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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 133

Fico parada, imóvel, enquanto as pessoas ao redor me encaram como se eu fosse uma criminosa.

Blair continua com a mão no ombro, fingindo estar abalada, e a mulher ao lado dela a segura pelo braço, como se estivesse protegendo uma vítima frágil.

— Você deveria ter mais cuidado — a mulher diz para mim, com um olhar gélido.

— Eu não encostei nela! — repito, sentindo a voz tremer de raiva. — Ela está mentindo.

— Claro que está — outra mulher murmura, balançando a cabeça. — Mas o que esperar de uma… amante?

Blair levanta os olhos para mim e vejo o sorriso quase imperceptível em seus lábios. Perfeitamente ensaiado.

— Está tudo bem — ela diz, com a voz suave. — Tenho certeza de que foi só um… mal-entendido.

— Não foi mal-entendido nenhum — retruco, dando um passo à frente. — Você armou isso!

— Ivy? — A voz de Lucas corta o ar.

Me viro e o vejo vindo rapidamente na nossa direção, com a expressão insatisfeita.

Ele olha para mim, depois para Blair, e por fim para as mulheres ao redor.

— O que aconteceu aqui? — pergunta, parando ao meu lado e segurando minha cintura.

— Sua… acompanhante empurrou a pobre Blair — uma das mulheres responde, como se estivesse prestando um grande serviço.

— Eu não empurrei! — repito, pela milésima vez. — Lucas, eu juro. Ela está mentindo.

Ele me encara por alguns segundos. Então, se vira para Blair, que solta um suspiro dramático.

— Eu só vim cumprimentá-la, Lucas — ela começa, com a voz levemente trêmula. — Tentei ser educada, e ela começou a me tratar mal e…

— Isso é mentira! — interrompo, sentindo a indignação explodir de novo. — Ela veio me provocar! Disse que eu só estou com você por dinheiro. Que você vai se cansar de mim!

Blair suspira e balança a cabeça, como se estivesse lidando com uma criança descontrolada.

— Eu nunca diria algo assim — murmura, olhando para Lucas com expressão magoada. — Você me conhece, Lucas. Sabe que eu não faria isso.

— Sei exatamente do que você é capaz — Lucas responde, com a voz perigosamente calma. — Conheço você há tempo suficiente para saber quando está mentindo.

O sorriso de Blair diminui, especialmente quando as mulheres, que antes a defendiam, agora a encaram com um ponto de interrogação na testa.

— Lucas, eu só tentei ser gentil e…

— Para com a porra do teatro, Blair — ele a interrompe, firme. — Eu acredito na Ivy.

Meu coração desacelera, e finalmente consigo respirar direito.

Ele se vira para as mulheres.

— A conversa acabou — diz, num tom que não aceita discussão. — Sugiro que voltem para suas mesas.

Elas hesitam por um instante, mas acabam se afastando. Blair permanece parada, me encarando com ódio mal disfarçado.

— Você pode fingir que pertence a este mundo — ela sussurra, baixo o suficiente para que só eu ouça. — Mas nunca vai pertencer. Eles sempre vão te ver como a babá oportunista que destruiu uma família.

— E você sempre vai ser a mulher amarga que não aceita que perdeu — rebato, segurando a mão de Lucas.

— Eu sou…

— Chega, Blair — Lucas a interrompe, frio. — Saia do nosso caminho.

Ela aperta os lábios, furiosa, mas se afasta.

Lucas me conduz pelo salão, ignorando os olhares curiosos.

133. Ódio Mal Disfarçado 1

133. Ódio Mal Disfarçado 2

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