"Érick"
Eu abri a porta do quarto devagar, a Lorena estava de pé perto da janela, olhando para fotra. Eu fechei a porta atrás de mim com umclick suave. A Lorena se virou com um sobressalto, colocando a mão sobre o peito.
- Está com medo do Bicho-papão, Fada?
Eu caminhei até ela com passos lentos, desfazendo o nó da gravata que ficou pendurada no meu pescoço. Antes que ela pudesse respirar, eu lacei a sua cintura e a prensei contra a parede fria, colando o meu corpo ao dela com uma força que fez um suspiro necessitado escapar dos lábios dela.
- Eu te disse para não trancar a porta, Fada, porque ninguém vai te tocar nesta casa. Por que você ainda tem medo?
- Eu estava distraída. E eu não tenho medo do Bicho-papão, eu sei demá-lo. - Ela provocou, os dedos ágeis subindo pelo meu peito e se enroscando nos cabelos da minha nuca. - O Julian já foi?
- O Julian já foi. Ele estará de volta para o jantar. Mas agora eu não quero pensar nele. Não quero pensar no Conselho. - Eu rosnei, afundando o meu rosto no pescoço dela, beijando a pele macia, sentindo o seu cheiro de coco e açúcar.
A Lorena arqueou o corpo, entregando-se ao meu toque, sentindo a mesma necessidade que eu. Eu a levantei do chão, forçando as suas pernas a se entrelaçarem na minha cintura, e a levei direto para a cama.
Eu precisava que ela entendesse que ela era minha e ninguém ousava tocar o que era meu. Eu precisava marcar cada centímetro dela, precisava cravar na mente daquela mulher que eu queimaria o mundo inteiro antes de deixar que qualquer conselheiro, moralista de merda ou filho da puta qualquer encostasse um dedo sequer nela.
Não houve sutileza ou tempo para tirar todas as peças de roupa. Enquanto eu subia a saia do vestido dela apressado, ela arrancava os botões da minha camisa. E quando eu rasguei a renda fina da calcinha verde claro que ela usava, ela arfou. Eu encarei os seus olhos triunfante, mas ela me derrubou sobre a cama e se virou sobre mim.
- Quanto atrevimento, Albelini! - Os olhos dela faíscaram, enquanto ela abria a minha calça.
- Não sabia que você era apegada a sua roupa íntima. Vive esquecendo as peças comigo. - Eu a provoquei e vi um sorriso devasso em seu rosto.
- Você as rouba, espertinho. - Ela sorriu.
- Eu gosto da forma como você vem resgatá-las.
- E já que você arruinou esta... - Ela segurou a calcinha rasgada na ponta dos dedos. - Talvez eu deva puní-lo.
- Estou ansioso por isso, Fada.
Eu apertei os dedos em suas coxas firmes. Os olhos dela tinham aquele brilho de luxúria fascinante. Ela jogou a calcinha no meu rosto e puxou a minha calça para baixo. Sua mão deslizou pelo meu membro suavemente, me fazendo soltar um pequeno gemido e fechar os olhos, me deliciando com o seu toque.
Eu apenas senti o momento em que ela posicionou o meu membro na sua entrada e desceu pelo meu comprimento, se mantendo imóvel por poucos segundo. Quando eu abri os olhos, ela estava tirando o vestido sobre a cabeça e o atirando para longe. Era sexy e erótico, a visão dela me possuindo por inteiro me deixou louco.
- Lô... - Eu gemi em sua boca. Ela era uma deusa insaciável me levando ao limite.
E naq uela cavalgada de sensações eu senti o primeiro espasmo do seu corpo e não aguentei mais, eu a virei sobre a cama e empurrei os últimos movimentos sentindo o orgasmo arrebatar o seu corpo, enquanto o meu membro absorvia cada contração da sua intimidade e eu me entregava ao meu próprio prazer. Nossos corpos tremeram juntos, nós gememos juntos, nós desabamos juntos naquela cama e nos abraçamos como se pudéssemos nos fundir um ao outro.
O nosso incêndio finalmente cedendo espaço para a exaustão e para carícias delicadas. Eram só toques e beijos e suspiros, que diziam muito mais do que as palavras poderiam alcançar. Aquele momento dizia que ela era minha e que o coração dela também era meu, assim como o meu era dela.
Eu perdi a noção do tempo em que ficamos ali, emaranhados, apenas nos sentindo, naquela entrega que ia além de dividir uma cama. E quando nós descemos para o jantar, a adrenalina do quarto ainda corria no meu sangue, me deixando de excelente humor, como só a minha Fada conseguia me deixar.
A mesa do jantar já estava posta. A minha mãe, que nunca vinha tanto a minha casa e agora não saía mais daqui, já estava sentada a mesa, rindo com a Alice e a Marcelina, que usava um dos seus vestidos curtos e mastigava a goma de mascar, que eu desconfiava que ela nem gostava tanto assim e só fazia para irritar a Adelaide, que estava de pé no canto da sala com uma nuvem negra sobre a cabeça.
- Ah, olha aí o casal mais fofo do mundo! - A Marcelina alardeou. - Vocês estão atrasados, Albelini, e nesta casa, nós não suportamos atrasos!
- Ela ainda nem começou a trabalhar oficialmente e já está nos colocando na linha? - Eu brinquei.
- Trabalhar? - A voz da Adelaide cortou o ar um pouco mais alta que o de costume.
- Ah, sim, Adelaide, esqueci de te avisar. - Eu me virei para ela, depois de puxar a cadeira para a Lorena se sentar. - A Marcelina é a mais nova contratada do Grupo Albelini. Ela é a secretária da minha noiva. - Eu vi o queixo da Adelaide despencando e tive que conter a minha satisfação. - Isso significa que abaixo da minha mulher, a Marcelina dita as regras nesta casa.

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