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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 202

A porta da SUV se fecha com um som seco, isolando o caos do lado de fora.

Mas não o suficiente. Ainda consigo ver a casa.

Mesmo quando o carro começa a se afastar, meus olhos permanecem presos nela.

Pequena, organizada. Bonita, até.

Qualquer pessoa que passe ali na frente não vê nada além de uma casa comum em uma rua comum. Não vê o quarto. A cozinha. As fotos.

Não vê a obsessão.

Meu estômago se contrai.

— Sophia — ouço Lucas chamar, baixo demais, controlado demais.

Não respondo.

Continuo olhando pela janela, como se, a qualquer segundo, a porta fosse se abrir e ele fosse aparecer sorrindo para mim. Como se nada tivesse acontecido.

— Sophia!

Meu irmão chama novamente, dessa vez firme o suficiente para me fazer virar o rosto e encará-lo.

Ele está sentado à minha frente, inclinado para frente, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos entrelaçadas com força demais.

— Você vai ficar na casa dos nossos pais — ele diz, direto, sem espaço para negociação.

— Não — respondo no mesmo instante.

— Não foi uma pergunta.

— Lucas, eu quero ir para o meu apartamento — falo, mais firme. — Preciso de um banho, trocar de roupa… preciso de um pouco de normalidade.

Lucas nem pisca.

— Não — rebate, no mesmo tom. — Ele sabe onde você mora.

— Ele também sabe onde nossos pais moram e…

— Seu apartamento não é uma opção.

A voz que me interrompe não é a do meu irmão.

Desvio os olhos e encontro Blake no banco da frente, me observando pelo retrovisor. Frio. Objetivo.

Como se estivesse analisando um relatório, não falando com uma pessoa.

Solto um riso curto, sem humor.

— Engraçado. Eu não lembro de ter pedido a sua opinião.

Lucas solta um suspiro pesado, passando a mão pelo rosto.

— Sophia…

— Não, espera — corto, me inclinando para frente. — Quem exatamente você acha que é para decidir o que eu posso ou não fazer?

— Alguém que está avaliando risco — responde, sem irritação, sem se abalar.

— Eu não sou um risco. Simon é.

— Não estou dizendo que você é o risco. Você é o alvo.

Fico quieta por um momento, odiando o fato de ele estar certo. Mas, ainda assim, me nego a ficar quieta.

— Preciso pelo menos passar lá e pegar minhas coisas — insisto, tentando retomar algum controle da minha vida. — Está tudo lá.

— E ele sabe disso — Blake responde, sem hesitar. — Assim como sabe sua rotina, seus horários e seus hábitos.

— É muito mais fácil controlar o acesso a uma casa isolada do que a um prédio com dezenas de entradas, funcionários e circulação constante — Lucas completa, firme. — Você vai direto para a casa dos nossos pais. Ponto final.

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