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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 14

“Lucas Sinclair”

Minhas mãos ainda queimam onde tocaram a cintura dela.

Mesmo depois de soltá-la, de dar um passo para trás, de Blair aparecer na porta… meu cérebro continua travado na sensação do que acabou de acontecer.

Ivy escorregou e eu a segurei.

De novo.

Porque aparentemente meu corpo decidiu que segurar Ivy Collins quando ela está prestes a cair é uma espécie de reflexo automático agora.

Merda.

— Lucas? — Blair repete, irritada. — Perguntei o que está acontecendo aqui.

Limpo a garganta, forçando meu cérebro a voltar ao presente, enquanto Ivy se afasta mais um passo, com o rosto vermelho como um tomate.

— Estávamos brincando — respondo, desdobrando as mangas da camisa.

— Você estava brincando. No meio da tarde. De um dia de semana — ela diz, lentamente, incrédula.

Entendo a reação.

Raramente saio da empresa no meio do dia, especialmente para brincar com Oliver.

Mas também nunca contratei alguém que me tira completamente do eixo só de existir.

Oliver, que estava completamente alheio à situação, corre até a mãe.

— Blair! A gente tava jogando “o chão é lava”! Foi MUITO divertido! O papai quase ganhou, mas a Ivy escorregou e…

— Oliver — Blair o corta, firme —, vá para o seu quarto. Preciso conversar com seu pai.

— Mas…

— Agora, Oliver.

Ele revira os olhos, derrotado, e sai arrastando os pés pelo corredor. Ivy praticamente corre atrás dele.

Quando ela sai, o silêncio que se instala é sufocante.

— Então… — Blair diz, lenta e claramente irritada. — Quer me explicar o que eu acabei de ver?

— Já disse que eu estava brincando com Oliver — respondo, simples. — Há algo errado nisso?

— Com Oliver, não — ela diz, estreitando os olhos. — Já com a babá…

Respiro fundo, massageando as têmporas. A última coisa que preciso agora é transformar isso numa novela.

— Ivy estava brincando com o Oliver. Eu entrei porque ele pediu. Só isso.

— Só isso? — Ela repete, com um sorriso cínico. — Lucas, você nunca chega cedo em casa. Nunca brinca com Oliver. E eu nunca, em cinco anos de casamento, te vi pulando em almofadas como um adolescente.

— Vim buscar documentos — digo, controlando o tom. — E decidi passar alguns minutos com o meu filho. Qual é o problema?

— O problema — ela se aproxima alguns passos — é você agarrado à nossa babá, Lucas.

— Ela ia cair, Blair — rebato, frio. — Eu só impedi que se machucasse.

Mentira.

Segurei porque quis. Porque meu corpo reagiu antes do cérebro.

14. Nossos Limites 1

14. Nossos Limites 2

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