“Lucas Sinclair”
O celular vibra na minha mão, exibindo um número desconhecido.
Franzo a testa e recuso a chamada. Segundos depois, a tela volta a acender.
— Você devia atender — Ivy diz, apreensiva. — Pode ser importante.
Suspiro, concordo com a cabeça e deslizo o dedo pela tela.
— Alô?
— Lucas — a voz de Sophia surge do outro lado. — Sou eu.
— Sophia? — repito, confuso. — Por que está ligando de um número desconhecido?
— Estou usando o celular da empresa — ela explica, impaciente. — Esqueci o meu no carro e precisava falar com você. É urgente.
Passo a mão pela nuca, já antecipando o problema. Sophia não usa a palavra “urgente” à toa.
— O que houve?
— Estou no Giovanni’s com um… amigo — começa, e ouço o falatório ao fundo. — E adivinha quem está numa mesa reservada lá no fundo?
— Alfred — respondo, sem hesitar.
— Exato. E ele não está sozinho.
Meu maxilar se contrai.
— Com quem?
— James Caldwell.
Fecho os olhos e esfrego a mão no rosto.
James Caldwell. Um dos principais investidores da Sinclair Corp. E amigo de longa data do meu pai.
— Eles estavam falando baixo, mas dava para perceber que era sério — Sophia continua. — E, pelo jeito que o James escutava tudo com tanta atenção, não parecia uma conversa casual. Acho que Alfred está pressionando você, Lucas.
— Eu sei.
— Sabe? — Ela repete, surpresa. — Como?
— Porque eu já esperava — respondo, indo até a janela do escritório. — Alfred vai usar todos os contatos que tem para me encurralar. Caldwell é só o começo.
— E você não está preocupado?
Solto uma respiração curta.
— Preocupado, sim. Desesperado, não. Ele pode tentar o que quiser, Sophia. Mas não vou ceder.
Ela suspira.
— Tudo bem. Só achei que você precisava saber.
— Obrigado por avisar — respondo, sincero. — Agora vai lá dar atenção para o seu… amigo.
— Pois é, preciso sair desse banheiro antes que ele comece a imaginar que estou com dor de barriga — diz, rindo sem graça. — Depois a gente conversa melhor.
Desligo e guardo o celular no bolso. Vou até o sofá, onde Ivy está sentada, me observando com aquela expressão apreensiva que conheço bem.
Sento ao lado dela e seguro sua mão.
— Era a Sophia — digo, tentando tranquilizá-la. — Ela viu o Alfred conversando com um dos nossos investidores.
Ivy morde o lábio, e a tensão fica nítida.
— E você não está preocupado? — pergunta, franzindo a testa.
— Estou — admito, sem desviar o olhar. — Mas não vou deixar que isso me consuma. Já enfrentei coisas piores e saí ileso do outro lado.
Ela concorda devagar, mas o corpo continua rígido.
Puxo-a para o meu colo e passo o braço pela sua cintura.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO