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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 134

Um pouco mais de um mês se passou desde o evento beneficente, que, graças a Deus, não trouxe maiores complicações.

Cinco semanas de visitas à Filadélfia. De ver Liam se soltar um pouco mais a cada encontro. De promessas de que, em breve, estaríamos juntos.

E hoje… finalmente é a última visita. A guarda agora é minha.

Endireito um livro na prateleira do quarto dele pela segunda vez, mais para ocupar a mente do que por estar realmente desalinhado. Tudo já está pronto, esperando por ele.

As paredes azuis cuidadosamente escolhidas, alguns brinquedos organizados sobre a cama, coberta por um edredom de dinossauros que Oliver escolheu… Tudo perfeito.

— Já está lindo, amor — Lucas diz, entrando no quarto.

— Eu sei — respondo, observando o ambiente mais uma vez. — Só espero que ele goste.

— Liam vai adorar — ele afirma, se aproximando e passando o braço pela minha cintura. — Porque você fez tudo com carinho.

Sorrio e apoio a cabeça no ombro dele.

— Eu só quero que ele se sinta em casa.

— E vai se sentir — diz, beijando meus cabelos. — Porque você está aqui. E isso é tudo o que ele precisa.

Nossa conversa é interrompida por passos rápidos no corredor.

Me viro e vejo Oliver parado na porta, segurando um foguete nas mãos.

— Oi, astronauta — digo, sorrindo. — Entra!

Ele hesita, mas entra devagar, percorrendo os olhos em cada canto do quarto.

— Ficou bonito — murmura, quase sem entusiasmo.

— Ficou mesmo — Lucas concorda, se abaixando ao lado dele. — Principalmente o edredom que você escolheu.

Oliver não responde, só continua olhando ao redor, quieto demais.

— Filho — Lucas chama, colocando a mão no ombro dele. — Está tudo bem?

— Tá — ele murmura, sem encarar o pai.

— Tem certeza? — insisto, acariciando os cabelos dele. — Você parece… triste.

Ele morde o lábio, hesita por um instante e, finalmente, me olha.

— Agora que o Liam está vindo… você vai gostar mais dele do que de mim?

— O quê? — sussurro, sentindo meu peito apertar. — Claro que não, Oliver. Por que você acha isso?

— Porque ele é seu irmão — diz, com a voz trêmula. — E eu… sou só o filho do papai.

Meu coração se parte, e engulo em seco.

— Oliver, me escuta — digo, me abaixando na frente dele. — Você não é “só” nada. Você é o meu astronauta. O menino que me ensinou sobre planetas, que divide pipoca comigo, que me faz rir todos os dias.

— Mas o Liam…

— O Liam é meu irmão — explico, num tom suave. — E eu o amo muito. Mas isso não muda o quanto eu te amo, meu amorzinho. Uma coisa não tira o lugar da outra.

Ele pisca, tentando entender.

— Sabe o que aprendi nesses meses com você? — continuo, enxugando as lágrimas que escorrem pelo rosto dele. — Que o coração da gente não tem limite. Ele cresce, se expande e sempre cabe mais amor.

— Mesmo? — ele pergunta, com a voz pequena.

— Mesmo — respondo, puxando-o para um abraço apertado. — Tem espaço para você, para o Liam, para o seu papai… para todo mundo. E nada vai mudar o quanto você é especial para mim. Nada. Entendeu?

Ele me abraça com força, envolvendo meu pescoço.

— Eu te amo, Ivy — murmura contra meu ombro.

134. Eu Devia Ter Percebido 1

134. Eu Devia Ter Percebido 2

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