Por um segundo, fico apenas olhando para ela, tentando decidir se devo rir, perguntar ou exigir uma explicação urgente.
Natalie, aparentemente satisfeita com o efeito dramático, cruza os braços e espera minha reação.
— Acho que preciso ouvir essa história — digo, por fim.
— E você vai ouvir — responde, dando de ombros. — Mas não vou tirar o prazer do Joe. Ele adora contar nossa história.
Antes que eu possa perguntar qualquer coisa, a campainha toca. Meu nervosismo volta com força.
— Parece que o restante dos convidados chegou — ela diz, fazendo um gesto em direção à sala. — Vamos lá?
Voltamos pelo corredor e chegamos na sala no mesmo momento em que Joe abre a porta. Vou direto para o sofá onde Lucas está, enquanto Natalie permanece em pé ao lado do namorado.
Sophia é a primeira a entrar, carregando uma sacola de presente e já falando antes mesmo de tirar o casaco.
— Feliz aniversário, tio Joe — diz, abraçando-o com força. — Você está mais velho e, de alguma forma, mais bonito. Nossa família tem uma ótima genética.
— Por isso você continua com essa carinha de quinze anos.
— Sempre sabendo elogiar uma mulher, né?
Ele ri, mas não responde, porque logo depois John aparece.
Os irmãos se cumprimentam com aquele aperto de mãos que vira um abraço rápido. Eles se separam após dois tapinhas nas costas, e Diana aparece por último.
Primeiro, ela olha ao redor, conferindo quem está presente. Para em mim por um segundo, depois nos meninos, e só então se vira para Joe.
— Joe — cumprimenta, entregando outra sacola de presente. — Feliz aniversário.
— Diana — Joe responde, abraçando a cunhada. — Bom ver você.
Ela se solta rapidamente, e nesse momento Oliver aparece correndo pelo corredor.
— VOVÓ!
Diana se transforma em fração de segundo e se ajoelha para receber o neto nos braços.
— Meu amor — ela diz, com uma voz doce que parece existir apenas para Oliver. — Você está enorme!
— Eu cresci um centímetro, vovó — ele responde, orgulhoso. — A Sra. Mallory me mediu.
John também se abaixa, e Oliver muda de direção imediatamente, jogando os braços no pescoço do avô sem cerimônia.
É nesse momento que Diana se levanta e nota Liam parado ao meu lado. Ela olha para ele, depois para mim, depois para Lucas, montando o quebra-cabeça em silêncio.
O silêncio dura menos de três segundos, até os dois se aproximarem de nós.
— Esse é… — Diana começa, claramente curiosa.
— Liam — corto, antes que ela termine de um jeito que eu não vou gostar. — Meu irmão.
Liam a encara com aquela cautela que ainda não se foi completamente, enquanto Diana o observa por um longo segundo.
— Oi, Liam — ela diz, acenando levemente.
— Oi — ele responde, baixinho.

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