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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 16

Quase uma hora depois, finalmente chego ao prédio da Tiffany.

É um edifício modesto no Brooklyn, o completo oposto da mansão dos Sinclair. Tijolos vermelhos, uma escada de incêndio meio torta na lateral e uma floricultura minúscula no térreo.

Subo os três lances de escada e bato na porta do 3B.

— JÁ VAI! — ela berra lá de dentro.

Segundos depois, a porta se abre.

Tiffany, 22 anos, pijama rosa com unicórnios, coque bagunçado e uma máscara facial verde que a deixa parecendo um abacate humano, me encara… pisca… e então explode.

— IVY!!! — Ela me puxa para dentro num abraço quase mortal. — Você está viva! Eu já tinha certeza de que você tinha morrido, sumido no mato ou sido sequestrada por milionários psicopatas!

— Tiff, você me ligou ontem — digo, rindo.

— E? Ligação não prova nada! — Ela protesta, fechando a porta. — Eu precisava ver você pessoalmente! Saber se ainda tem todos os membros! Se o mini furacão ainda não te expulsou!

— Estou bem — respondo, sorrindo. — Sobrevivendo, mas bem.

— Graças a Deus! — ela fala, me arrastando até o sofá. — Senta. Vou fazer chá pra esquentar a gente.

Ela desaparece na cozinha, mas continua gritando de lá.

— Então, me conta! Tudo! O Oliver é tão terrível quanto dizem? O Sr. Sinclair é aquele CEO carrancudo em casa também? A mansão é realmente gigante? Tem gente servindo água com limão?

Rindo, me jogo no sofá e olho para cima, me lembrando de quantas vezes encarei esse teto enquanto chorava, tentando achar uma solução para a minha vida.

— A mansão é absurda — digo, finalmente. — Tipo… existe uma fonte de golfinhos de mármore na entrada. Golfinhos, Tiff.

— MENTIRA! — ela grita da cozinha. — GOLFINHOS?!

— De mármore — completo, rindo. — E o Oliver é… intenso. Mas não é mau. Só… elétrico.

Tiffany volta com duas canecas de chá, arranca a máscara do rosto e se j**a ao meu lado.

— Sério isso?

— Sério — suspiro, pegando a caneca. — Ele não para um segundo, mas no fundo… só quer atenção. As birras, os gritos, a bagunça… tudo é para ser visto. Os pais quase não ficam em casa.

Tiffany faz uma careta triste.

— Pobre criança rica… tem tudo e, ao mesmo tempo, não tem nada.

— Pois é — murmuro, tomando um gole.

Ficamos quietas por alguns segundos.

Até que ela ergue as sobrancelhas com aquele brilho de fofoca profissional.

— E o Sr. Sinclair? — pergunta, baixando a voz como se alguém pudesse nos ouvir. — Como está sendo trabalhar para o homem mais gostoso e intimidador de Manhattan?

Meu rosto esquenta na hora.

— Tiffany!

— O quê?! — Ela ri, dando de ombros. — Não vou fingir que Lucas Sinclair não parece um deus grego de terno. TODO MUNDO sabe disso.

— Ele é meu chefe — argumento, tomando outro gole de chá para disfarçar.

— Ele é meu chefe também — ela rebate. — E continua sendo lindo do mesmo jeito. Vai, admite.

— Tiffany…

— ADMITA, IVY.

— Obrigada por me deixar ficar aqui quando cheguei. E por me avisar da vaga. De verdade… você salvou minha vida.

— Ei, somos amigas! — Ela me abraça de lado. — E a vovó adorou saber que te ajudei. Que deu tudo certo.

Meu peito aperta ao lembrar da Sra. Lawson, a vizinha que sempre apareceu quando a gente precisava.

Quando tudo desandou.

A mesma que agora cuida da única coisa que restou da minha mãe: a nossa casa.

Ficamos conversando por horas, rindo de histórias antigas, matando a saudade… até que o relógio marca 21h e eu praticamente levanto voando.

Nos despedimos e corro para o metrô.

Chego na mansão às 21h55, faltando cinco minutos para o toque de recolher.

— Pelo menos não quebrei outra regra — murmuro, empurrando o portão.

Abro a porta e encontro a casa quase às escuras, só algumas luzes acesas no corredor.

Estranho. Eles ainda não voltaram?

Entro devagar, fecho a porta sem fazer barulho e… paro.

Tem uma silhueta sentada no sofá, iluminada apenas pela luz fraca que vem do corredor.

Meu coração b**e na garganta quando dou dois passos e vejo quem é.

Lucas.

Sentado no sofá, com um copo de whisky na mão e… os olhos totalmente em mim.

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