Entrar Via

A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 136

Meu estômago se contrai no mesmo instante.

— Lucas — sussurro, apertando a mão dele com força. — É ele.

— Ele, quem? — pergunta, franzindo a testa.

— Ryan — respondo, sem tirar os olhos do homem do outro lado da rua.

Lucas segue meu olhar e sua mandíbula trava imediatamente ao ver Ryan parado ali, nos observando.

— Fica aqui — ele diz, soltando minha mão e abrindo a porta do carro.

Antes que eu possa argumentar, ele sai do carro e vai em direção a Ryan.

Meu coração dispara.

Olho para o banco de trás e vejo que Liam está distraído, mostrando algo no seu dedinho para Oliver. Os dois ainda não perceberam nada.

Graças a Deus.

Volto minha atenção para Lucas, que para na frente de Ryan.

— Você não deveria estar aqui — Lucas diz, com a voz baixa e ameaçadora.

Ryan solta uma risada rouca, amarga.

— Vim ver meu filho — responde, tentando se aproximar, mas Lucas bloqueia a passagem.

— Você não tem direito de vê-lo. Não depois de tudo o que fez.

— Ele é meu filho! — Ryan retruca, levantando a voz. — Tenho todo o direito!

Minha respiração falha e minha mão automaticamente vai para a maçaneta da porta, pronta para sair, mas a voz de Lucas me para.

— Você o deixou sozinho por três dias — diz, assustadoramente calmo. — Gastou o dinheiro do seguro de vida da mãe dele com jogos e drogas. E agora aparece aqui achando que tem algum direito?

Ryan pisca, pego de surpresa.

— Como… como você…

— Como eu sei? — Lucas interrompe, balançando a cabeça. — Eu tenho influência suficiente para saber até o que você comeu hoje.

Ele dá um passo à frente, ficando a poucos centímetros de Ryan.

— E, se você pensar em chegar perto dele ou da Ivy de novo, eu garanto que será a última vez.

— Você não pode fazer isso! — Meu ex-padrasto explode, claramente irritado.

— Posso. E vou — Lucas diz, frio. — Tenho advogados, dinheiro e provas suficientes para acabar com você. Então, se eu fosse você, desaparecia antes que eu decida tornar sua vida ainda mais miserável.

Ryan olha para Lucas e depois para o carro, como se estivesse avaliando se deveria continuar tentando.

Mas então… desiste.

Ele dá um passo para trás, com a derrota estampada no rosto.

— Vocês ainda vão me ver. Isso não acabou — murmura, antes de se virar e começar a andar pela calçada.

Lucas permanece parado, observando, até Ryan desaparecer na esquina.

Quando ele volta para o carro, sinto minha respiração finalmente desacelerar.

— Está tudo bem? — pergunto, assim que ele entra.

— Está — responde, ligando o carro. — Ele não vai voltar.

— Como você pode ter tanta certeza?

— Porque, se ele voltar… se sequer pensar em respirar perto da minha família de novo — diz, colocando a mão na minha coxa —, eu vou foder a vida dele de um jeito que ele vai se arrepender de não ter ficado longe.

Respiro fundo, finalmente me acalmando com segurança nas palavras dele.

Olho para o banco de trás e vejo Liam encarando a janela, confuso.

— Ivy? — Ele chama, baixinho. — Por que meu pai estava aqui?

— Agora é onde nós moramos — corrijo, sorrindo.

— Vem! — Oliver exclama, pegando a mão dele. — Vou te mostrar seu quarto!

Liam olha para mim, pedindo permissão, e, assim que concordo com a cabeça, os dois saem correndo para dentro.

Lucas pega a mochila de Liam e me puxa para perto.

— Vai ficar tudo bem — diz, antes de me beijar. — Eu prometo.

— Espero que sim — murmuro, apoiando a cabeça no peito dele.

Mesmo assim, a incerteza continua incomodando, como um ruído baixo no fundo da mente. Porque isso não acabou. Nunca acaba tão fácil.

Só que, desta vez, pela primeira vez, eu não estou sozinha.

Entramos juntos e, quando chegamos ao segundo andar, encontramos os meninos no quarto de Liam.

Oliver está mostrando cada brinquedo, cada livro, cada detalhe, enquanto Liam observa tudo com um sorriso enorme.

— E essa cama é sua! — Oliver conclui, pulando nela. — É bem macia, vem ver!

Liam ri e sobe na cama. Em segundos, os dois estão pulando e gargalhando.

Lucas passa o braço pela minha cintura e ficamos parados na porta, apenas observando.

— Obrigada — sussurro, olhando para ele.

— Pelo quê?

— Por tudo. Por me ajudar a trazer meu irmão para casa. Por proteger a gente. Por… tudo.

Ele beija meus cabelos.

— Você não precisa agradecer. Eu amo você. E a única coisa que eu quero é te ver bem. Todos vocês.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO