A música foi chegando ao fim e quando o último acorde soou, ela se aproximou mais, encostando os lábios nos meus. Um beijo leve, mas cheio de promessa. O salão explodiu em aplausos, mas eu nem ouvi direito. Só conseguia sentir o sabor dela e o som suave da risada entre o beijo.
Quando nos afastamos, ela encostou a testa na minha e sussurrando.
— Eu te amo, Diogo.
— Eu também te amo, minha mulher.
Ela sorriu com aquele brilho nos olhos e deu um passo pra trás quando os convidados começaram a ocupar a pista. Larissa e Alessandro já estavam dançando, Helena ria com Maria Eduarda nos braços, e Caleb rodopiava Fernanda desajeitadamente no meio da pista.
Alice segurou minha mão e me puxou de volta pro meio da festa.
— A noite tá só começando — disse ela, com aquele sorriso travesso que eu amava.
***
A noite estava perfeita, com o ar fresco, o reflexo das luzes no lago, o som suave das risadas e a música se misturando ao fundo. Eu e Alice trocamos um olhar cúmplice, e eu sabia exatamente o que vinha a seguir.
Ela apertou minha mão e sussurrou, animada:
— Acho que é hora, amor.
Assenti, com o coração acelerado. Quando olhei ao redor, todo mundo estava junto. Larissa e Alessandro abraçados, Helena sorrindo com Caleb e Fernanda ao lado, Bia brincando com Lucas.
— Gente! — Alice chamou, levantando a voz com aquele brilho nos olhos que sempre me desarmava
Na hora, Júlio levantou as mãos, animado.
— Não me diga que é o que eu tô pensando?! É o sexo do bebê?!
Alice sorriu, tentando disfarçar a risada.
— Talvez...
Ele soltou um grito que ecoou pela beira do lago.
— AAAAAH, É HOJE! É HOJE! — fez todo mundo cair na gargalhada.
Larissa ria tanto que se apoiou em Alessandro.
— Meu Deus, Júlio, você parece mais ansioso que o pai!
— Eu tô! — ele respondeu, batendo palmas. — Vai, Alice, conta logo!
Alice olhou pra mim e eu balancei a cabeça, me segurando pra não rir também.
— Calma! — ela disse, levantando as mãos. — Quero que todo mundo conte junto! Vamos lá, na contagem regressiva, tá?
Ela levantou três dedos.
— TRÊS…
E todo mundo começou junto…
— DOIS… UM!
De repente, uma fumaça cor-de-rosa começou a sair de todos os cantos do jardim, das beiradas do deck, e até de umas lanternas que o pessoal da decoração preparou. O reflexo rosa se espalhou no ar, nas luzes, na água... e o grito coletivo veio logo em seguida.
— É MENINA!!! — Júlio berrou tão alto que fez até Lucas tampar os ouvidos e rir.
Alice levou as mãos à boca, emocionada, e eu abracei ela por trás, sentindo o riso e o choro se misturando no peito.
Larissa se aproximou com os olhos brilhando.
— A Duda vai ter uma melhor amiga! — disse, abraçando Alice com cuidado.
Alessandro riu, dando um tapinha no meu ombro.
— Bem-vindo ao clube das princesas, cara. A sua vida acabou de mudar de vez.
— Já mudou faz tempo — respondi, olhando pra Alice.
Ela virou pra mim, com o rosto iluminado pela luz rosada, os olhos marejados e o sorriso mais lindo que eu já vi.
— A nossa menina.
Abracei ela mais forte, sentindo o coração apertar de um jeito bom.
— A nossa menina — repeti, encostando a testa na dela. — E ela vai ser tão linda quanto a mãe.
Ao redor, todos riam, se abraçavam, e a fumaça rosa ainda dançava no ar, iluminando a noite como se o céu tivesse decidido celebrar com a gente.
***
O mês de março finalmente chegou, e o colégio estava pronto. Eu nunca tinha visto Diogo tão empolgado com algo; ele realmente havia colocado o coração em cada detalhe. E naquela noite, havia preparado um baile para os amigos, sócios e todas as pessoas que quiseram se unir a essa causa. O espaço era enorme, elegantemente decorado, com áreas especiais para as crianças brincarem, mesas com comidas finas, luzes delicadas e música suave tocando ao fundo.
Eu estava vestida com um vestido longo rosa claro, justo na cintura, caindo elegante até o chão. Meu cabelo estava solto, levemente ondulado nas pontas, e eu sentia os olhares de todos enquanto entrava ao lado de Diogo, meu braço entrelaçado ao dele.
— Você está deslumbrante — sussurrou Diogo, sorrindo orgulhoso.
— Você também… — respondi, sentindo meu coração bater mais rápido.
Ele me conduziu pelo salão, cumprimentando os amigos, Alessandro e Larissa, que vieram com sorrisos enormes e Rafael, que finalmente chegou de viagem. As crianças corriam por toda parte, encantadas com a área enorme de brinquedos e atividades, algumas sentadas para pintar, outras jogando bola, e algumas ainda simplesmente correndo sem se preocupar com nada além da diversão.
Todos pareciam felizes e animados. O clima estava leve, elegante e ao mesmo tempo cheio de calor humano. Diogo segurou minha mão e juntos chegamos ao centro do salão, onde fomos chamados para o discurso.
Ele pegou o microfone primeiro, olhando para todos com aquele jeito sério, mas gentil.
— Boa noite, a todos! — começou. — Estou muito feliz por ver tantas pessoas reunidas por uma causa tão importante. Este colégio será o formador do futuro, um lugar onde crianças que antes não tinham muitas oportunidades agora receberão a melhor educação. Temos os melhores quartos, alimentação de qualidade e momentos de lazer, porque são crianças! — ele sorriu e todos aplaudiram. — O dinheiro investido aqui será visto quando essas crianças se tornarem adultos, com suas profissões garantidas, e olharemos para trás orgulhosos de cada sorriso que ajudamos a construir.
Ele olhou para mim com aquele sorriso especial e eu senti meu estômago se encher de nervos e alegria ao mesmo tempo.
— Agora, quero apresentar a nova diretora do Colégio Renascer.
A sala explodiu em aplausos e eu respirei fundo, pegando o microfone com as mãos levemente trêmulas.
— Boa noite a todos — comecei, sorrindo nervosa, mas com firmeza. — Quero agradecer por estarem aqui hoje. Essas crianças precisavam de alguém que olhasse por elas, e graças a vocês, elas terão um lugar onde todos os olhares estarão voltados para o que mais importa, o sorriso, o aprendizado e a oportunidade de tornarem seus sonhos realidade.
Respirei fundo, olhando para as crianças correndo e brincando. Elas eram a razão de tudo ali.
— Como diretora, prometo dedicação. Sei que tenho muito a aprender, mas quero garantir que cada criança aqui receba atenção, carinho e a educação que merece. Hoje, graças a vocês e especialmente ao Diogo, que foi o ponto chave de tudo isso aqui, elas terão um futuro mais justo e cheio de possibilidades.
O salão inteiro aplaudiu novamente, e Diogo segurou minha mão, apertando levemente. Senti meu coração transbordar de felicidade.
— Você foi incrível — disse ele baixinho, sorrindo orgulhoso. — Nossa menininha vai crescer sabendo que o mundo tem gente boa, que luta para tornar sonhos realidade.
— Obrigada… — murmurei, ainda emocionada. — Só espero conseguir fazer justiça a esse lugar e a essas crianças.
— Você vai conseguir, meu amor — disse ele, beijando minha testa. — E eu vou estar ao seu lado em cada passo.
***
(Diogo)
O sol da manhã iluminava o enorme portão do colégio, e eu juro que por um instante fiquei parado, só observando. Era difícil acreditar que aquele lugar, que antes era só um terreno abandonado e cheio de mato, agora era um colégio lindo e cheio de vida.
Era o primeiro dia de aula e de um novo começo.
As risadas das crianças já ecoavam lá dentro e o som me deu um nó na garganta. Alice segurava minha mão, com o olhar marejado e um sorriso nervoso.
— Eu tô tão nervosa, Diogo — disse, apertando meus dedos. — É muita responsabilidade...
— Eu quero ir pra casa… — disse, meio envergonhado. — Quero passar mais tempo com os meus pais. E logo a minha irmãzinha vai nascer, né?
Alice sorriu largo, cpm os olhos marejados. Ela se abaixou e puxou ele pra um abraço apertado, daqueles que parecem querer guardar a pessoa dentro do peito.
— Ai, Lucas… você não faz ideia do quanto eu te amo, meu amor.
Ele riu, abraçando ela de volta.
— Eu também amo você, mãe.
— E olha, quando quiser dormir aqui no alojamento com os amigos, tá liberado, viu? Você é de casa.
Ele se animou e me olhou, com os olhos brilhando.
— Sério?
— Sério — confirmei. — Só não vale bagunçar demais.
Nesse momento, os irmãos dele apareceram correndo e empolgados. Um deles segurou a mochila pendurada num ombro e me olhou.
— Ei, Lucas! Você pode dormir no nosso quarto também! Ficamos no mesmo quarto, sabia? Ninguém separou a gente!
Alice colocou a mão no peito, emocionada. Eu me aproximei deles e me abaixei pra ficar na altura dos meninos.
— Nunca que iriamos deixar vocês separados, meninos— falei com firmeza, olhando nos olhos dos dois. — Agora vocês só precisam estudar, brincar e ser crianças. O resto… deixa por nossa conta.
Os dois sorriram, meio sem jeito e antes que eu percebesse, me abraçaram juntos, um de cada lado. Senti aquele aperto sincero, o tipo que desarma qualquer um.
— Tio Diogo… e os nossos pais? — um deles perguntou baixinho.
Dei um leve suspiro e olhei pra Alice, que me encarou com ternura.
— Eles estão bem — respondi. — Trabalhando bastante. Prometo que logo eu trago eles pra visitarem vocês, tá bom?
Os meninos assentiram felizes.
— Obrigado, tio Diogo.
O sinal tocou, ecoando pelos corredores e trazendo uma onda de animação. As crianças começaram a correr para as salas, com as mochilas balançando e risadas por todos os lados. Lucas virou pra gente, acenando com um sorriso enorme.
— Tchau, pai! Tchau, mãe!
Alice levou a mão à boca, segurando o riso e a emoção.
— Tchau, meu amor! — ela respondeu. — Boa aula!
Eu acenei também, sentindo o peito aquecer.
— Vai lá, campeão!
Ele correu pra se juntar aos irmãos, e os três desapareceram no corredor junto com as outras crianças.
Alice ficou olhando até o último segundo e quando finalmente virou pra mim, sorriu. Eu a puxei pra perto, abraçando-a por trás, e beijei o topo de sua cabeça.
— No almoço eu venho ver como foi, tá? — murmurei.
Ela assentiu, se virando pra mim.
— Combinado. E obrigada, amor… por tudo isso.
— Você não precisa me agradecer — respondi, encostando a testa na dela. — Isso aqui é nosso sonho.
Ela me beijou devagar, e por um instante, o mundo lá fora pareceu parar.
Dei um último beijo nela antes de ir em direção ao carro, com o coração leve e o sorriso preso no rosto. Era só o primeiro dia… mas eu sabia que aquele colégio mudaria tudo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....
Afff piorou, agora não são dois, é nadaaaa!!!...
Vou fazê-lo novamente!!!! Dois capítulos por dia é um desrespeito!!!...
Ué cadê meu comentário?...
Esse é o terceiro livro, os dois primeiros caminharam bem, mas agora só dois capítulos por dia é muito pouco. Lembre-se de seu compromisso com os leitores...
Cadê o capítulo 319???????? Não tem?????...
Tá cada dia pior, os capítulos estão faltando e alguns estão se repetindo....