Ela fechou os olhos, parecendo exausta de corpo e alma.
— Eu sei.
— Vou deixar você descansar — disse, me aproximando da cama.
Deixei o controle remoto da TV e o celular carregado ao seu alcance na mesinha.
— Qualquer coisa, me liga ou manda mensagem. Não hesita. A Alana chega da escola em uma hora, então aproveita a paz enquanto dura.
Ela abriu os olhos e me olhou, e pela primeira vez desde que ela tinha chegado, vi uma emoção mais profunda e quente neles.
— Obrigada, Lorena. Por tudo. Por… me trazer pra cá. Não era sua obrigação.
Meu coração apertou.
Me inclinei e beijei sua testa, como tinha feito no hospital.
— Você é parte da nossa família agora, Joyce. E família a gente cuida. Sem obrigação, só por amor.
Uma lágrima teimosa escapou do canto do seu olho e se perdeu no travesseiro. Ela não disse mais nada, apenas fechou os olhos de novo.
Saí do quarto, fechando a porta silenciosamente. A casa estava quieta e procurei por Eduardo na sala, na cozinha. Nada.
Rafael estava na sala de estar, olhando para o celular com a testa franzida.
— Ele já foi embora? — perguntei.
— Foi — Rafael confirmou, erguendo o olhar. — Saiu batendo a porta da frente, parecia muito furioso. O que aconteceu lá dentro?
— Sugeri contratar um enfermeiro bonitão para a Joyce — admiti, encolhendo os ombros, mas o susto da reação do Eduardo ainda ecoava em mim.
Rafael soltou uma risada curta.
— É, aí você cutucou o urso com a vara certa. Ele tá possesso com essa situação toda. Sente que falhou com ela, e agora qualquer coisa que ameace o controle dele sobre a recuperação dela é uma declaração de guerra.
— Eu vi — murmurei, sentando-me pesadamente no sofá ao lado dele.
A gravidez, a emoção do dia, tudo pesava de repente.
— É difícil ver eles assim. Ela tão frágil, ele tão… cheio de culpa e raiva.
Rafael puxou-me para perto dele, seu braço aconchegando meus ombros.
— Eles vão encontrar o jeito deles. Ou não. Mas você deu um lar pra ela, fez sua parte. Mais do que sua parte.
Apoiei a cabeça no ombro dele, sentindo o cansaço me invadir. Fechar os olhos por apenas um segundo parecia a coisa mais maravilhosa do mundo.
Foi então que um som cortou o silêncio da tarde.
Não era um som comum.
Era o ronco agressivo de uma moto de alta cilindrada, se aproximando rápido, muito rápido, e então entrando direto na nossa garagem com um ruído de metal raspando que fez nós dois saltarmos do sofá.
— Que diabos? — Rafael disse, já em pé, seu corpo em alerta total, a mão indo instintivamente para a cintura, onde normalmente estaria sua arma, mas ele estava em casa, de bermuda e camiseta.
Meu coração disparou e trocamos um olhar de alarme, correndo para a porta que levava à garagem interna.
Rafael abriu a porta primeiro, colocando-se à minha frente, seu corpo como uma barreira.
O cenário na garagem me fez gelar.
Uma moto preta, grande e poeirenta, estava caída de lado, como se tivesse sido abandonada no último segundo.
E diante dela, de joelhos no chão de concreto, estava a figura que a tinha pilotado.
Ele estava todo de preto, com uma jaqueta de couro, coberta de poeira da estrada. O capacete preto, opaco, ainda estava na cabeça.
Seu corpo tremia violentamente, como se estivesse com um ataque.
— Nicol… — a palavra morreu na garganta de Rafael…



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra
Olá É a historia da Milena e do Nikolas onde posso ler. A continuação onde encontro?...
Cadê as atualizações??? Desde fevereiro O que aconteceu??...
Pk já não tem atualização dos capítulos ?...
Cadê o capítulo 470???¿ Cadê o capítulo 473???????...
Onde está o capítulo *470* ?????????...
Kde o 470 ??? Aguardando...
É impressão ou a história ficou com partes puladas e sem detalhes ?...
Eita ela postou capítulos de outro livro é pacabá né...
Onde está o capítulo 419?...
Está chato continuar essa leitura mesmo no grátis só ler por metades quando atualiza tem uma tal de desvende os mistérios puta que pariu....