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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 34

A estrada está vazia, iluminada somente pelos faróis do carro e pelos postes que passam rápido demais.

Encosto a testa no vidro, tentando me distrair com a paisagem escura, mas é inútil ignorar a presença de Lucas ao meu lado.

O jeito como ele dirige com calma, uma mão firme no volante, a outra apoiada no câmbio.

Relaxado. Controlado demais. Como se nada no mundo pudesse tirá-lo do eixo.

Enquanto eu estou aqui, rígida no banco, tentando não surtar com o fato de que vou passar o Natal com a família dele.

Com Blair, que provavelmente sabe. Ou desconfia. Porque mulheres sempre sabem quando outra mulher olha para o marido delas… do jeito errado.

E, talvez… eu tenha olhado sem nem perceber.

Como se esse incômodo não bastasse… provavelmente vão me olhar e tentar entender por que estarei lá.

Afinal, tecnicamente, eu deveria estar de folga.

— Você está bem? — A voz de Lucas me arranca dos pensamentos.

Viro o rosto na direção dele, piscando algumas vezes.

— Estou.

— Tem certeza? — ele insiste, lançando um olhar rápido antes de voltar a atenção para a estrada. — Você ficou quieta demais.

— Só… pensando.

— Posso saber no quê?

Mordo o lábio, hesitante.

— Em como sua família vai reagir quando a babá do Oliver aparecer por lá com você.

— E… qual seria o problema disso, Ivy? — ele pergunta, genuinamente confuso.

— Eu não sei se isso é uma boa ideia — murmuro, finalmente encarando-o. — Não quero causar nenhum problema chegando assim, sem aviso, sem…

— Ivy — ele me interrompe, firme, mas calmo. — Você não vai causar problema nenhum.

Ele faz uma breve pausa.

— Minha família é tranquila. Eles sabem que Oliver te adora. Provavelmente estão curiosos para te conhecer.

Assinto devagar, tentando acreditar.

Mas o nó no estômago continua ali, firme, lembrando que nem todo mundo enxerga o mundo com a mesma simplicidade que Lucas.

Seguimos em silêncio por mais alguns minutos, até que ele diminui a velocidade e liga a seta, saindo da rodovia.

Franzo a testa.

— Onde a gente está indo?

— Preciso comprar uma coisa rápida — ele responde, estacionando em frente a uma loja de bebidas ainda aberta. — Não demoro.

Ele desliga o motor e sai do carro, me deixando sozinha, com o som distante do vento e do asfalto.

Aproveito o momento para respirar fundo, apoiando a cabeça no encosto.

Nada vai dar errado.

Repito isso mentalmente, como um mantra.

Mesmo sem ter tanta certeza assim.

A porta do motorista se abre e Lucas volta, segurando uma garrafa de whisky embrulhada em papel de presente.

— Pronto — diz, colocando a garrafa no banco de trás antes de se sentar novamente.

— Whisky? — pergunto, arqueando a sobrancelha.

— Meu pai só se preocupa com vinhos caros — ele explica, dando de ombros. — E eu preciso de um whisky decente se quiser sobreviver aos próximos dois dias.

Solto uma risada baixa.

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