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Amargo Contrato de Casamento romance Capítulo 201

O galpão parecia encolher, o ar rarefeito. John estava destruído, Elizabeth tentando ser a rocha no meio do caos, Mary inocente sem compreender a gravidade. E David… alimentando-se do sofrimento, pronto para dar seu próximo passo.

David ergueu a arma, o cano reluzindo sob a luz fraca da iluminação amarela do galpão. O olhar cruel queimava em direção a John.

— Se não escolher… — disse lentamente, o tom carregado de veneno — as duas morrem.

Um homem encapuzado apareceu das sombras e apontou uma arma para a cabeça de Elizabeth enquanto David apontava a sua arma em direção a Mary.

— Acha que eu não tenho coragem? — A voz diabólica e o olhar sério não deixou dúvidas que ele atiraria em Mary.

John olhou para Elizabeth que permanecia com o olhar de uma paz que John não entendia e depois para a de Mary, que fechou os olhos choramingando abraçado a mãe.

Ele ergueu a mão livre, os dedos prontos para começar a contagem. O silêncio era tão pesado que se podia ouvir a respiração trêmula de Elizabeth e o soluço contido de Mary.

— Um… — a voz de David ecoou como trovão denunciando que o tempo estava se esgotando.

John estava de joelhos, o corpo inteiro trêmulo, lágrimas correndo pelo rosto. Olhava de Elizabeth para Mary como um homem condenado sem saída.

— Oh! Deus, não… não me abandone… em ajude.

— Dois…

Elizabeth ergueu a cabeça, seus olhos fixos no marido.

— John… não lute contra isso. — Sua voz saiu suave, mas firme. — Você precisa viver… precisa cuidar dos nossos filhos. Se for minha vida pela vida de vocês, eu aceito. Morro feliz por você e a Mary.

John balançava a cabeça, sufocado pela dor.

— Não… não me peça isso… Elizabeth… não!

— Três… — disse David, com um sorriso cruel, saboreando cada segundo da tortura psicológica.

John apertou as mãos contra o chão, a respiração descompassada. Enquanto Elizabeth murmurava orações, pedindo perdão pelos pecados e entregando sua vida nas mãos de Deus, se preparando para o momento derradeiro.

— Quatro…

Elizabeth fechou os olhos, respirando fundo, e beijou a cabeça de Mary.

— Não chore, minha princesa… papai vai cuidar de você.

Mary olhava parecendo entender que aquilo que começou como uma brincadeira, na verdade estava se tornando em uma realidade que ela não entendia muito bem.

— Cinco. Última chance, Walker. Quem morre? — David ergueu a arma.

John, num grito de desespero que parecia rasgar sua alma, explodiu:

— Meu amor, meu perdoe. — Com a respiração pesada e impotente, John gritou. — ELIZABETH!!!

“Papai… papai” dizia ela entre soluços, enquanto John a apertava com força contra o peito tentando protegê-la e segurando sua cabecinha para não olhar.

— Por favor, não faça isso. — Suplicou mais uma vez John.

— John. Obrigada por tudo, você me fez feliz que poderia senhoar. Eu te amo… cuide de nossos filhos… —Elizabeth o olhava com um olhar sereno

David puxou um saco preto amarrotado e cobriu a cabeça de Elizabeth, deixando o último resquício de compaixão morrer em seu coração. Deu um sorriso torto de prazer, fez um sinal para os capangas que retiraram sumindo na escuridão deixando somente David, John com Mary e Elizabeth agora com um capuz na cabeça, mas se manteve ereta, sem dizer uma palavra somente se ouvia o sussurro de suas orações.

Quando um alarme tocou ressoando em todo galpão.

Do lado de fora, ao verem que Mary estava a salvo, em uma tentativa de tentarem salvar Elizabeth e John, Carlson ordenou que seus homens avançassem rápido. Todos saíram de suas posições correndo em direção ao galpão.

— Seus homens estão vindo, mas é tarde demais.

David parecia que não estava surpreso, com o som do alarme, era como se esperasse e com um sorriso diabólico engatilhou a arma.

O som seco ecoou como um aviso de morte iminente. John apertou os olhos, incapaz de suportar, ao mesmo tempo que segurava firme Mary para que ela não olhasse para a direção de Elizabeth.

Um tiro ecoou pelo galpão.

O grito de Mary se misturou ao rugido de John.

Silêncio.

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