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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 207

Paro no segundo degrau da entrada, encarando meu irmão.

Ele está com aquela expressão que sempre surge quando está controlando alguma coisa que preferia não estar controlando. Ivy mantém a mão no braço dele, claramente preocupada.

Os dois deveriam estar em algum restaurante de Manhattan, aproveitando o tempo que surgiu na agenda dos dois, que ultimamente está bem corrida.

Foi isso que ele me disse depois da reunião com Chicago. Então, se eles estão aqui… algo está bem errado.

— Vocês não precisavam desmarcar o jantar por causa disso — digo, subindo os últimos degraus.

— Sua segurança é mais importante do que um jantar agora, Sophia — minha cunhada responde, com a voz calma.

Essa calma que parece pertencer somente a ela, em qualquer outra circunstância, eu acharia reconfortante. Agora só me lembra que a situação é séria o suficiente para trazer meu irmão até aqui.

Não respondo. Passo por eles e entro. Os dois me seguem.

Quando chegamos à sala de estar, encontro minha mãe sentada no sofá, claramente tentando parecer calma… e não conseguindo completamente. Meu pai está de pé perto da janela, o que, para ele, é o equivalente a andar de um lado para o outro.

Há dois seguranças posicionados nos cantos. Nenhum deles é o que passou o dia comigo.

Aquele que estava no corredor quando encontrei a xícara, que chamou reforço pelo rádio… simplesmente não está.

Isso está cada vez mais estranho.

Me aproximo de Blake, que está de pé perto da entrada da sala.

— Afinal, o que aconteceu além daquela xícara? — pergunto, sem rodeios, porque não tenho energia para isso. — Por que foi necessário fazer meu irmão vir até aqui?

Blake, que parece ignorar qualquer coisa que vem de mim, se vira para o meu irmão com aquela postura formal que parece costurada no corpo dele.

— Peço desculpas pelo ocorrido, Sr. Sinclair. Aquilo não se repetirá. As devidas providências já estão sendo tomadas e…

— Para — corto.

Ele se vira para mim.

— Para com os rodeios e me explica como aquela xícara parou na minha mesa.

O silêncio dura exatamente o tempo que ele precisa para decidir que explicar é mais eficiente do que contornar.

— Ainda não conseguimos descobrir exatamente como isso aconteceu — diz, por fim. — Não houve acesso suspeito registrado, entrada não autorizada, nem movimentação fora do padrão nas câmeras do andar.

Ele faz uma pausa breve, desviando o olhar para Lucas.

— O indivíduo conhece cada ponto cego do edifício. Não apenas as câmeras, mas cada ângulo e fraqueza estrutural do sistema. Foi isso que facilitou o acesso. Ele não entrou pelo sistema. Ele entrou pelos lugares onde o sistema falha.

Silêncio.

Meus pais trocam olhares preocupados, Ivy arqueia as sobrancelhas… mas é a reação do meu irmão que me chama a atenção. Ele passa a mão pelo cabelo, solta o ar pelo nariz e fica olhando para um ponto fixo no chão por dois segundos.

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