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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 205

Cinco dias se passaram desde que tudo aconteceu.

Cinco dias com um par de olhos diferente seguindo cada passo meu, cada saída do quarto, cada vez que eu precisava de um copo d'água às duas da manhã.

Cinco dias em que aprendi, à força, que segurança profissional tem um cheiro específico de desodorante neutro e café preto, e uma expressão que não se altera, independentemente do que você diga ou faça.

Mas a melhor parte? Nenhum deles é Blake Reeve.

Esse detalhe, por algum motivo, foi o primeiro alívio real que senti desde que aquela porta foi aberta à força.

Não que os quatro que se revezam ao meu redor sejam mais fáceis de suportar.

São igualmente robóticos, pontuais e incapazes de reagir às minhas provocações com qualquer coisa além de um silêncio treinado.

Mas há uma diferença fundamental entre eles e o chefe da segurança: eles não testam minha paciência.

Só executam ordens, não me questionam em voz alta, não completam minhas frases e, principalmente, não me encaram como se eu fosse uma variável inconveniente em uma equação que precisam resolver.

Blake faz isso. Ele encara assim.

E eu prefiro não ter essa variável adicionada ao meu dia.

Na manhã do sexto dia, quando finalmente recebo o sinal verde para voltar ao escritório, a sensação que surge não é exatamente alívio.

É mais parecida com aquele momento em que você prende a respiração por tempo demais e o ar finalmente volta. Não é suave, mas necessário.

O protocolo de saída é preciso, como todo o restante.

Um dos seguranças observa absolutamente tudo ao redor antes de abrir a porta do carro para mim. Outro veículo nos acompanha logo atrás. Rota alternada, paradas zero.

Tudo descrito em termos técnicos que escuto com atenção… e finjo não me importar.

A Sinclair Industries está exatamente como eu a deixei.

Claro que está.

Passaram-se cinco dias, não cinco anos. Mas, aparentemente, meu corpo tem alguma dificuldade em distinguir as duas coisas neste momento.

Entro pelo lobby com dois metros de segurança ao meu lado direito e preciso me esforçar para não deixar o alívio aparecer no rosto.

A recepcionista me cumprimenta com um sorriso profissional e não pergunta nada, porque aqui aprendemos muito cedo que perguntas pessoais são um investimento de alto risco.

Quando as portas do elevador se abrem no meu andar, o departamento executivo me recebe com aquele silêncio que só existe em lugares onde todo mundo está ocupado demais para levantar a cabeça.

Vida normal. Ou algo suficientemente parecido.

Passo pela sala de Lucas primeiro, protocolo não oficial, mais antigo do que qualquer um dos que Blake me impôs. Solto o ar e bato duas vezes com o nó do dedo.

— Entre.

Lucas desvia o olhar da tela quando me vê e o pensamento fica estampado no rosto dele: “você deveria estar em casa, não aqui”.

— Bom dia, irmãozinho — começo, me aproximando dele. — Antes que você pergunte: estou bem, estou aqui e prefiro trabalhar a continuar fingindo que séries de televisão são um substituto adequado para ter o que fazer.

Ele me encara por um momento, como se decidisse entre me mandar de volta para casa ou aceitar a derrota.

— A reunião de alinhamento com Chicago é às nove — diz, por fim. — Você vai?

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