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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 33

Pisco algumas vezes até me convencer de que Lucas está realmente na minha frente, com os olhos arregalados e uma mão segurando meu pulso no ar.

— Lucas?! — exclamo, sem acreditar. — O que você está fazendo aqui?!

— Moro aqui, esqueceu? — ele rebate, arqueando a sobrancelha. — Que porra você está fazendo aqui? Você não deveria estar com sua amiga?

Continuamos parados, ofegantes, com ele ainda segurando meu pulso e a frigideira presa entre nós.

Só então percebo o óbvio: ele está perto. Muito perto. Perto o suficiente para eu conseguir reparar todos os detalhes dos seus olhos verdes.

Sinto o calor do corpo dele contra o meu e meu cérebro simplesmente… desliga.

— Eu… — hesito, dividida entre mentir de novo ou admitir a verdade. — Mudança de planos.

— Ivy — diz, estreitando o olhar. — Você estava mentindo?

Engulo em seco. Por que Lucas tinha que aparecer e estragar meu álibi perfeito?

— Sobre o quê?

— Sobre ter planos para o Natal.

— Sim — confesso, envergonhada.

Lucas finalmente solta meu pulso, dá um passo para trás e passa a mão pelo rosto, soltando um suspiro longo.

Ele parece… irritado.

— Você vai passar o Natal sozinha — constata, me encarando.

— Vou ficar bem — murmuro, desviando o olhar imediatamente.

— Ivy, você não deveria…

— Sério, eu vou ficar bem — corto, voltando a encará-lo. — E você? Por que não está em Greenwich?

Ele me observa por um longo momento, como se estivesse escolhendo as palavras.

— Precisei resolver algumas coisas do trabalho — diz, por fim. — Depois tive que comprar algo de última hora e só agora consegui vir buscar minhas coisas para ir.

— Ah — murmuro, sem saber o que responder.

— E ainda bem que vim — ele continua, erguendo as sobrancelhas. — Porque, aparentemente, você estava planejando passar o Natal sozinha.

— Não é tão dramático quanto você está fazendo parecer.

— Ivy — ele diz, num tom mais sério. — Por que você mentiu?

Aperto os dedos nas laterais da calça do pijama.

— Porque… eu não queria que você soubesse que eu ficaria sozinha.

— Por quê?

Porque eu não queria sua pena.

Porque eu não queria que você se sentisse obrigado a me incluir.

Porque ver vocês fingindo ser uma família feliz ia me matar por dentro.

Mas não digo nada disso. Só desvio o olhar de novo.

— Pega suas coisas, Ivy — ele ordena, num tom que não admite discussão. — Roupas e o que você precisar para dois dias. Você vai comigo.

Meu coração dispara.

— Lucas, eu não…

— Não é um pedido — ele corta, firme. — Você não vai ficar aqui sozinha no Natal. Então, pegue suas coisas. Vamos sair em quinze minutos.

— Eu já disse que não quero.

— Não ligo se você quer ou não — ele rebate, me encarando com aquela intensidade que sempre me faz esquecer como respirar. — Oliver vai ficar feliz em te ver.

— Lucas…

— Ivy — ele diz, mais baixo, dando um passo na minha direção. — Por favor.

E é o “por favor” que me desmonta.

Porque Lucas Sinclair não pede.

Ele manda, decide e simplesmente espera que obedeçam sem reclamar.

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