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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 140

Pouco depois, a Sra. Mallory aparece na entrada da sala de jantar com a mesma postura de sempre, mas com as sobrancelhas levemente franzidas, o que significa que algo saiu do seu roteiro matinal impecável.

— Desculpe interromper, Sr. Sinclair — ela diz, com a voz neutra, tentando não demonstrar surpresa. — A Srta. Sinclair está na entrada.

Imediatamente, Oliver salta da cadeira como se tivesse sido lançado.

— A titia Sophia! — grita, já correndo para o hall.

Liam junta as sobrancelhas, olhando para Ivy.

— Titia Sophia? — ele repete, baixinho. — Quem é?

— É a irmã do Lucas — ela explica, sorrindo. — Você vai gostar dela.

Segundos depois, Sophia entra na sala de jantar com Oliver pendurado no seu braço e aquele sorriso que herdou da nossa mãe, mas que usa com muito mais frequência que ela.

— Bom dia, família — ela cumprimenta, com uma empolgação que não combina com o horário.

— Sophia — cumprimento, levantando da cadeira. — O que você está fazendo aqui?

— Que recepção calorosa, maninho — ela responde, me dando um beijo rápido no rosto antes de se virar para Ivy. — Ivy, você está ótima. Pelo menos alguém acordou de bom humor hoje.

Ivy ri enquanto eu reviro os olhos.

Ela se aproxima de Liam, se agachando na frente dele com toda a naturalidade do mundo.

— Você deve ser o famoso Liam, certo? — minha irmã diz, sorrindo. — Eu sou a Sophia, a irmã mais inteligente e bonita do Lucas.

Liam pisca algumas vezes, sem jeito com a apresentação tão direta.

— Mas o papai só tem uma irmã — Oliver comenta, confuso.

— Exatamente, meu amorzinho — Sophia diz, com um sorriso enorme. — Então é verdade por padrão.

Liam a encara por um segundo e então, para nossa surpresa, ri da empolgação da minha irmã.

Sophia leva a mão ao peito, dramática.

— Viu? Já conquistei um dos mais importantes da família.

— O que você está fazendo aqui? — repito, curioso. Afinal, Sophia nunca aparece sem motivo.

— Não posso visitar meu irmão? — pergunta, sentando e servindo um pouco de café com a tranquilidade de quem foi convidada.

— Você não visita sem motivo — rebato, terminando meu café. — Aconteceu alguma coisa?

Ela ignora minha pergunta e toma o café enquanto puxa assunto com Liam. Ivy me encara, igualmente confusa com a visita, mas me olha como quem diz: “não pressione agora”.

Suspiro e volto minha atenção para a mesa, mas não menos curioso.

Quando finalmente terminamos, Ivy se vira para os meninos.

— Que tal irmos ao jardim? — sugere, se levantando.

Oliver levanta animado, agarra a mão de Liam e os três desaparecem pelo corredor.

— Pode falar — digo, antes que ela decida fazer isso em doses.

— Por que você está sem celular desde ontem à noite?

— Acordo de fim de semana.

— Acordo? Com quem?

— Com a Ivy e as crianças.

— Eu sei — ela confirma, com uma sinceridade que não tenta suavizar nada. — Também sei que essa noite será complicada, mas… é o tio Joe.

— E nossos pais — completo, amargo. — Duas pessoas que estou evitando desde aquele maldito divórcio.

— Lucas, seja no aniversário do tio Joe ou em qualquer outra ocasião… você não pode continuar evitando isso. Mais cedo ou mais tarde, mamãe e papai vão ter que encarar que a Ivy existe, que o Liam existe, e que essa é a sua vida agora.

Ela pausa, escolhendo as palavras com cuidado.

— E, sendo sincera, foi por isso que decidi vir pessoalmente te falar sobre o aniversário — continua, séria demais. — Porque é a oportunidade perfeita para isso. Coisa pequena, sem formalidade, sem riscos de escândalos.

Sei que ela está certa, e é exatamente isso que me incomoda.

Olho pela janela e vejo Ivy sentada no banco do jardim, Oliver mostrando alguma coisa para Liam, os dois rindo de algo que não ouço daqui.

Minha família. Que os meus pais certamente vão se recusar a enxergar como tal.

Mas, como disse, a Sophia está certa. Não posso evitar esse encontro para sempre.

— Tudo bem — digo, por fim. — Vou falar com a Ivy. Se ela quiser ir, nós vamos.

Sophia assente, se levantando da mesa.

— Boa sorte.

— Para o jantar ou para a conversa com a Ivy?

— Para as duas coisas — responde, com um sorriso tranquilo demais para a situação. — Mas principalmente para o jantar.

— Por quê?

— Porque… o jantar é hoje.

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