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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 169

“Lucas Sinclair”

O médico caminha na nossa direção com a prancheta nas mãos e aquele olhar treinado para não revelar absolutamente nada antes da hora.

Me desgrudo do abraço de Ivy sem perceber, como se meu corpo soubesse que precisa estar pronto para ouvir o que vem a seguir.

— Fizemos o possível para estabilizá-lo — ele começa, medindo cada palavra. — A cirurgia foi bem-sucedida dentro do que esperávamos, considerando a gravidade da lesão.

Solto o ar devagar, como se alguém tivesse soltado algo que estava me esmagando por dentro desde o acidente.

— Oliver ainda está em estado grave — continua. — Mas ele respondeu à transfusão e conseguimos controlar o sangramento.

— Ele vai ficar bem? — pergunto, num fio de voz.

O médico hesita por um, dois segundos.

— Ainda não podemos afirmar isso com certeza, pois as próximas horas serão decisivas — diz, por fim. — A laceração foi extensa, e o corpo dele passou por um trauma significativo. Mas os sinais são positivos. Se continuar assim durante a noite, as chances de recuperação completa são altas.

— Posso vê-lo?

— Em breve. Ele está sendo transferido para a UTI pediátrica agora. Assim que estiver instalado, alguém vai buscá-lo.

Ele continua explicando mais algumas coisas sobre monitoramento, sobre as próximas horas, sobre o que esperar. Ouço tudo, processo tudo, mas não absorvo metade.

Porque meu filho está vivo.

Quando o médico se afasta, Owen coloca a mão no meu ombro por um segundo, me dando força antes de se afastar também.

Fico parado no corredor, olhando para o nada enquanto processo essas últimas horas. Tudo se mistura. O acidente. O sangue. O silêncio. A pergunta.

Meu filho.

A palavra passa pela minha cabeça com uma clareza que não tem nada de dúvida.

Mas não importa o que aquela pergunta significou.

Oliver é meu filho.

Ivy encosta no meu braço, me trazendo de volta à realidade, e pisco algumas vezes antes de olhar para ela.

Os olhos dela estão vermelhos, o cabelo ainda bagunçado da chuva, o curativo branco no braço onde deu o sangue que salvou meu filho.

— Você deu seu sangue para ele — digo, olhando para o curativo no braço dela.

— Dei. E daria tudo o que fosse preciso para vê-lo bem.

— Eu sei — respondo, baixo.

Fico olhando para o curativo por um segundo a mais do que deveria.

O sangue dela corre agora no corpo do meu filho. E isso, por si só, já diz mais do que qualquer palavra.

— Obrigado — acrescento, sem saber exatamente se isso é suficiente.

Porque não é. Não chega nem perto.

169. A Lembrança Do Que Aconteceu 1

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