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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 166

“Lucas Sinclair”

A localização que o segurança me enviou atualiza a cada três segundos.

Fico olhando para ela no painel enquanto dirijo, alternando entre a tela e a estrada à minha frente. A chuva não ajuda em nada. B**e no para-brisa com força suficiente para transformar tudo em borrão.

Mas não diminuo a velocidade.

Não consigo.

— Eles ainda estão se movendo — Owen diz, com os olhos fixos no celular. — Estão na rodovia.

— Quanto falta?

— Sete minutos, no trânsito normal.

Piso mais fundo, e Owen não comenta. Ele sabe que agora não é hora.

Todos dirigem com cautela por causa do tempo, e cada veículo à minha frente que não se move rápido o suficiente me custa mais paciência do que ainda tenho.

Oliver está naquele carro.

E Blair não está planejando parar.

Esse pensamento ocupa minha cabeça desde que o segurança ligou. E não sai. Não importa o quanto eu tente organizar os próximos passos, calcular a distância, manter a cabeça no lugar.

Meu filho está naquele carro. Blair está dirigindo com pressa. Está chovendo e…

— Lucas — Owen fala, de repente. — A localização parou de se mover.

Olho para a tela e vejo o ponto vermelho parado. Por um segundo, um único segundo, solto o ar que estava segurando.

O segurança conseguiu fazê-la parar. Interceptou o veículo, bloqueou a saída. Alguma coisa funcionou e ela…

O celular toca, interrompendo meu alívio.

Owen atende no viva-voz antes que eu precise pedir.

— Sr. Sinclair — o segurança diz, diferente desta vez. Cauteloso demais. — Eu sinto muito. Aconteceu um acidente e…

O resto das palavras chega, mas não fica.

Ouço a voz dele, Owen respondendo alguma coisa, o limpador batendo no para-brisa.

Mas a única coisa que meu cérebro processa é uma palavra. Como se ele se recusasse a deixá-la passar e insistisse em repeti-la até fazer sentido.

Acidente.

Acidente.

Acidente.

Piso fundo.

— Lucas — Owen diz, com a mão no meu braço. — Ainda consegue dirigir?

Não respondo. Piso ainda mais no acelerador, seguindo o ponto vermelho parado no GPS, como se minha vida dependesse de chegar lá em segundos.

Quando finalmente chego ao local, a cena me trava por um único segundo.

O carro de Blair está no canteiro entre as pistas, capotado, o teto achatado contra o asfalto molhado, os vidros espalhados pela pista.

Um dos limpadores ainda funciona, batendo de um lado para o outro contra o que sobrou do para-brisa, num ritmo constante, mecânico… como se não tivesse recebido o recado de que não há mais nada para limpar.

Paro o carro na beira da estrada e saio antes de desligar o motor.

A chuva me alcança imediatamente, mas não sinto o frio. Fico parado por um segundo mais longo do que deveria.

Depois, começo a andar.

— Lucas — Owen grita atrás de mim.

Não respondo. Continuo andando mais rápido até chegar perto o suficiente para ver.

166. Não Há Mais Nada 1

166. Não Há Mais Nada 2

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