Meu estômago se contrai no mesmo instante.
— Lucas — sussurro, apertando a mão dele com força. — É ele.
— Ele, quem? — pergunta, franzindo a testa.
— Ryan — respondo, sem tirar os olhos do homem do outro lado da rua.
Lucas segue meu olhar e sua mandíbula trava imediatamente ao ver Ryan parado ali, nos observando.
— Fica aqui — ele diz, soltando minha mão e abrindo a porta do carro.
Antes que eu possa argumentar, ele sai do carro e vai em direção a Ryan.
Meu coração dispara.
Olho para o banco de trás e vejo que Liam está distraído, mostrando algo no seu dedinho para Oliver. Os dois ainda não perceberam nada.
Graças a Deus.
Volto minha atenção para Lucas, que para na frente de Ryan.
— Você não deveria estar aqui — Lucas diz, com a voz baixa e ameaçadora.
Ryan solta uma risada rouca, amarga.
— Vim ver meu filho — responde, tentando se aproximar, mas Lucas bloqueia a passagem.
— Você não tem direito de vê-lo. Não depois de tudo o que fez.
— Ele é meu filho! — Ryan retruca, levantando a voz. — Tenho todo o direito!
Minha respiração falha e minha mão automaticamente vai para a maçaneta da porta, pronta para sair, mas a voz de Lucas me para.
— Você o deixou sozinho por três dias — diz, assustadoramente calmo. — Gastou o dinheiro do seguro de vida da mãe dele com jogos e drogas. E agora aparece aqui achando que tem algum direito?
Ryan pisca, pego de surpresa.
— Como… como você…
— Como eu sei? — Lucas interrompe, balançando a cabeça. — Eu tenho influência suficiente para saber até o que você comeu hoje.
Ele dá um passo à frente, ficando a poucos centímetros de Ryan.
— E, se você pensar em chegar perto dele ou da Ivy de novo, eu garanto que será a última vez.
— Você não pode fazer isso! — Meu ex-padrasto explode, claramente irritado.
— Posso. E vou — Lucas diz, frio. — Tenho advogados, dinheiro e provas suficientes para acabar com você. Então, se eu fosse você, desaparecia antes que eu decida tornar sua vida ainda mais miserável.
Ryan olha para Lucas e depois para o carro, como se estivesse avaliando se deveria continuar tentando.
Mas então… desiste.
Ele dá um passo para trás, com a derrota estampada no rosto.
— Vocês ainda vão me ver. Isso não acabou — murmura, antes de se virar e começar a andar pela calçada.
Lucas permanece parado, observando, até Ryan desaparecer na esquina.
Quando ele volta para o carro, sinto minha respiração finalmente desacelerar.
— Está tudo bem? — pergunto, assim que ele entra.
— Está — responde, ligando o carro. — Ele não vai voltar.
— Como você pode ter tanta certeza?
— Porque, se ele voltar… se sequer pensar em respirar perto da minha família de novo — diz, colocando a mão na minha coxa —, eu vou foder a vida dele de um jeito que ele vai se arrepender de não ter ficado longe.
Respiro fundo, finalmente me acalmando com segurança nas palavras dele.
Olho para o banco de trás e vejo Liam encarando a janela, confuso.
— Ivy? — Ele chama, baixinho. — Por que meu pai estava aqui?



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