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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 7

Acordo com o despertador às 6h20.

Zero vontade de levantar, mas o medo de ser expulsa no segundo dia é maior que o cansaço.

Levanto, vou até o banheiro e, enquanto escovo os dentes, fico pensando em como vou me comportar quando encontrar Lucas de novo.

Será que ele vai fingir que nada aconteceu? Provavelmente.

Homens como ele não perdem o sono por mulheres como eu.

— Relaxa, Ivy — digo para o espelho, ajeitando o uniforme. — Se hoje for como ontem, você nem vai cruzar com ele.

Afinal, meu chefe aparentemente não pisa em casa. Para a minha alegria.

Caminho até o quarto de Oliver e bato antes de entrar.

Ele está sentado no chão, ainda de pijama, brincando com um foguete prateado que parece ter saído direto da SpaceX.

— Bom dia, Oliver — digo, me abaixando ao lado dele. — Pronto para começar o dia?

Ele me olha com a maior cara de sono do planeta e assente devagar.

— Olha, meu foguete vai até Marte hoje!

— Que legal! Mas antes de ir pra Marte, que tal um café? — pergunto, estendendo a mão. — Astronautas precisam de energia.

Para minha surpresa, ele aceita sem uma única reclamação. Talvez o sono deixe as crianças mais cooperativas.

Anotado.

Ajudo Oliver a trocar de roupa, a escovar os dentes e, minutos depois, descemos para o café da manhã.

Só que, quando entramos na sala de jantar, meu estômago dá um nó e meu rosto esquenta na hora. Lucas está sentado à mesa, impecável, tomando café enquanto lê algo no tablet.

Cabelo perfeitamente penteado, barba aparada, postura reta… Nada que lembre o homem que quase me beijou ontem.

— Bom dia, Sr. Sinclair — digo, forçando meu tom mais profissional do mundo.

Ele levanta os olhos e me encara por um segundo antes de acenar com a cabeça. Depois, puxa o filho para um abraço.

— Bom dia, filho.

— Bom dia, papai! — Oliver responde animado, subindo na cadeira ao lado dele.

Me sento, fingindo uma normalidade que definitivamente não sinto, focada em servir o suco de laranja como se fosse a tarefa mais complexa do mundo.

Lucas continua olhando o tablet, completamente indiferente à minha existência. Como se nosso encontro na cozinha nunca tivesse acontecido.

Perfeito. Era exatamente isso que eu queria.

Mentira. Mas vamos fingir que sim.

O café da manhã segue naquele silêncio constrangedor até Lucas se levantar, pegar o tablet e se despedir do filho com um beijo na testa.

— Até mais tarde, campeão. Comporte-se.

— Tchau, papai!

Ele passa por mim sem dizer uma única palavra, e finalmente solto o ar que nem percebi que estava prendendo.

— Pronto — sussurro para mim mesma. — Dia dois, terceiro round: sobrevivido.

Após alguns minutos, depois de um café surpreendentemente civilizado, Oliver dispara para a sala de brinquedos.

E assim a manhã começa.

Pouco antes do almoço, a Sra. Mallory aparece na porta e anuncia que a professora de francês chegou.

— ODEIO FRANCÊS!

Oliver grita, tenta fugir, mas a professora o captura, com a habilidade de alguém que claramente já lida com ele há muito tempo, e o arrasta direto para a biblioteca.

Finalmente. Uma hora de paz.

Subo quase correndo para o meu quarto, fecho a porta e pego o celular com as mãos trêmulas.

Disco o número da minha antiga vizinha, que atende no terceiro toque.

— Ivy, querida! Como você está?

— Oi, Sra. Lawson — respondo, sentando na cama. — Está tudo bem aí? A casa está… tudo certo?

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