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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 17

Pisco algumas vezes, só para ter certeza de que é realmente Lucas ali, sentado no sofá, me encarando com aqueles olhos verdes que parecem brilhar mesmo na luz fraca.

Copo de whisky na mão direita, sem gravata, com os primeiros botões da camisa abertos… ele parece relaxado.

Respiro fundo, tentando recuperar algum controle sobre meu corpo.

— Sr. Sinclair — digo, tentando manter as coisas profissionais. — Eu… não sabia que já estavam em casa.

Ele bebe um gole lentamente, sem tirar os olhos de mim.

— Não fui ao jantar — responde, num tom baixo, controlado. — Tinha trabalho a resolver.

Assinto, sem saber bem o que dizer.

Deveria subir antes que as coisas desandem? Fingir que não estou me sentindo como uma adolescente pega voltando tarde?

— Onde você foi?

A pergunta é simples. O tom… nem tanto.

— Fui… na casa da minha amiga — respondo, tentando manter a voz firme. — No Brooklyn.

Silêncio.

Um silêncio pesado que parece empurrar o ar para fora dos meus pulmões.

Ele me observa por mais alguns segundos intermináveis, então vira o resto do whisky de uma vez e se levanta.

Meu corpo inteiro entra em alerta.

Ele caminha na minha direção, e cada passo faz meu coração bater mais alto. Paro de respirar quando ele para bem na minha frente.

Perto demais.

Tão perto que sinto o cheiro do whisky misturado ao perfume dele. Tão perto que, se eu respirar fundo, encosto meu ombro nele.

Meu rosto esquenta na hora. Ótimo. Parece que ficar vermelha sempre que estou perto dele virou hobby.

— O que você…

Tento falar, mas paro quando percebo que ele não veio falar comigo. Ele só quer mais bebida. E eu tive a brilhante ideia de ficar justamente na frente do bar.

— Com licença — ele murmura, estendendo o braço ao meu lado.

Me afasto um pouco, mas não o suficiente. A sala de estar dos Sinclair pode ter o tamanho de um campo de futebol, mas, agora, parece minúscula.

Lucas pega a garrafa de whisky e, absurdamente perto, enche o copo com uma calma irritante.

— Na próxima vez — ele diz, sem me olhar —, me avise antes de sair.

Franzo a testa.

— Te avisar? — Respiro fundo, tentando não parecer atrevida demais. — O que faço fora do meu horário de trabalho não é…

— Para ir com o motorista — ele me corta, levantando os olhos. — O Brooklyn fica longe e não é um bom lugar para você ir sozinha à noite.

Ah.

Meu cérebro leva uns segundos para entender.

Ele não estava querendo saber da minha vida. Ele só está… preocupado comigo? Por quê?

— Eu… não sabia que podia usar o motorista para isso — murmuro, desviando o olhar. — Sou só uma funcionária.

— É quando finalmente posso relaxar — responde, girando o whisky entre os dedos. — Sem Oliver me ver bebendo, sem a Blair falando dos intermináveis eventos que temos, sem uma certa babá andando por aí disposta a me provocar.

Meu rosto entra em combustão.

Abro a boca, fecho, abro de novo… nada. Nem uma sílaba. Por que ele sempre acha que quero provocá-lo? Será que faço isso sem perceber?

Lucas toma mais um gole, sem desviar os olhos. E, de novo, esqueço como se respira.

— Foi só um exemplo, Srta. Collins — ele diz, num tom neutro demais para ser verdadeiro. — Não precisa ficar assim.

— Assim como? — consigo perguntar, mesmo soando como uma adolescente nervosa.

— Vermelha.

Mordo o lábio, pronta para pedir demissão, mudar de país e talvez adotar uma nova identidade. Então, ele ri. De novo com covinhas.

Sério… covinhas deveriam vir com aviso de perigo biológico.

— Agora entende por que as regras existem — ele continua, se afastando e voltando para o sofá. — Como a das 22h, que você já está quebrando.

Respiro fundo quando o ar finalmente resolve voltar aos meus pulmões.

— Vou tomar cuidado para não interferir no seu ritual noturno, Sr. Sinclair — digo, me virando para subir as escadas. — Boa noite.

— Boa noite, Srta. Collins.

Subo sem olhar para trás, mas sinto o peso do olhar dele queimando minha nuca a cada degrau.

Quando entro no meu quarto, fecho a porta e me encosto nela, soltando o ar num suspiro longo.

— Meu Deus — sussurro para o vazio. — Quanto tempo mais isso vai durar até eu acabar me queimando de novo?

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