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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 13

“Ivy Collins”

Meus pés estão doendo, minha garganta arde de tanto gritar e meu cabelo virou um ninho de passarinho.

Mas Oliver está rindo, se divertindo, e isso vale cada gota de suor.

Confesso que, depois do parque, achei que a pequena ferinha fosse se acalmar um pouco.

Erro grotesco.

Voltamos para casa, ele almoçou e, em vez de ficar sonolento… ficou ainda mais elétrico.

Quando eu já estava prestes a bater a cabeça na parede e desmaiar no tapete, lembrei do Liam.

Meu irmão sempre ficava assim, elétrico, impossível de controlar, e eu fazia a única coisa que funcionava: brincava com ele até cansar.

O jogo favorito era “o chão é lava”.

Então arrisquei.

Com a surpreendente permissão da Sra. Mallory, peguei todas as almofadas do sofá, espalhei pela sala de brinquedos e… funcionou.

Há quarenta minutos, estou aqui. Descalça, suada, sem ar… Mas, estranhamente, estou me divertindo pela primeira vez em semanas.

— MAIS RÁPIDO, IVY! — Oliver grita do outro lado da sala, pulando na última almofada. — A LAVA TÁ SUBINDO!

— ESTOU INDO O MAIS RÁPIDO QUE POSSO! — respondo, saltando para a próxima.

Meu pé escorrega e perco o equilíbrio. Fico aberta como uma lagartixa desesperada tentando não cair e… por milagre, me estabilizo.

Oliver cai na gargalhada, tão alto que é impossível não rir da minha situação caótica.

— VOCÊ QUASE CAIU NA LAVA! — ele grita, rolando no tapete.

— Quase — respondo, ofegante.

Rindo, passo a mão pela testa suada. É quando ouço um pigarro suave na porta.

Viro devagar… e meu coração dispara.

Lucas.

Parado na entrada da sala, com seu terno impecável, a gravata perfeita… e os olhos fixos em mim.

Nas minhas pernas, para ser exata.

Puxo a saia para baixo na velocidade da luz, tentando recuperar um fiapo de dignidade, mas o estrago já está feito.

Ótimo, Ivy. Ótimo. Agora a demissão vem.

— Sr. Sinclair! — exclamo, sentindo meu rosto virar uma lareira. — Eu… nós… estávamos…

Paro de falar e olho ao redor. A cena só piora tudo: almofadas espalhadas, música infantil tocando… e eu, suada e com o uniforme parecendo que lutei com um pinscher raivoso.

Ótima profissional, Ivy.

— PAPAI! — Oliver grita, correndo até ele. — Você chegou cedo!

Lucas se abaixa, pega o filho no colo, mas os olhos… continuam em mim. Como se ele pudesse ler todos os meus pecados.

— Vim buscar uns documentos — ele diz, beijando a bochecha do filho. — O que vocês estão fazendo?

— Estávamos… brincando de “o chão é lava” — explico, rezando para não gaguejar. — É… é um jogo onde a gente precisa pular nas almofadas e…

— Sei como é — corta, tão neutro que meu estômago ameaça se jogar da janela.

Silêncio.

Silêncio tenso. Aquele silêncio que anuncia julgamentos, demissões e nenhuma carta de recomendação.

Terceiro erro em menos de 24 horas. Com certeza, ele vai me mandar embora. Vai dizer que desorganizei a casa impecável dele, que sou irresponsável, que…

— Você quer brincar, papai? — Oliver interrompe meus pensamentos. — Só uma vez! Só uma!

Olho para Lucas, já pronta para ouvir um “não” firme e educado. Afinal, estamos falando de Lucas Sinclair. O homem que provavelmente nasceu usando gravata.

Mas então…

13. Combustão Espontânea 1

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