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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 167

As portas da ambulância se fecham com um baque seco.

O espaço é pequeno demais, com equipamentos por todo lado e dois paramédicos que se movem com uma urgência que não deixa margem para erro.

Oliver está na maca à minha frente. Pálido demais. Quieto demais.

Meu filho nunca fica quieto. E é isso que piora tudo.

Me enfio num canto e fico de joelhos ao lado dele. Coloco a mão no rosto, tentando limpar o sangue que continua escorrendo da sobrancelha, mesmo sabendo que não faz diferença.

Que provavelmente só atrapalha. Que não é isso que ele precisa agora.

Mas não consigo parar.

— Pressão caindo — um dos paramédicos diz, sem olhar para mim.

— Precisamos de acesso venoso, já — o outro responde, sem tirar os olhos do monitor.

— Ele vai ficar bem? — pergunto, e minha voz sai baixa. Falha.

Nenhum dos dois responde, não porque não ouviram. Mas, porque não podem confirmar isso.

O monitor apita com um som irregular que faz meu estômago revirar.

— Precisamos chegar logo — um deles diz, ajustando a linha do soro.

A ambulância acelera, e o movimento faz tudo balançar. Me seguro na lateral com uma mão, enquanto a outra continua no rosto do meu filho.

Oliver não acorda. Não reage.

A chuva b**e no teto metálico da ambulância, num ritmo constante que não combina com nada do que está acontecendo aqui dentro.

Continuo olhando para ele, para o rosto pequeno, quieto demais. Para uma situação grande demais para alguém da idade dele.

Eu daria tudo para estar naquela maca, no lugar dele.

— Senhor, preciso que o senhor recue um pouco — o paramédico solicita, sem rispidez.

Obedeço, sem discutir. Sem forças.

Depois de minutos que parecem não acabar, a ambulância para bruscamente. As portas traseiras se abrem antes mesmo de eu perceber que chegamos e as vozes urgentes voltam a ecoar.

A maca desce com um clique, as rodas batem no asfalto molhado e os dois paramédicos começam a correr.

Vou atrás sem pensar duas vezes. Entro no hospital atrás deles, acompanhando o ritmo acelerado das rodas da maca no corredor, com os olhos fixos no meu filho.

Viro à esquerda. Viro à direita. Corredor após corredor, até que as portas duplas aparecem à frente.

Centro cirúrgico.

Alguém se coloca na minha frente e segura meu ombro com uma firmeza que não deixa margem para questionamentos.

— O senhor não pode passar daqui.

— Mas… meu filho…

Ele caminha até nós com aquela expressão controlada que profissionais assim aprendem a ter, e que não entrega nada antes da hora.

— O paciente sobreviveu à cirurgia — começa, e essas quatro palavras, sozinhas, fazem algo no meu peito afrouxar de uma vez.

Mas ele não para por aí.

— A laceração no fígado foi extensa, e ele perdeu muito sangue — continua, fazendo uma pausa curta. — Ele está em estado grave. Estável por enquanto, mas precisa de uma transfusão com urgência, ou…

— Eu posso doar — digo, antes que ele termine a última frase. Não penso. É automático, como respirar. — Me levem para onde precisarem. Tirem o quanto for necessário.

— Qual é o seu tipo sanguíneo?

— AB positivo.

Ele não responde imediatamente. Só olha o prontuário na mão, franze as sobrancelhas e volta a me encarar.

— Senhor, o tipo sanguíneo do paciente é O positivo — diz, devagar, como se estivesse medindo cada palavra. — Não é compatível com o seu.

Assinto, tentando raciocinar. Tipo sanguíneo. Compatibilidade. Existe uma lógica aqui que meu cérebro não consegue processar agora.

— E, com esse tipo sanguíneo…

Ele me olha por um segundo a mais do que o necessário.

— O senhor tem certeza de que é o pai biológico?

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