A atmosfera na sala havia se tornado densa, carregada por uma tensão gélida que parecia congelar o ar. Foi naquele momento que Afonso foi tomado por uma crise de tosse seca.
O mordomo, que havia acabado de entrar segurando uma bandeja com medicamentos, apressou o passo ao ver o estado do patrão e depositou a xícara fumegante sobre mesa.
— Senhor Afonso, está na hora do seu remédio. Daqui a pouco também precisamos fazer a inalação. — Avisou o funcionário, com a voz carregada de preocupação.
Com as mãos trêmulas, o velho patriarca ergueu a xícara e engoliu o líquido amargo de uma só vez. O mordomo então se virou para Emanuel, lançando um olhar de súplica para ele.
— Senhor Emanuel, o senhor conhece bem o estado de saúde do seu pai. Por que insistir em contrariá-lo dessa forma?
Emanuel suspirou fundo, engolindo as palavras que ainda queria dizer.
— Descanse um pouco. — Ele se limitou a murmurar, virando as costas e deixando a sala a passos largos, sem olhar para trás.
Assim que a porta se fechou, Afonso repousou a xícara vazia sobre a mesa. Enquanto recolhia a bandeja, o mordomo quebrou o silêncio pesado que havia se instalado no ambiente.
— Senhor Afonso... e se o senhor Emanuel bater o pé e decidir trazer aquela mulher e o menino para a família?
O olhar do velho escureceu, revelando uma frieza calculista.
— De todos os meus filhos, ele sempre foi o mais obediente durante todos esses anos. Se desta vez ele realmente decidir se voltar contra mim por causa daquela mulher e daquele bastardo, não me restará outra escolha a não ser atacar primeiro.
...
Enquanto isso, na residência da Baía da Meia Encosta, o clima era completamente diferente.
Fazia menos de dois dias que Danilo havia retornado para casa, mas esse curto período foi o suficiente para que ele se rendesse aos talentos culinários de Ricardo. Era surpreendente ver um homem que costumava fechar a cara só de ouvir o nome do genro agora tecendo elogios sinceros aos seus pratos.
— Já que o senhor gostou tanto, faço questão de cozinhar mais vezes para a família. — Ofereceu Ricardo, servindo mais uma porção com um sorriso educado.
— Opa, não vá colocar palavras na minha boca! — Rebateu Danilo, embora continuasse saboreando a comida com gosto. — Mas confesso que, se eu soubesse que você tinha essa habilidade toda no fogão, talvez não tivesse dificultado tanto a sua vida no começo.
Vinícius, que observava a cena do outro lado da mesa, não conseguiu segurar a risada e decidiu provocar o pai.
— Engraçado, o senhor não falava bem assim um tempo atrás.
Danilo endireitou a postura, assumindo um ar de falsa seriedade.
— Um homem inteligente precisa saber se adaptar às circunstâncias, meu filho!
— Para mim, isso se chama ser comprado pelo estômago. — Retrucou Vinícius, balançando a cabeça em tom de deboche.
— Moleque atrevido! Deixei você ficar em casa esse tempo todo para agora ficar me faltando com o respeito? — Resmungou Danilo, fingindo estar ofendido, o que só deixou o ambiente mais descontraído.
Foi naquele exato momento que Luana cruzou a porta da sala de jantar. Ela parou por um instante, surpresa com a harmonia inesperada que preenchia o ambiente. Para o seu total espanto, Ricardo estava sentado ali, lado a lado com o seu pai, conversando como se fossem velhos amigos.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
Ler o livro completo...