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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 201

As vozes ao meu redor se misturam, altas demais, rápidas demais, como se todas estivessem acontecendo ao mesmo tempo.

Mas não consigo acompanhar nenhuma.

Continuo olhando para a porta da cozinha, por onde ele passou. Como se, a qualquer segundo, Simon fosse simplesmente aparecer de novo, com a mesma calma absurda. Como se nada tivesse acontecido.

Como se aquilo ainda fosse… normal.

— Srta. Sinclair? — Um policial chama, segurando meu braço dessa vez. — Preciso levá-la para fora.

Pisco algumas vezes, forçando meu corpo a reagir. Dou o primeiro passo, sentindo as pernas tremerem.

Passo pela sala, pelas paredes limpas demais, que agora parecem ainda mais perturbadoras.

E então vejo a foto novamente. Paro no meio do caminho, solto meu braço da mão do policial e me aproximo.

Na imagem, estou na minha sala, completamente concentrada. Totalmente alheia ao fato de que alguém estava ali… me observando.

Meu estômago revira.

— Ele… — começo, mas a palavra morre quando olho para o lado.

Leva um segundo para meu cérebro entender o que estou olhando, porque não é só uma foto. São três.

Ângulos diferentes. Roupas diferentes. Dias diferentes.

Meu peito aperta de um jeito que quase dói.

O policial volta a segurar meu braço, dizendo alguma coisa, mas não escuto. Meus olhos continuam presos nas imagens enquanto ele me conduz para fora.

Quando passo pela porta, a luz do sol me atinge com força, seguida pelos carros, sirenes, homens uniformizados.

E, ainda assim… Nada disso é suficiente para convencer minha mente de que estou segura.

Eles me levam até a ambulância e tudo volta a se dissolver em um borrão.

Alguém segura meu pulso, verificando meus sinais. Outra pessoa fala comigo, fazendo perguntas básicas: nome, idade, se sinto dor.

Respondo automaticamente. Como se estivesse assistindo a mim mesma de longe.

— Sophia? — A paramédica chama, agachada à minha frente. — Preciso que você olhe para mim.

Obedeço. Ou pelo menos tento.

Ela continua com as perguntas, práticas, objetivas, e eu respondo porque responder é mais fácil do que pensar.

Porque, enquanto digo meu peso aproximado, minha data de nascimento, se me sinto tonta… ninguém me pergunta a única coisa que realmente importa.

Como ele sabia tanto?

A lona na entrada da ambulância se mexe e alguém sobe os degraus de uma vez só.

— Sophia.

Levanto a cabeça e vejo Lucas entrar como um furacão. Cabelos bagunçados, sem gravata, as mangas da camisa dobradas até os cotovelos e o rosto pálido.

Não vejo meu irmão assim desde o acidente do Oliver.

Lucas segura meu rosto com as duas mãos, com cuidado. Como se eu fosse feita de vidro e ele ainda não soubesse onde estão as rachaduras.

— Você está bem? Está ferida? Ele fez alguma coisa com você?

As perguntas saem baixas, mas há violência suficiente nelas para me fazer fechar os olhos por um segundo.

— Não — respondo, sem saber exatamente qual pergunta estou respondendo.

— Tem certeza?

— Tenho — murmuro, abrindo os olhos.

Meu irmão expira devagar, como se estivesse se segurando no lugar.

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