O cheiro de antisséptico e a claridade incômoda das lâmpadas fluorescentes foram as primeiras coisas que Luana notou ao abrir os olhos. Ela estava deitada em uma cama de hospital, encarando o teto branco com o olhar perdido, ainda tentando processar o turbilhão de acontecimentos.
O som da porta se abrindo quebrou o silêncio do quarto, e Valentino entrou com passos contidos.
— Que bom que você acordou. — Disse ele, puxando uma cadeira para se sentar ao lado do leito.
A jovem massageou as têmporas doloridas e fez um esforço para se sentar, apoiando as costas nos travesseiros.
— O que... o que aconteceu comigo? — Perguntou ela, com a voz ainda fraca e confusa.
Valentino cruzou os braços e a observou com uma expressão indecifrável.
— Você é médica, Luana. Sabe muito bem que emoções fortes e choques repentinos não fazem nada bem durante a gravidez.
O corpo inteiro dela paralisou. Os olhos se arregalaram na direção do amigo, buscando algum sinal de que aquilo era uma brincadeira de mau gosto.
— O que você acabou de dizer?
Ele franziu a testa, percebendo a confusão genuína no rosto dela.
— Não me diga que você não sabia que está grávida de seis semanas?
Por puro instinto, Luana levou as mãos ao próprio ventre. O choque a deixou sem palavras. Com toda a confusão envolvendo a família Souza nos últimos tempos, ela havia atribuído o atraso menstrual ao estresse extremo. A possibilidade de uma gestação sequer havia passado por sua cabeça.
"Eu não estou preparada para isso...", pensou ela, sentindo o coração acelerar.
No passado, exames médicos haviam indicado que ela teria muita dificuldade para engravidar. E agora, logo no meio de uma tragédia familiar, a vida decidia lhe pregar essa peça.
Percebendo a angústia estampada no rosto da amiga, Valentino se inclinou para frente e adotou um tom mais suave.
— Diante dessa situação, acho melhor você não ir à casa dos Ferraz hoje. O seu foco agora deve ser cuidar da sua saúde e do bebê.
Luana abaixou a cabeça, encarando os lençóis brancos por um longo tempo. A dor da perda ainda rasgava seu peito, mas o senso de dever falava mais alto.
— Não, eu preciso ir. — Respondeu ela, erguendo o rosto com determinação. — O meu casamento com o Ricardo ainda existe no papel. Para todos os efeitos, continuo sendo a nora dos Ferraz. E mesmo que eu quisesse fugir de tudo isso, a vovó Sofia... Eu devo essa última despedida a ela.
A realidade da morte da matriarca ainda parecia um pesadelo distante. Era difícil aceitar que, desde o momento em que deixou a cidade de Oeiras, a despedida entre as duas havia sido definitiva.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
Ler o livro completo...