número desconhecido?

— Estou usando o celular da empresa — ela explica, impaciente. — Esqueci o meu no carro e precisava falar com você. É urgente.

Passo a mão pela nuca, já antecipando o problema. Sophia não usa a palavra “urgente” à toa.

— O que houve?

— Estou no Giovanni’s com um… amigo — começa, e ouço o falatório ao fundo. — E adivinha quem está numa mesa reservada lá no fundo?

— Alfred — respondo, sem hesitar.

— Exato. E ele não está sozinho.

Meu maxilar se contrai.

— Com quem?

— James Caldwell.

Fecho os olhos e esfrego a mão no rosto.

James Caldwell. Um dos principais investidores da Sinclair Corp. E amigo de longa data do meu pai.

— Eles estavam falando baixo, mas dava para perceber que era sério — Sophia continua. — E, pelo jeito que o James escutava tudo com tanta atenção, não parecia uma conversa casual. Acho que Alfred está pressionando você, Lucas.

— Eu sei.

— Sabe? — Ela repete, surpresa. — Como?

— Porque eu já esperava — respondo, indo até a janela do escritório. — Alfred vai usar todos os contatos que tem para me encurralar. Caldwell é só o começo.

— E você não está preocupado?

Solto uma respiração curta.

— Preocupado, sim. Desesperado, não. Ele pode tentar o que quiser, Sophia. Mas não vou ceder.

Ela suspira.

— Tudo bem. Só achei que você precisava saber.

— Obrigado por avisar — respondo, sincero. — Agora vai lá dar atenção para o seu… amigo.

— Pois é, preciso sair desse banheiro antes que ele comece a imaginar que estou com dor de barriga — diz, rindo sem graça. — Depois a gente conversa melhor.

Desligo e guardo o celular no bolso. Vou até o sofá, onde Ivy está sentada, me observando com aquela expressão apreensiva que conheço bem.

Sento ao lado dela e seguro sua mão.

— Era a Sophia — digo, tentando tranquilizá-la. — Ela viu o Alfred conversando com um dos nossos investidores.

Ivy morde o lábio, e a tensão fica nítida.

— E você não está preocupado? — pergunta, franzindo a testa.

— Estou — admito, sem desviar o olhar. — Mas não vou deixar que isso me consuma. Já enfrentei coisas piores e saí ileso do outro lado.

Ela concorda devagar, mas o corpo continua rígido.

Puxo-a para o meu colo e passo o braço pela sua cintura.

— Ora, menina — a cozinheira rebate, pegando a espátula. — É meu dever manter o padrão dessa cozinha.

Oliver sobe em um dos banquinhos para enxergar melhor.

— Posso comer agora, papai? — pergunta, quase vibrando.

— Precisa esfriar um pouco, campeão — respondo, segurando-o pela cintura e colocando-o de volta no chão. — Ou você vai acabar sem língua.

— Mas eu tô com fome — ele reclama, fazendo biquinho.

— Dez minutos, astronauta — Ivy negocia, agachando na altura dele. — Espera só um pouquinho e você ganha o maior pedaço, combinado?

Oliver pensa por um segundo e concorda, satisfeito.

— Tá bom. Mas tem que ser o maior mesmo, ouviu?

— O maior — ela confirma, cortando uma fatia generosa. — Já vou deixar aqui esfriando só para você.

Ele corre de volta para a sala, provavelmente para se distrair enquanto espera. Ivy se vira para mim, sorrindo, e encosta na bancada.

— Acho que sobrevivemos ao dia.

— Sobrevivemos — concordo, me aproximando e apoiando as mãos ao lado do corpo dela. — E agora vamos comer bolo de chocolate e esquecer o mundo lá fora por algumas horas.

— Parece um plano perfeito — murmura, passando os braços no meu pescoço. — Mas… só o bolo?

Ergo uma sobrancelha.

— O que mais você tem em mente, minha atrevida?

— Primeiro o bolo. Depois o jantar. Colocamos Oliver para dormir… — ela faz uma pausa proposital, mordendo o lábio. — E, mais tarde… a sobremesa de verdade.

Aperto a cintura dela, roçando meus lábios nos dela.

— Então guarde suas energias — sussurro, puxando-a para mais perto. — Porque não pretendo pegar leve com você.

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