Rubi
Seis semanas.
Seis semanas sem ele.
Seis semanas com o laço apagado, como uma brasa fria que eu aperto contra o peito todos os dias esperando que reacenda.
A mão repousa instintivamente sobre a minha barriga, pequena, redondinha, ainda oculta sob roupas largas, mas já protegida pela minha loba como se fosse o centro do mundo. Do nosso mundo.
“Doze semanas…” murmuro, sentindo aquele calor baixo, terno, que só veio depois que o médico confirmou. “Você já estava aqui… antes de tudo. Você já era nosso, antes da gente saber.”
O coração aperta. Riuk não sabe.
E eu tenho a sensação de que, se ele soubesse, ele teria parado. Ele teria ficado. Ele não teria me deixado.
"O papai está lutando por você, sem nem sequer saber que você existe, meu pequeno grão de areia." e sinto as lágrimas voltarem aos meus olhos, e bufo. "Malditos hormônios, não sei ficar sem chorar."
Libby entra no quarto sem bater, ela anda fazendo isso desde que virou minha sombra emocional.
“Tomei conta de tudo em Sidney. Assinei os contratos, fechei pendências… A Laura está fazendo um trabalho ótimo, teremos que recompensá-la quando tudo isso acabar.”
"Ela perguntou de novo o que está acontecendo, não é?" e Libby sorri, concordando.
"Ela me questiona toda vez que liga, mas você sabe, não podemos falar nada agora. Se o Atlas souber..." concordo, afastando esse pensamento de minha mente.
Ela fala suave, mas tem olheiras profundas. Eron também não dorme mais.
“E sobre o Riuk?” pergunto, mesmo sabendo a resposta.
Ela fecha os olhos por um segundo.
“Nada. Já tentamos contato de todos os jeitos, mas eles continuam lacrados dentro de onde quer que seja. Sinto muito, querida, mas não temos muito o que fazer.”
Meu peito dói. Minha loba se estica dentro de mim, tentando alcançar o laço morto.
“Obrigada, Libby… de verdade.”
Ela se senta ao meu lado, segura minha mão.
“Ele vai voltar. Não importa quanto tempo leve. Eu sei que ele vai.” Ela beija minha cabeça e sai do quarto, me deixando sozinha com meus pensamentos e com o cheiro dele nos travesseiros.
Quando estou perto de cair no sono, ouço algo sendo passado por minha porta e me sento para olhar. São dois envelopes.
Um é negro, selado com tinta azul-fosforescente.
O outro é vermelho queimado e o cheiro me faz gelar.
Atlas.
Pego primeiro o azul. O selo pulsa uma vez, e eu sei que é Drevan quem enviou. Abro com dedos trêmulos.
Rubi,
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