Quando finalmente vesti o vestido, senti o ar prender no peito. O tecido leve caía com tanta delicadeza que parecia feito exatamente para mim. A renda no decote, os detalhes sutis nos ombros, o caimento suave sobre a barriga… tudo era perfeito. Toquei o ventre, sentindo o coração bater forte, ali dentro estava a prova viva do amor que me trouxe até aqui.
Olhei meu reflexo no espelho e mordi o lábio, tentando não chorar. A maquiagem não ia resistir se eu deixasse as lágrimas escaparem. Mesmo assim, senti os olhos arderem.
Foi quando a porta se abriu e Julio entrou.
Ele parou por um instante, sem dizer nada, só me observando. Seus olhos se encheram de lágrimas.
— Minha menina… — murmurou, com a voz embargada.
Sorri, já sentindo o nó na garganta crescer.
Ele veio até mim e me abraçou com cuidado, como se tivesse medo de amassar o vestido.
— Eu sempre sonhei com esse futuro pra você — disse baixinho. — Claro que o noivo bilionário é um bônus, né? — completou com um riso trêmulo. — Mas o que eu queria mesmo era ver você com um homem que te amasse de verdade… que enxergasse a mulher incrível que você é.
— Julio… — minha voz falhou, e eu balancei a cabeça. — Assim você vai me fazer chorar.
Ele riu e enxugou os próprios olhos.
— Tá bom, eu paro. Mas você sabe… eu te amo muito, viu?
— Eu também te amo — respondi, abraçando-o mais forte.
Ele beijou minha testa e me olhou com tanto carinho que meu coração ficou leve.
De repente, ouvimos uma batida suave na porta.
— Posso entrar? — perguntou uma voz que eu reconheceria em qualquer lugar.
Julio olhou pra mim e sorriu, abrindo caminho.
Meu pai entrou devagar, e por um momento ficou parado, me observando. Os olhos dele brilhavam, e o sorriso que nasceu em seus lábios me fez sentir como uma garotinha de novo.
— Você está linda, filha — disse ele, emocionado.
Sorri, sentindo as lágrimas finalmente escaparem.
— Obrigada, pai.
Ele se aproximou devagar e segurou minhas mãos.
— Tá pronta?
Assenti, respirando fundo.
— Sim…
(Diogo)
O sol já estava quase se pondo quando eu fiquei no altar. O céu tinha aquele tom dourado misturado com laranja e rosa, refletindo sobre o lago calmo, parecia um sonho. As luzes dos lustres pendurados nas árvores começavam a brilhar, e o som leve da água batendo na madeira do deque misturava-se ao murmúrio suave dos convidados.
Eu estava parado ali, no meio daquele cenário mágico, e ainda assim parecia que o mundo inteiro se resumia àquele corredor vazio, o mesmo por onde, em poucos minutos, Alice viria até mim.
Alessandro, ao meu lado, me deu um leve tapa nas costas.
— Respira, cara. Ela vem — disse, rindo.
Rafael completou:
— Se você continuar olhando pra entrada assim, vai dá um troço aí.
Tentei rir, mas o som saiu trêmulo. Eu não conseguia disfarçar. Meu coração batia num ritmo descompassado, minhas mãos suavam e a garganta estava seca. Olhei outra vez para o caminho coberto de pétalas, cercado por lanternas douradas e flores brancas… e imaginei Alice ali, vindo em minha direção.
Quando a música começou e o tempo pareceu parar. A marcha nupcial ecoou suave, e eu senti o ar sumir dos meus pulmões.
As daminhas entraram primeiro, sorrindo, jogando pétalas. Logo atrás veio Lucas, todo empolgado, segurando as alianças como se fosse a missão mais importante da vida dele. Eu ri baixinho , ele estava tão orgulhoso.
Mas então… ela apareceu.
Alice.
Meu coração disparou.
Ela surgiu ao lado do pai, e naquele instante, nada mais existia. O vestido branco fluía como uma onda, a renda delicada nos ombros, o brilho do tecido refletindo o entardecer… e o jeito como ela olhava pra mim, com aquele sorriso doce, calmo, cheio de amor, me desarmou completamente.
Senti as lágrimas começarem a escorrer, e nem tentei disfarçar. Peguei o lenço do bolso, mas não consegui tirar os olhos dela nem por um segundo.
Cada passo que ela dava parecia uma eternidade. E quando finalmente chegou até mim, eu já estava completamente perdido entre emoção e incredulidade.
O pai dela olhou pra mim com os olhos marejados.
— Cuida dela por mim, filho. Como eu nunca consegui cuidar.
— Obrigada, Diogo. Por me fazer acreditar de novo que o amor pode ser leve… e bonito assim.
— Obrigado você — murmurei, encostando a testa na dela. — Por ser tudo o que eu nunca soube que precisava.
Alice pegou a aliança e colocou em meu dedo, deixando um beijo ali.
— Com a benção de todos aqui — disse o cerimonialista, sorrindo — podem selar essa união com um beijo.
E quando eu a beijei, tudo o que eu sentia, o amor, o medo, o alívio, a paz se misturou em um só instante perfeito.
Alice era minha. E eu era completamente dela. Minha esposa.
Ficamos ali, por alguns segundos, só sentindo o vento tocar o rosto e o som suave da água batendo na margem. A aliança brilhava em seu dedo, como se tivesse encontrado o lugar certo pra estar.
Tive certeza que não era só o começo de um casamento. Era o recomeço de duas almas que finalmente se encontraram no tempo certo.
Todos bateram palmas e passamos pelo corredor, com os convidados jogando arroz. Seguimos para a área onde seria a celebração. As pessoas se acomodaram e quando a música começou suave, o salão inteiro iluminou com um tom dourado e quente, e, por um instante, tudo pareceu desacelerar. As pessoas formaram um círculo ao nosso redor, mas eu mal percebia porque meus olhos só viam Alice.
Ela estava linda. O vestido parecia feito de luz, e o sorriso dela… Deus, aquele sorriso. Era o tipo de coisa que fazia o mundo inteiro parecer um lugar melhor.
Segurei a sua cintura e começamos a girar devagar, no ritmo da valsa. O toque da mão dela na minha nuca, o perfume, o calor da pele… era impossível não se perder.
— Sabe — murmurei, com um sorriso no canto da boca —Por um momento cheguei a duvidar que viveria isso aqui.
Ela ergueu os olhos pra mim, com aquele brilho que sempre me desmontava.
— Eu também — respondeu baixinho. — Mas, sinceramente? Valeu a pena cada tropeço até aqui.
Dei uma risadinha, lembrando da primeira vez que dançamos.
— Eu estava pensando justamente nisso… Da primeira vez. Você lembra como terminou?
Ela mordeu o lábio, rindo.
— Lembro muito bem… e acho que hoje vai terminar do mesmo jeito.
— É mesmo? — perguntei, provocando.
— Uhum — ela respondeu, sussurrando junto ao meu ouvido. — Só que, dessa vez, você não vai precisar ir embora antes do fim.
Meu coração disparou. Segurei a sua mão um pouco mais firme, e por um momento, esqueci completamente que tinha gente assistindo. Era só ela e eu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...
Esse é o terceiro livro, os dois primeiros caminharam bem, mas agora só dois capítulos por dia é muito pouco. Lembre-se de seu compromisso com os leitores...
Cadê o capítulo 319???????? Não tem?????...
Tá cada dia pior, os capítulos estão faltando e alguns estão se repetindo....