"Blair Knight"
O hotel é discreto o suficiente para que ninguém que importa nos veja entrar, mas confortável o suficiente para que Jasper não reclame.
Nunca reclama, na verdade. Essa é uma das poucas coisas que aprecio nele.
Estou deitada de costas, olhando para o teto, quando o celular vibra pela terceira vez na mesa de cabeceira. Ignorei as duas primeiras. Na terceira, viro a cabeça e leio o nome na tela.
Pai.
Sento na cama imediatamente.
— Preciso atender — digo, pegando o telefone.
Jasper levanta os olhos do celular, sem pressa.
— Vou tomar banho — responde, se levantando.
Atendo antes que toque uma quarta vez.
— Pai.
— Meu escritório. Uma hora.
Ele desliga antes que eu responda.
Fico olhando para a tela por um segundo, sentindo algo que raramente sinto e não gosto de nomear.
Jasper aparece na porta do banheiro, a toalha na cintura, e me olha.
— Algum problema?
— Preciso ir.
Começo a me vestir sem olhar para ele. Pego o vestido do chão, o cinto da cadeira, e quando estou me arrumando na frente do espelho, sinto o olhar dele nas minhas costas.
— Blair.
— Eu realmente preciso ir.
— Não perguntei se precisa ir. Perguntei se tem algum problema.
Paro por um segundo, com os olhos no reflexo. Jasper me olha do outro lado, com aquela expressão direta que não finge nem consola.
— Talvez eu tenha feito algo que não deveria — digo, voltando a ajustar o cinto.
Ele não responde imediatamente.
— Que tipo de coisa?
— O tipo que parecia simples na época.
Pego a bolsa, verifico o celular uma última vez e me viro para ele.
— Te ligo depois.
Saio antes que ele decida perguntar mais alguma coisa.
⋆ ˚。⋆୨୧˚
A casa do meu pai tem doze cômodos e eu sempre odiei cada um deles.
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