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Aliança Provisória - Casei com um Homem apaixonado por Outra romance Capítulo 418

A pergunta caiu como uma bomba no silêncio do quarto.

Os olhos de Eduardo se fixaram em mim, frios e prontos para matar qualquer um.

— O que você quer dizer?

— Quero dizer que a vizinha que eu coloquei para vigiar ela relatou marcas no seu pescoço. Marcas de dedos, o lugar estava roxo e recentes. — Cada palavra saía como um estalo. — Ele tocou nela, não foi? Ele tá batendo na minha… na sua irmã.

Vi o policial nele se contrair e um músculo na sua mandíbula pulsou.

— Como você sabe disso? Por que você tem alguém vigiando ela?

— Porque eu me importo!

Minha voz aumentou, e eu não me importei. A fachada de controle caiu completamente. Não valia mais a pena fingir, iria abrir o jogo de vez.

— Porque eu a amo, Eduardo! Ela estava indo pedir o divórcio pra ficar comigo, e aquele filho da puta descobriu e está fazendo alguma coisa, mantendo ela presa ali dentro, não sei… ela não fala mais comigo direito e quase não está indo a empresa.

— Lorena sempre foi muito profissional, por mais que tenha acontecido algo entre a gente, ele nunca faltaria com o trabalho assim. E sim, eu vou me envolver nessa questão porque a pessoa que amo, está lá, sendo machucada por aquele filho da mãe. Que você queira ou não.

Eduardo me olhou surpreso, sua expressão de choque e incredulidade….

— Você não tem ideia com o que está se metendo, Fonseca. Isso é perigoso e você pode piorar a situação dela.

— Piorar? ELA JÁ TEM MARCA DE DEDO NO PESCOÇO! — gritei, a impotência e a raiva me engolindo. — Eu vou me meter nisso sim. Você pode escolher me ajudar e contar o que está acontecendo, o que você sabe… ou eu mesmo mando invadir aquele apartamento e tiro ela de lá à força. Escolha.

Ele me encarou, com uma batalha visível em seus olhos. O irmão protetor contra o policial que sabia que um civil emocionado podia estragar tudo. Raul se moveu um centímetro para frente, em um aviso silencioso.

— Você tem um caso com a minha irmã? — a pergunta de Eduardo saiu baixa, carregada de desaprovação e de algo mais… uma tentativa de entender.

— Tentamos evitar — admiti, com a voz voltando a um tom mais baixo, mas ainda intensa. — Mas aconteceu e não foi só… físico. Eu a amo, como nunca amei ninguém na vida. Eu só quero protegê-la. Tirar ela daquele inferno. Me ajuda a fazer isso da maneira certa.

Eduardo ficou em silêncio por um longo momento, seus olhos vasculhando meu rosto, procurando por mentiras e jogos.

Ele deve ter visto apenas a verdade crua e desesperada, porque seus ombros afundaram um pouco.

A resignação substituiu parte da tensão.

Ele suspirou, com um som pesado.

— Thales está mantendo ela sob ameaças. Ele… sequestrou a babá da Alana, a Joyce. É a moeda de troca dele. Se a Lorena se mexer, se denunciar ou tentar sair… a babá paga.

Um novo tipo de fúria, fria e calculista, brotou em mim. Sequestro, cárcere privado. Agressão. O cara era um manual do crime.

— Você já sabe onde está a babá? — perguntei, minha mente já trabalhando em planos de resgate.

— Estamos rastreando. Temos algumas pistas, levando a um sítio abandonado. A prioridade é resgatar a Joyce com vida e com segurança. Só depois podemos mover contra o Thales sem ele ter uma arma contra a Lorena. Infelizmente, até lá… ela tem que fingir que nada mudou. Ela tem que aguentar.

— Ela não vai aguentar e pode se machucar de novo! — a ideia era insuportável.

— Eu sei que é perigoso! — ele retrucou, com a voz também subindo. — Mas é o plano para ninguém se machucar de verdade. Se a gente agir agora, ele mata a Joyce e some com a Lorena e a criança. Você quer isso?

Claro que não.

Mas a ideia dela lá, à mercê daquele monstro… meu estômago embrulhava.

Desviei o olhar, encontrando Raul imóvel perto da porta, um bloco de músculo vigilante.

Eduardo deixou escapar um suspiro pesado, o som de alguém carregando o mundo nos ombros, e sentou-se novamente com seus dedos tamborilando no joelho.

— Tudo bem — a palavra saiu arrastada, relutante. — Mas é minha investigação. Você segue o que eu disser quando for sobre a minha irmã e a babá. Nenhuma ação de heroi. A vida delas não é um jogo.

— Desde que você seja transparente — contra-ataquei, mas acenei com a cabeça.

Era o que eu tinha.

— Eu também tenho informações que podem conectar os pontos.

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