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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 158

“Ivy Collins”

São quase dez da noite quando ouço a porta principal.

Os meninos dormiram há quase uma hora, enquanto eu não consegui ficar muito tempo no quarto.

Os últimos dias foram assim, com Lucas saindo mais cedo que o normal e voltando mais tarde que o normal.

Deixo o livro na mesinha de centro e fico quieta, ouvindo os passos de Lucas pelo corredor. Quando ele aparece na sala, sinto a tensão de longe.

Gravata afrouxada, o primeiro botão da camisa aberto, os ombros carregando o peso de uma semana inteira como se fosse uma estrutura física.

Ele me vê, e o rosto relaxa um pouco.

— Oi — diz, baixo. — Ainda acordada?

— Sabe que não consigo dormir sem você.

Ele assente, soltando o ar pelo nariz, e vai até o bar no canto da sala. Pega um copo, olha para ele por um segundo e larga, sem servir nada.

Fico observando seus movimentos em silêncio.

Lucas não é o tipo de homem que fica parado sem fazer nada. Ele pensa, planeja, age.

Quando para assim, olhando para um copo vazio sem nem servir o que foi buscar, é porque a cabeça está cheia demais para decidir até isso.

Me levanto do sofá.

— Vem — digo, passando por ele.

— Ivy…

— Só confie em mim. Vem — respondo, sem parar.

Lucas hesita por um segundo antes de me seguir. Subo as escadas, entro no nosso quarto e vou direto para o banheiro.

Abro a torneira da banheira, regulo a temperatura até a água ficar quente o suficiente e me viro para ele.

Lucas continua encostado na parede, com os braços cruzados, com aquele olhar perdido de quem está presente, mas com metade da cabeça em outro lugar.

— Você passa a semana inteira resolvendo o mundo — digo, me aproximando dele. — Hoje, deixa o mundo se resolver sozinho por algumas horas.

— Não é tão simples.

— Sei que não é — respondo, sincera. — Mas você está aqui, os meninos estão dormindo e eu estou te pedindo para desligar. Consegue fazer isso?

Ele me olha por um segundo longo, como se avaliasse se consegue mesmo.

— Posso tentar.

— Então me deixa cuidar de você — peço, tirando a gravata e largando na beira da pia.

Depois, começo a abrir os botões da camisa devagar. Lucas permanece com os olhos fixos em mim enquanto a tensão nos ombros vai cedendo milímetro por milímetro.

Quando a camisa cai, passo as mãos pelo peito dele, subindo devagar até os ombros, sentindo o quanto estão tensos.

— Agora, banheira — digo, assim que termino de tirar sua calça junto com a cueca.

— Você é muito mandona, sabia?

— Estou aprendendo com alguém.

— Ainda não fiz nada.

— Fez — responde, passando o polegar pelo meu rosto. — Fez bastante.

Me inclino para ele e o beijo, sem pressa. Lucas corresponde imediatamente, subindo uma das mãos pelas minhas costas até se prender aos meus cabelos.

Com cuidado, ele puxa minha cabeça para trás, descendo os beijos pelo meu pescoço até chegar aos seios. Fecho os olhos, me agarrando aos ombros dele, enquanto ele chupa meu mamilo devagar.

Me mexo deliberadamente no colo dele, sentindo sua ereção contra mim, a pressão certa contra minha intimidade. Meus gemidos baixos ecoam pelo banheiro enquanto continuo me esfregando contra ele.

— Lucas… preciso de mais…

Ele se afasta, me encarando com os olhos escuros por um momento. Então, me agarra pela cintura novamente, se posiciona na minha entrada e me penetra de uma vez.

Nossos gemidos saem juntos, e começo a me mover, devagar no começo para me ajustar ao tamanho, mas não demora para que ele aperte minha cintura e comece a ditar o ritmo cada vez mais rápido.

A água quente b**e contra nós a cada estocada, espirrando no chão de azulejo, mas o som parece distante. Tudo o que importa é o atrito perfeito, os dedos dele apertando minha bunda, o calor dele dentro de mim.

Aumento o ritmo, subindo e descendo com mais velocidade, sentindo o prazer me dominar completamente. O orgasmo me atinge com força.

Meu corpo inteiro treme, as coxas apertam em volta dele, e eu grito seu nome baixinho contra o ombro dele, tentando abafar o som para não acordar os meninos.

Lucas me segue segundos depois. Sinto-o pulsar dentro de mim, o corpo inteiro retesando antes de relaxar com um gemido longo e rouco.

Ficamos assim por longos segundos, ofegantes, colados um no outro. Mas, quando olho para o lado, é impossível não soltar uma risada baixa.

— O banheiro virou um lago — murmuro, ainda rindo.

— Amanhã a gente se preocupa com isso — ele murmura, me beijando de novo. — Hoje só você importa.

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